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Mestre Duduta e o Chorinho de Campina Grande

 

 

Mestre Duduta é um dos músicos mais conhecidos e respeitados de Campina Grande (PB).

 

Instrumentista e luthier é um eterno amante do choro. Não há músico que passe pela cidade e não vá lhe fazer uma visita, no bairro da Prata. Se a visita for no domingo, melhor ainda, já que nesse dia promove uma tradicional roda de choro para chorão nenhum botar defeito.

 

Cultiva a tradição do Choro na terra do forró há mais de 50 anos,contribuindo para a perpetuação do gênero. Já passaram por sua casa músicos como Dominguinhos, Jacob do Bandolim e tantos outros.

 

Duduta e Seu Regional deleitam o público com o melhor do chorinho. Eles formam a Velha Guarda do Choro trazendo sucessos de Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Pixinguinha, Rossini Ferreira, Luis Americano entre outros.

Ao longo de 55 anos, o grupo passou por várias mudanças. Antes, Duduta já havia fundado o grupo "Duduta e seus Cachorros da Mulesta".

Atualmente, o grupo é composto por Duduta (bandolim e cavaquinho), seus filhos Wagner Ribeiro - o Waguinho (bandolim e cavaquinho) e Valter Ribeiro ainda, Waldir Azevedo (violão 7 cordas), Breno Tavares (violão 7 cordas), Jefferson Fagundes (cavaquinho centro), Crispim Vieira (pandeiro) além das participações especiais de Eloísa Olinto (Voz), Sarayva de Boqueirão (sax e flauta) e Pedro Mago (Violão 7 cordas). O grupo é acompanhado de perto por Zilda Rocha da Silva, companheira inseparável de Duduta há 55 anos e que conhece como ninguém toda a trajetória de Duduta e seus cabras chorões.

Recentemente Dudata recebeu o Diploma de "Mestre das Artes", uma honraria lhe conferida pela Secretaria de Cultura do Estado. Com orgulho incontido, Duduta exibe o "Diploma", lembrando do amigo Louviral Alves, tido como grande mestre lhe impulsionou a carreira.

"Lourival foi o meu grande incentivador. Devo muito a ele", diz. (Diário da Borborema 21/12/2010).


Outro importante reconhecimento do seu excelente trabalho veio com o Documentário “Seu Cavaco, Dom Bandolim e o Choro do Mestre Duduta na Rainha da Borborema”, de Riccardo Miglioni / Thaíse Carvalho. Brasil 2010, 52’, único filme paraibano selecionado no 16° Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, maior festival de documentários da América latina, na Mostra "O Estado das Coisas".


O referido documentário foi selecionado também no 3º Festival Internacional de Documentário Musical, IN-EDIT~ Brasil 2011 (Mostra Panorama Brasileiro).

De acordo com a equipe do filme “o que mais da orgulho é contribuir na divulgação da arte e da simplicidade de um verdadeiro Mestre como é o Duduta, que há mais de cinquenta anos, com garra e humildade, mantém viva a chama do choro em Campina Grande. Apesar de um infarto e um AVC, Duduta é ainda o maior expoente do choro no estado da Paraíba e recentemente foi nomeado ‘Mestre das Artes’".


Nesse Documentário foram registrados momentos deliciosos das rodas e das conversas com ele, seus filhos, netos e parceiros musicais.

 

Confiram o trailer

 

 

 

 

Bastidores do Documentário

 

 

 

 

Duduta e seu Regional no programa Sr. Brasil

 

 

 

 

 

Garimpando na internet fotos de Mestre Duduta tive a grata surpresa de encontrar uma caricatura dele feita pelo talentoso artista e amigo Fred Ozanan, de Campina Grande.



 





Fred Ozanan com Mestre Duduta


"Esta é a minha homenagem ao grande músico e incomparável artista Dududa, cujos acordes fazem do choro a alegria de muitas gerações em Campina Grande, na Paraíba e no Brasil. A habilidade faz com que os seus dedos deslizem com uma suavidade que impressiona, extraindo das cordas do bandolim e do cavaquinho um som mágico capaz de ampliar o sentimento interior da gente, pois a emoção nos faz descobrir que aquele som limpo, espontâneo e natural nos toca a alma". (Fred Ozanan)




Vida longa ao Mestre Duduta. Que continue firme no seu propósito de manter acessa a chama do “Choro” no nosso país.

Palmas para o Chorinho de Mestre Duduta.

