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´Movimento Negro´ pode apoiar a injúria racial de Paulo Henrique Amorim?

O Movimento Negro apóia as ofensas racistas?

Por: José Roberto F. Militão - 28/2/2012

http://www.afropress.com/colunistasLer.asp?id=954

Ouso discordar com a devida veemência do artigo de Marcos Rezende, http://www.afropress. com/colunistasLer.asp?id=953., que na condição de militante do movimento negro, faz a defesa do polêmico jornalista PAULO HENRIQUE AMORIM, que fez uma degradante ofensa racial contra um afro-brasileiro do porte de HERALDO PEREIRA, nosso principal jornalista que integra o primeiro time da principal rede de TV do Brasil. No artigo REZENDE outorga o direito de Paulo Henrique Amorim, que se encontra em "guerra" profissional e pessoal com a Rede Globo de TV, utilizar-se de uma ofensa racial contra o mais importante afro-brasileiro do jornalismo, advogado e professor universitário em nível de pós-graduação. Um jovem ainda, HERALDO PEREIRA, com trajetória exemplar, de office-boy a estrela do jornalismo nacional, jamais deixou de reconhecer o racismo no Brasil. PHA o acusa de ser um "negro de alma branca".

Apesar do racismo que conhecemos razão única da própria existência do próprio Movimento Negro que Rezende atua, HERALDO em 2002, foi destaque nacional, pois estava rompendo barreiras para orgulho de todos afro-brasileiros, pela primeira vez, um homem preto apresentava o mais importante jornal da TV brasileira: o Jornal Nacional. http://www.terra.com.br/istoegente/174/reportagens/heraldo_pereira.htm)
“O sábado 23 foi um dia atípico na vida do jornalista Heraldo Pereira. Ele acordou por volta das seis horas, tomou café da manhã duas vezes e foi à igreja. O único hábito rotineiro foi a feijoada no almoço. Mesmo assim, não conseguia fazer o tempo passar. “Queria que o jogo começasse logo”, diz. Somente às 14h chegou à Rede Globo, onde apresentaria o Jornal Nacional em sua primeira participação nos rodízios de fim de semana. Sua estréia foi cercada de mais expectativa do que o normal: Heraldo se tornou o primeiro negro a se sentar na famosa bancada. “Sinto orgulho de ser negro e de apresentar o Jornal Nacional”, diz ele, que repetiu a dose nos dias 25 e 26. Num país de maioria negra como o Brasil, o fato não deveria causar espanto, mas são raras as oportunidades dadas às pessoas da raça. “O Brasil é racista”, afirma Heraldo Pereira, 41 anos. “Todo negro sofre preconceito. Ande atrás de uma mulher com bolsa para ver. Já passei por isso, passo e passarei”, diz.

A imputação de ofensas raciais degradantes como de "capitão-do-mato" ou "negro-de-alma-branca" feita por Paulo Henrique, da TV Record e do blog "Conversa Afiada" sob o pretexto de Heraldo não militar ostensivamente na defesa da segregação de direitos raciais é um absurdo.

Mais absurda a defesa do agressor, em nome do movimento negro. É um despautério. REZENDE foi inclusive testemunha de defesa judicial do acusado de agressão. Como se possível alguém aferir e testemunhar o foro íntimo de sentimentos, a não ser pelo que vem expresso em palavras e manifestações públicas. As palavras de PHA expressaram uma injúria racial contra HERALDO, aliás, reconhecida na retratação. As centenas, quase milhares de comentários de apoios ao ofensor, revelam o quanto a presença do afro-brasileiro ocupando o relevante destaque no jornalístico incomoda às elites, seja de direita ou de esquerda.

(na íntegra com mais de cem comentários ao Post aqui:)
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-discussoes-sobre-racismo

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 9 março 2012 às 0:13
Sem considerações.

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