Mulheres: Bispo de Assis agride Ministra Eleonora Menicucci com baixeza e vulgaridade

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É inacreditável que uma autoridade eclesiástica como um bispo, com responsabilidade e atribuições que ultrapassam os limites de sua diocese, na medida em que exerce temporariamente um cargo na Regional da CNBB, em São Paulo, não tenha noção das funções que exerce e seja capaz de se expressar publicamente com um vocabulário tão baixo e tão vulgar.

Refiro-me ao Bispo de Assis, Dom José Benedito Simão, que aproveitou uma entrevista não apenas para posicionar-se contra a Ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Eleonora Menicucci, mas para insultá-la, desprezando quaisquer regras de tratamento que se espera conhecidas pelas autoridades com funções e responsabilidades públicas. O bispo tem direito de opor-se à Ministra, obviamente. Tem direito de opor-se a alguma política que o governo venha a adotar ou mesmo ao pensamento que a Ministra expresse. Mas, ele não pode transformar sua divergência em insultos pessoais. Ele até pode mobilizar enfrentamentos contra a posição da ministra, mas agredí-la com baixeza e vulgaridade não!

Mas, o caso é pior. Um bispo como esse não pode sair por aí emitindo declarações nojentas e esdrúxulas sem que essas formulações tenham sido objeto de nenhum documento doutrinal nem de qualquer consenso pastoral da Igreja. Por mais que ele tenha sido consagrado bispo de uma diocese, ele não é dono das palavras que emite e das verdades de fé que lhe compete ensinar.

Ao agir como o fez, ele se arroga o direito de ser, no espaço da mídia, um títere, que não respeita sequer a liturgia do cargo e da função ministerial que lhe foi concedida institucionalmente.

Dúvido que estas afirmações, contra Eleonora Menicucci ou contra qualquer outra mulher, possam ser encontradas expressas nestes termos em algum documento doutrinal ou mesmo em uma carta pastoral, ainda que fosse emitida por ele mesmo, em sua própria diocese.

A consequência dessa manifestação desastrosa é gerar repulsa não apenas à pessoa do bispo, mas a toda a Igreja, como se ela fosse responsável por essa afronta à dignidade feminina.

A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do governo federal deveria se manifestar formalmente junto à CNBB, ao Vaticano, por meio da Nunciatura Apostólica, ao Tribunal Eclesiástico e à própria diocese dele, pedindo a retratação pública.

A própria ministra deveria mover judicialmente uma ação por injúria e difamação, exigindo indenização por danos morais.

Gostaria muito de ver esse tonto desse bispo sustentar seu argumento asqueroso numa Assembléia da CNBB ou no judiciário.

Ouvir isso poucos dias após a celebração do 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, é demais!

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Comentário de Ester Zanini em 12 fevereiro 2012 às 12:25

Caro Edmar

Acho que você tem ainda muita ilusão com relação à igreja católica.

O cristianismo não demonizou a mulher, o catolicismo sim. E vem fazendo isto ao longo de todos os tempos. Sabia que até a década de 60 do século XX, existia na Irlanda lavanderias onde pais ou irmãos internavam mulheres, por terem engravidado fora do casamento ou apenas pelo simples fato de ser mulher? Elas as vezes ficavam lá a vida inteira, sujeitas a trabalhos forçados e outras coisas ainda piores. Tudo sob a benção da santa madre igreja. Há um filme sobre isso.

Claro que há religiosos católicos dignos do maior respeito, mas eles muitas vezes são condenados ao ostracismo, como João XXIII ou banidos como Leonardo Boff.

O que acontece com esse Bispo não é que ele seja pior que a cúpula da igreja, ele apenas é mais burro. 

Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 12 fevereiro 2012 às 21:31
Olha, nasci, cresci e me fiz cidadão consciente, frequentando a Igreja católica em cidade interiorana da Bahia, onde os párocos era verdadeiros devotos do amor e do respeito, poém, depois dos 17 anos passei a fequentar reuniões espíritas onde a linhagem de ensinamento era somente amor e assim me fiz espírita por convicção e amor aos princípios, mas nunca havia deixado de ir a uma igreja católica, até que um dia presenciei um graduado da igreja falar mal do Chico Xavier, o que me fez retirar do recinto onde era realizada uma missa para uma minha irmã biológica e indignado com aquilo, publiquei uma carta em Jornal de grande circulação nesta cidade de Goiania e hoje o que se presencia tanto pessoalmente, quanto através do rádio, jornal e TV, são falsos profetas esfomeados por dinheiro e poder combatendo-se entre sí pela posse material. Tenho a impressão de que a ONU num futuro não muito distante intervirá nesse comércio religioso que até aqui já provou suficientemente tratar-se de um Sistema de exploração à fé daqueles menos esclarecidos com objetivo único de formar patrimonios individuais através de suas obras faraonicas disfarçadas de filantropia para roubar o dinheiro de cofres públicos destinados ao bem social de países como o Brasil que sacrifica seus filhos trabalhadores para enriquecer grupos que vivem do comércio do nome de DEUS

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