 

 

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Fonte:

- Jornal Diário da Borborema (21/12/2010)
- Site do 3º Festival Internacional de Documentário Musical
- Blog do cartunista Fred Ozanan
- Vídeos YouTube

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Exibições: 387

Tags: choro, mestre duduta

Comentário de Martim Assueros em 1 junho 2011 às 22:15
Campina Grande tem dessas coisas, surpreendemente boas assim. Bravos, Mestre Duduta e Regional!
Comentário de Gregório Macedo em 2 junho 2011 às 1:14

Beleza de matéria. Chorinho, Campina Grande, meu amigo Fred, caricatura, e Mestre Duduta, o grande homenageado.

Tentei postar comentário no blog do Fred, mas não consegui. Fiz uma chamada em http://domacedo.blogspot.com/ , do qual ele é seguidor.

Mais uma garimpada de alto nível, querida pesquisadora.

Beijos.

Comentário de Martim Assueros em 2 junho 2011 às 13:02
Valquíria, achei interessante quando em certo trecho da entrevista, Mestre Duduta mostra a boca do violão e diz “Aqui... esse mosaico é criação minha. Esse design aqui... desenho, que eu não sou inglês...”, valorizando a diversidade, a nossa forma de falar, o nosso sotaque, nossas peculiaridades regionais.
Comentário de Laura Macedo em 2 junho 2011 às 15:22

Valquíria,

Veja só que fantástico. No ano passado assistindo ao programa Sr Brasil fiquei super feliz com a presença do Regional do Duduta e pensei em fazer um post com ele, mas devido a nossa pauta, muito cheia, fui deixando pra depois.

Sempre divulgo a realização do Festival Internacional do Documentário Musical. E foi através desse Festival que tomei conhecimento do documentário "Seu Cavaco, Dom Bandolim e o Choro do Mestre Duduta na Rainha da Borborema". Aí furei a tal pauta e juntei uma pitada da história sensacional do Mestre Duduta com o destaque que o referido documentário obteve no Festival.

Agora fantástico mesmo foi o fato do processo do Mestre Duduta ter sido analisado/aprovado por você, no Conselho de Cultura, além da nossa recente amizade aqui no Portal, proporcionando nossa integração em função deste maravilho artista. Eu achei o máximo!

Nas pesquisas encontrei o vídeo produzido pela TV Itararé. Foi ótimo você postar aqui.

 

Gregório,

Eu não lhe disse que você iria adorar este post, meu amorzinho? A nossa querida Campina Grande / caricatura / nosso amigo Fred e o chorinho de Mestre Duduta são elementos de puro prazer.

 

Martin,

Grata pelos comentários.

Adoro a Paraíba. Passei toda minha infância e adolescência em Campina Grande. Não conheço "Teireira", mas Gregório (maridão) conhece. Temos um grande amigo de "Tavares" que hoje mora em C.Grande.

 

Super beijo a todos.

 

Comentário de Martim Assueros em 2 junho 2011 às 16:31
Obrigado a vocês, queridas conterrâneas Valquíria e Laura, pela boa acolhida aqui no Portal. Eu morei e estudei em Campina Grande durante bons seis anos de minha vida. Após muitos anos, volto a morar na Paraíba, agora em Teixeira, minha cidade natal. Minha mulher também é nordestina, do Recife. Estamos felizes por morar novamente aqui.
Comentário de Martim Assueros em 2 junho 2011 às 16:33
Ah! Também conheço Tavares, Laura. Morei seis anos em Princesa Isabel e, em minhas viagens, passava sempre por lá.
Comentário de Gregório Macedo em 6 junho 2011 às 18:30

Laurinha, adorei mesmo o post. Você, como sempre, certeira. Tudo concatenado pelos bons fluidos do Cosmos. Até Valquíria surgiu pra enfeitar a história. Que maravilha.

Conheço as cidades que o Martim citou: 'rodei' muito por Tavares, Teixeira, Princesa Isabel, Conceição, Itaporanga, Piancó etc etc, nas incontáveis missões como Regional do Banco do Brasil. Até Manaíra eu conheci (lá, tivemos de fechar a agência, pois os assaltos viraram epidemia... puxa, isso foi há anos...). Meu carinho pela Paraíba tem também a ver com isso: o fato de eu haver interagido com dezenas de municípios, conhecendo de perto a hospitalidade de cada recanto e compartilhando alegrias e angústias. Viva a inesquecível Paraíba!

Beijos.

Comentário de Martim Assueros em 6 junho 2011 às 20:23
Obrigado, Gregório. Aqui em Teixeira ainda dispomos (e espero que por muito tempo) de uma agência do Banco do Brasil, aliás o único banco da cidade. No passado, tempo de maior desenvolvimento, já tivemos agências, também e ao mesmo tempo, do BB, CEF e Itaú. Da CEF, não restou nem o Caixa; e do Itaú, nenhuma pedra.

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