Dia 15 de julho de 2013 saiu de cena um grande artista piauiense - Raimundo Alves Lima, o RAL - poeta, crítico literário, carnavalesco, pesquisador, produtor cultural... Enfim, ele batia um bolão em todos os setores da cultura. Perdemos um grande amigo e incentivador. Lembro da sua disponibilidade e generosidade quando publiquei o artigo “A Saga do Choro no Piauí” (Cadernos de Teresina, nº 41/2010) compartilhando comigo algumas fotos do seu acervo e acompanhando-me em algumas entrevistas.

 

Bom mesmo era quando ele nos visitava trazendo ótimas ideias, discos, projetos em andamento... A conversa começava na nossa biblioteca e terminava na cozinha, regada a comes e bebes. Comentava sobre meu trabalho no Portal Luis Nassif e eu, iniciante na área musical, ficava toda convencida e estimulada a prosseguir.

 

 

Quando adentramos na sala de velório custei a acreditar que nosso querido amigo, prestes a completar 57 anos, no próximo dia 31 de julho, tinha realmente saído de cena. Mas seu legado à cultura piauiense há de permanecer vivo... em cena, sempre.

 

 

Saudades do meu amigo RAL...

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dos seus últimos trabalhos foi a exposição “Batuques, Confetes e Serpentina”, que integra arquivos de artistas piauienses homenageando a quem ajudou a construir a história do carnaval de Teresina (PI).

 

 

 

 

De acordo com o carnavalesco Ral, a exposição objetiva retratar a originalidade dos antigos carnavais de Teresina com fotos, textos, reportagens e fantasias das escolas de samba, blocos, clubes e festas de rua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para o presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves (onde Ral trabalhava), Lázaro do Piauí, a morte de Raimundo Alves Lima, o RAL deixa uma grande lacuna na cultura local.

 

 

O Ral era um incansável na busca pelo reconhecimento da cultura da nossa terra. Poucas pessoas tinham um cuidado e um apreço tão grande pelo nosso patrimônio histórico e cultural. Ele nos deixa, mas ficam como herança os grandes acervos e memórias dos importantes trabalhos realizados”, ressalta.

 

 

 

 

 

 

 

 

Com certeza nosso querido amigo RAL foi recebido, no andar de cima, com Batuques, Confetes e Serpentinas....e com suas músicas preferidas, a exemplo das selecionadas abaixo.

 

 

 

 

Quem te viu, quem te vê” (Chico Buarque) # Chico Buarque.

 

 

 

 

 

Chão de Esmeraldas” (Chico Buarque/Hermínio Bello de Carvalho) # Chico Buarque.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alvorada no morro” (Cartola/Carlos Cachaça/Hermínio Belo de Carvalho) # Cartola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As rosas não falam” (Cartola) # Cartola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fontes:

 

- Sites da Fundação Cultural Monsenhor Chaves e YouTube.

 

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Comentário de Gregório Macedo em 23 julho 2013 às 2:41

Deixei pra ver hoje a sua homenagem ao Ral. Agora, após a missa de 7º dia, que juntos assistimos, continua a saudade de nosso cordial e altaneiro parceiro, mas aumentou o sentimento de gratidão ao Altíssimo por nos haver concedido a graça de compartilhar momentos de amizade com esse notável ser humano.

 

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 23 julho 2013 às 12:47

Gregório, assino embaixo.

Que missa emocionante...

Beijos.

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