Mudança de Paradigma: Grande Depressão do Séc. XIX foi maior que a Grande Depressão de 30s


A desconstrução do mundo (des)globalizado e desbussolado dos ricos anglo-saxão na corda bamba, figuras como Paul Volcker, já está temendo se o capitalismo sobreviverá.

Esse gráfico é do blog Matthew Yglesias que contra-argumenta os neocons, que preferem que o estado não faça nada, vou traduzir apenas algumas frases sobre o gráfico acima, para o contexto do meu ponto de vista.

Em 1929, a recessão começou e durou 43 meses, a recuperação lenta durou vários anos, e depois veio nova recessão de 13 meses (1937-38), esse período é conhecido como a grande depressão.

O banco de dados do NBR (National Bureau of Economic Research), identificou outras 11 recessões antes dessa, no período da segunda metade do século XIX (Gilded Age), na primeira metade do século XIX, não se tem base de dados, mas foi identificado 11 recesões na segunda metade do século XIX, sendo que 7 foram maiores que as recessões após a grande depressão.

(...) "Nota-se que o que se chama de "Longa depressão", que começou em 1873. Essa foi uma recessão de 5 anos, seguida de 34 meses depois de recuperação, seguinda por uma nova recessão de 38 meses. Em outras palavras, Nós tivemos um periódo de mais de 11 anos , durante a qual, a economia teve uma contração de 75% nesse período,..."

Essa é a grande depressão desastrosa de 1873 a 1884-5, maior que a famosa chamada grande depressão de 30's, esse período da segunda metade do século XIX, da qual está todo mundo falando, temendo e tremendo hoje, a ponto de Volcke sentir medo do fim do capitalismo, Soros, Roubini, Taleb.

Essa é uma tese e cenário do ex-especulador de Wall Street, Nassim Taleb, junto com o matemático, Benoît Mandelbrot, desenvolvedor da teoria dos fractais. seu livro The (mis)behavior of Markets, de 2003-4, mostra a farsante teoria de portifólio e de variáveis de riscos (ensinado hoje em quase todos MBA's pelo mundo) do mercado, elaborada nas grandes universidades do mundo, como, MIT, Harvard &cia limitada global, do mundo decadente anglo-saxão, na qual alguns ganharam até Nobel de economia em 1997 (sic., sic.). Essa educadíssima elite anglo-saxã, neolieral e estúpida, é a mesma que argumenta, com o cinismo e arrogância pseudo-científica, jundo com o mundo científico de "bom-senso" da Suécia, não ser possível ainda conceder o Nobel a Benoît Mandelbrot pelo desenvolvimento da teoria dos fractais, pois não se tem uma classificação científica adequada (sic., sic.).

P.S.: Uma observação familiar, semanas atrás recebi um e-mail do meu sobrinho, todo orgulhoso, engenheiro com mestrado e que terminou MBA financeiro faz algum tempo, para dizer que estava em primeiro lugar na lista de classificação (simulação de investidores) da Bovespa-Folha, da qual não esperava tanto, ou seja, aplicando a teoria de riscos e portifólio dos charlatões com nobel, do mercado e das grandes universidades. Mas não serei eu (ou serei?) quem vai dizer-lhe, que esse mundo já era. A quantidade de mitos que está desabando nesse mundo é incalculável.

Esse vídeo, em inglês, não e resumo da tese deles, mas uma pequena mostra das idéias e do que pensam sobre a crise atual:



Esse é o mundo da qual os chicagos boys da FEA e do polietuburo uspiano estão tão empenhados em participar, em seguir as listas do norte, e que chamei de complexo listônico uspiano (sic., sic.)

Os prof. ELCIO ABDALLA e SILVIO SALINAS, escreveram:
Liderança e politização na USP. (...) "O que se pode fazer diante de tanta mediocridade?"
Liderança e politização na USP. "O que se pode fazer diante de tant...
Esse link é do blog da comunidade, em meu post de 15 de agosto quando iniciei a discussão: O CONVÊNIO DA USP COM A MONSANTO.

Aqui, link do artigo na FSP:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0311200809.htm

A USP é a universidade que nasceu em 25 de janeiro, passou mais de meio século deslumbrada com a comemoração de "14 de julho" (sic., sic), nas últimas décadas a se deslumbrar com o "4 de julho" dos neocons (sic., sic.), ou seja, tem mais de 80 anos e é notável perceber que ainda não chegou em "7 de Setembro".
Que me perdoem, onde estiverem: Florestan Fernandes, Antonio Candido, Aziz Ab’Sáber, Marilena Chaui, Fábio Konder Comparato, .....

Sds,

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Comentário de Sérgio Troncoso em 22 fevereiro 2009 às 18:48
Não deixou pedra sôbre pedra José Oswaldo. E eu gostei,rsrsrs. Como não sou um estudioso de economia e filosofia,tenho que manter minhas críticas em uma certa perspectiva. Mas sempre que me informei sôbre as idéias de personagens como Von Mises,Friedman,Popper,e outros que constituem todo o lastro teórico dêsses últimos tempos,fico com a impressão de que êles dizem e/ou acreditam em tolices e mentiras. Dentro de toda a minha ignorância,simplesmente não consigo gostar das idéias que êsses personagens exprimem. Parece-me regurgitação de antigos pratos mais saborosos e sofisticados. Um abraço,Sérgio.
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 22 fevereiro 2009 às 23:34
Entrevista aqui na terra do reino e da rainha, em Londres, onde o neolieralismo de Tathcher, fez com que os 50% da população dos suditos ingleses, que tinham uma parcela de 12% da renda do país no fim dos anos 70's, despenca-se hoje, os mesmos 50% mais pobres, para participação de 1% da renda, ou seja, doze (12) vezes menos. A mesma inglaterra onde 6 mil família ligadas ao poder do reinado, detem 80% do território total.

TAleb e o engravatado de Harvard:
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 22 fevereiro 2009 às 23:39
Califórnia 2008-02-04: Nassim N. Taleb: The Black Swan
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 23 fevereiro 2009 às 4:50
ABC NEWS Roudtable, Fev-22-09: Natonalizing Banks (Debate: Nacionalização dos Bancos)
Krugman and Roubini
http://abcnews.go.com/video/playerIndex?id=6932460 (19 min.)

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