O mapa literário
A viagem do Pequod é um de uma série de doze mapas literários produzidos pela empresa Harris Seybold, de Cleveland, entre 1953 e 1964, baseados em clássicos literários britânicos e estadunidenses. Este mapa fez parte de um calendário impresso para divulgar as potencialidades do equipamento de impressão litográfica da empresa.
Everett Henry, responsável por essa ilustração, era um conhecido artista de Nova York que se destacava também por suas pinturas murais.

Everett Henry (1893-1961) The Voyage of the Pequod from the book
Moby D*** by Herman Melville.
Cleveland: Harris-Seybold, 1956

O site American Treasures of the Library of Congress tem mais de 225 mapas literários que registram a localização de lugares associados com autores e suas obras literárias e que servem de guia para seus mundos imaginativos.

O romance
A história começa quando Ismael, (*) já veterano do mar, decide embrenhar-se em um outro ramo da atividade marítima, a pesca de baleias. Para tal, viaja para uma região norte-americana especializada na referida pesca e instala-se na hospedaria "O Espiráculo", onde conhece Queequeg, o seu melhor amigo. Embarcam no navio The Pequod, mas antes Ismael recebe um aviso de um homem velho que o capitão, conhecido como Ahab, é louco e muito se compara com o diabo e seu navio, como o inferno. Ahab possui "demônios". E também anuncia que tem um único e vedadeiro ódio: a baleia Moby D***.
A viagem baleeira tem a previsão de três anos de duração. O interesse da tripulação do Pequod é a obtenção de lucro a partir da pesca de baleias para extração de gordura, espermacete - fino produto e amplamente usado na época - e outros subprodutos da pesca. Todavia, o capitão Ahab tem por objetivo particular confrontar-se com Moby D***, o cachalote responsável por arrancar-lhe a perna. Moby D*** é tido como um monstro pelos baleeiros, os quais, segundo o autor, evitam confrontar-se com ele quando o avistam. Melville vale-se de várias reflexões particulares para transformar o cotidiano de um navio baleeiro, bem como a pesca em si e as finalidades de tal labor (detalhes esses que o autor descreve exaustivamente) para construir uma metáfora acerca da condição do homem moderno.
A hora da batalha entre a razão humana e animal começa. O Pequod é destruído e só o destino promoveu vida ou morte, vitória ou perda para Ahab e Moby D***. Ismael foi o único sobrevivente e não tem mais nenhuma atração em voltar ao mar à procura de baleias, aventura e confusão novamente. Wikipédia

Notas
(*) O romance inicia-se com uma das mais famosas citações da língua inglesa: "Me chame Ismael."
Ver também: Inícios inesquecíveis de romances.

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