LILIAN MILENA
Da Redação - ADV
Estudo aponta que as empresas multinacionais (EMNs) estrangeiras foram fundamentais para a aplicação de tecnologias inovadoras no Brasil.
Publicado em 2005 pelos professores do Instituto de Geociência da Universidade Estadual de Campinas (IG/ Unicamp), Sérgio Queiroz e Ruy de Quadros Carvalho, o relatório “Empresas multinacionais e inovação tecnológica no Brasil” utiliza como exemplo o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek – “Salto de cinquenta anos em cinco” –, apoiado no tripé governo, capital privado nacional e capital privado internacional.
“Naquele momento, o investimento das empresas multinacionais impulsionou decisivamente certos segmentos da indústria – como o setor automobilístico”, colocam os pesquisadores.
A década de 1990 é vista como um segundo momento de forte investimento direto estrangeiro (IDE) no Brasil. Em 1998 o total de IDE chegou a US$ 28,9 bilhões – frente à média anual de US$ 6,6 bilhões no período de 1992-1997.
Os autores do estudo explicam que a alta dos investimentos esteve ligada aos movimentos de desnacionalização patrimonial. Além da privatização, a intensa desvalorização cambial ocorrida no final de 1998 contribuiu para atrair capitais externos e aquisição de empresas brasileiras por concorrentes multinacionais.
Queiroz e Carvalho explicam que a ideia de que o desequilíbrio existente no sistema nacional de inovação deve-se a excessiva dependência do setor público e dos gastos governamentais não é coerente, uma vez que “de modo geral, as políticas de promoção de atividades tecnológicas nas empresas não tomam em consideração a variável ‘origem do capital’”.
Mesmo assim, ressaltam que as multinacionais não têm responsabilidade de desenvolver tecnologia no país, diferentemente das empresas de capital nacional.
Veja estudo na íntegra
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