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MEU PAI
Quando pequena eu tinha muito medo de chuva forte. Meu pai me acalmava dizendo que não precisava ter medo, pois a chuva lavava tudo, e levava embora todos os males e as dores da terra... Perto dele aprendi a não ter mais medo da chuva forte... Longe dele aprendi a sentir saudades...!


Izabel Lisboa

[08/08/2010]

http://blogdabellisboa.blogspot.com/

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Comentário de Izabel Lisboa em 8 agosto 2010 às 21:27
Belíssimo seu pequeno poema, Luis; carrega uma grande verdade! E Rosa estava certíssimo, a saudade que sentimos e sempre sentiremos deles é cheia de encantamento!!!

Comentário de Sebastião de Oliveira em 8 agosto 2010 às 22:02
Que todos os pais se sintam homenageados pelas saudades aqui expressadas, juntamente com as minhas lindas lembranças.
Beijos a todos
Comentário de Charles Leonel Bakalarczyk em 8 agosto 2010 às 23:39
Os pais não deveriam ir embora...
Comentário de Charles Leonel Bakalarczyk em 9 agosto 2010 às 0:00
Izabel, tomo a liberdade de colocar um poema que fiz em homenagem ao meu pai:

Teus gestos, teu jeito...

Pai,
De ti não se ouvia recusa...
Teu corpo cansado não rejeitava o árduo esforço.
Teu braço veemente insistia e resistia no intenso labor.
Labor que nutria os teus filhos!
Teu âmago ditava o peso fatigante sobre o teu dorso.
Tua responsabilidade pedia e exigia em nosso favor.
Favor que encorajava os teus filhos!

Pai,
De ti não se ouvia recusa...
O suor transbordava no teu rosto enérgico e avermelhado.
O sangue era bombeado e acelerado pelo teu incansável coração.
Coração que já não bate pelos teus filhos!
A musculatura rígida se contraia com o teu esforço empenhado.
O pulmão aspirava e expirava o ar que oxigenava a tua serena ação.
Pulmão que já não respira pelos teus filhos!

Pai,
A tua vida foi dedicação desinteressada.
Só pensava no nosso bem-estar.
A tua morte foi uma condenação sumária e injusta, não admitiu apelação!
A morte, afinal, é acórdão proferido por um Tribunal imbecil que não aceita o contraditório...

Pai,
Teu afastamento trouxe um vazio.
Vazio que se fortalece na saudade...
Teu comportamento solidário alimenta a lembrança dos teus.
Lembrança que é mero paliativo para suportar a tua ausência...

Pai,
Teus gestos são inesquecíveis (para nós).
Teu jeito incomparável (para nós).
Doeu (para nós) te perder...
Teus gestos e o teu jeito são os legados do teu codicilo, escrito com teu sofrimento final.
Comentário de Izabel Lisboa em 9 agosto 2010 às 0:37
Sim, Luis, somos órfãos, e nessa condição, tanto para crianças como para marmanjões como nós, o vazio que experimentamos na alma parece irreparável! A força da fé tem o poder de trazer paz e esperança apesar da dor da ausência de um ente tão querido!
Belo poema Charles e belíssima homenagem ao seu pai! Recordar com carinho o jeito e os gestos de nossos pais que já se foram é honrar sua memória e reavivar lembranças por nós tão queridas!
Beijos a todos!
Comentário de Izabel Lisboa em 9 agosto 2010 às 0:38
Obrigada pela presença e pelo comentário Sebastião! Beijos!

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