Mães e filhos famosos. À esquerda, Caetano Veloso e Dona Canô clicados por Edgar de Souza. Em foto da década de 1960, Roberto Carlos e Lady Laura, falecida em 2010 aos 96 anos.




“Corações de mãe, arpões, sereias e serpentes / Que te rabiscam o corpo todo, mas não sentes”.

 


Os versos de Ruy Guerra para “Tatuagem”, parceria com Chico Buarque, dão bem o tom das relações entre filhos e progenitoras dentro e fora da música popular.


A seleção das músicas (texto adaptado) a seguir foi feita com base no trabalho de Vilmar Bittencourt, publicado no Portal Cultura Brasil da Fundação Padre Anchieta, onde alternam-se homenagens e queixas àquelas que padecem no paraíso por nós.



A mais antiga entre as selecionadas é de 1959. Composta por Herivelto Martins e Davi Nasser, a valsa-exaltação trata a “rainha do lar” como “o tesouro que o pobre das mãos do Senhor recebeu”.


“Mamãe” (Herivelto Martins / David Nasser) # Ângela Maria / Agnaldo Timóteo.

 

 



Santificadas no passado, no decorrer das décadas, as Jocastas de plantão sofreram com alguns versos de Édipos revoltados: em 1968, o poeta Torquato Neto escreveu “Ser mãe / É desdobrar fibra por fibra / Os corações dos filhos”; em 1979, Ângela Ro Ro cantou “não me mime mamãe”, desabafo da filha única que, como Erasmo Carlos, revoltou-se contra a superproteção materna.



“Mamãe coragem” (Torquato Neto / Caetano Veloso) # Belô Veloso.

 

 




Minha Mãezinha” (Ângela Rô Rô) # Ângela Rô Rô.


 

 



Em caminho oposto ao do parceiro Erasmo, Roberto Carlos pede colo, e Nando Reis lamenta por não tê-la mais. Para que os homens acordem e as crianças adormeçam, Milton Nascimento musicou Drummond em dolente canção de ninar feita para “que todas as mães se reconheçam”.


Filho único” (Erasmo Carlos) # Erasmo Carlos.

 

 

 


Lady Laura” (Roberto Carlos) # Roberto Carlos.

 




Meu aniversário” (Nando Reis) # Belô Veloso.

 



Canção amiga” (Milton Nascimento / Carlos Drummond de Andrade).

 

 



Mãe é uma só, a verdade é única: elas são personificações da doçura, compreensão, integridade e perdão. Na canção de Gilberto Gil é a ela que o compositor recorre para amenizar o machismo paterno.


Pai e Mãe” (Gilberto Gil) # Gilberto Gil.

 

 





Qual (is) a(s) sua (s) música (s) e/ou da sua mãe que você prefere?



Eu gosto muito de “Mãe” (Caetano Veloso) # Gal Costa.

 

 





 
Aracy de Castro Lima Cardoso (1919-1999)


A preferida da minha mãe – “La Cumparsita” # Ray Connif.

 




PARABÉNS A TODAS AS MÃES PRESENTES E AUSENTES…

 

 

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Comentário de Marise em 8 maio 2011 às 11:29

Laurinha obrigado e um abraço para ti também. Todas as músicas que colocastes são lindas,mas me lembrei de uma que minha mãe cantava sempre:

Comentário de Marise em 8 maio 2011 às 11:32

E a minha casualmente é a mesma de tua mãe,só que eu prefiro Carlos Gardel.

Beijão

 

Comentário de Gregório Macedo em 8 maio 2011 às 21:50

Parabéns a todas as mães, querida. E você as representa muito bem.

Saudade de minha mãe Dorinha - e também, claro, de nossa querida Aracy.

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 8 maio 2011 às 22:29

Suely,

Bem lembrado a música do Adoniran. Mães de todos os tempos, realmente, só dormem sossegadas quando os filhos chegam em casa.

 

Marise,

Grata pela participação com os ótimos vídeos.

 

Gregório,

Lindo o relacionamento de vocês...

 

Beijos a todos.

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