MP quer lavar a jato a gestão de Rosinha

Na última sexta-feira os munícipes de Campos dos Goytacazes foram surpreendidos pela notícia de que o Promotor Leandro Manhães obteve junto ao juiz federal Sérgio Moro autorização para ouvir, em Curitiba, Marcelo Bahia Odebrecht.

 

Segundo Moro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro requer autorização para ouvir o preso Marcelo Bahia Odebrecht, com a finalidade de instruir Inquérito Civil Público cuja instauração remete a contratação da Odebrecht pelo Município de Campos dos Goytacazes/RJ, para execução de obras no importe de R$ 967.377.633,63, com apontamentos de supostos pagamentos de propina a agentes públicos e políticos do Município.

 

O promotor agrega, ainda, pedido de compartilhamento de provas relacionadas aos fatos narrados.

 

Vale ressaltar que a relação contratual entre a construtora envolvida até o último ‘fio de cabelo’ no escândalo da Lava Jato e a Prefeitura de Campos é antiga. No ano de 2009, a Odebrecht foi a empresa contratada para realizar a construção das casas do Morar Feliz, um dos mais importantes símbolos da gestão de Rosinha.

 

A lista apreendida pela Polícia Federal em que constavam os nomes dos ‘Garotinhos’ estava em poder de Benedito Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht e que celebrou, com a ex-governadora do Estado do Rio de Janeiro, o contrato do Morar Feliz.

 

O acolhimento do pedido de Leandro Manhães por Sérgio Moro deixa a sociedade de Campos apreensiva, pois caso ocorra uma nova operação da polícia federal em nossa cidade será péssimo para a imagem, já desgastada, desde a Operação ‘Telhado de Vidro’ que culminou com a prisão de vários secretários municipais e do procurador geral do município.

 

A investida do MP é bem vinda, pois poderá, de uma vez por todas, iniciar um trabalho investigativo minucioso nos contratos realizados pela Prefeitura de Campos e as empresas prestadoras de serviço.

 

Não nos custa lembrar que em março de 2015, vários profissionais entraram com diversos pedidos de acesso a informação para que Rosinha fornecesse a cópia dos seguintes contratos: empresa Queimados Empreendimentos Agrícolas Ltda.

 

A Queimados responsável por serviços de locação de imóveis – entre eles o prédio onde funciona a Secretaria Municipal de Obras, na Avenida Nilo Pessanha. Somente este contrato custa R$ 18 mil por mês”, à época da apuração.

 

O contrato com a empresa Winner Empreendimentos Imobiliários – responsável pela obra na Orla II, em Guarus; contrato firmado entre a prefeitura e a Merlin Sistema de Ensino Ltda. Esta empresa foi contratada para prestar serviço de formação de professores.

 

Ao que parece a Merlin fechou contrato com dispensa de licitação, ou seja, não disputou com ninguém, mas segundo apuração, recebeu aproximadamente R$ 10.304.089,54; contrato com a empresa Lumentech Comércio e Serviços Ltda. – ME responsável até então, pela locação de veículos com motorista, mas sem combustível; contrato com uma empresa cujo CNPJ é o de número 91.022.632/0001, responsável pelo fornecimento de gêneros alimentícios não especificados – e sem licitação - para alimentação escolar.

 

O valor do contrato soma R$ 727.106,80 e ainda, a cópia dos contratos celebrados com Robson N. Oliveira Dutra Buffett.

 

Essa empresa ganhou diversas licitações para atender várias secretarias, com destaque a Fundação Cultural Jornalista Osvaldo Lima (FCJOL). Detalhe interessante é que a empresa recebeu três pagamentos: R$ 42.535,30 (em 30/12/2014); R$ 10.247,65 (em 02/12/2014; e R$ 3.705,00 (em 16/12/2014), mas o pregão ocorreu somente no dia 6 de fevereiro. Ou seja, ela recebeu antecipadamente, antes da licitação de concorrência, destacou.

 

Que a Promotoria possa ter êxito e que nós campistas e pagadores de tributos possamos saber o que de fato é real e o que se tornou lenda, na gestão de Rosinha.

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