Fotos de São Paulo Jesus Carlos/Imagemlatina

Simpático jovem

Sorridente rapaz

Tinhorão e Aline com o grande jornalista Renato Pompeu, hoje na Caros Amigos

Concentrada pessoa

E a histórica, do dia 14 de abril, na Livraria Folha Seca, do Rio, com Monarco da Portela: só alegria.

Exibições: 57

Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 30 abril 2010 às 4:57
mucho bacana, que festa, Bebeth. até a gerência compareceu!
chegou a hora, cara jornalista e escritora.
no Rio, na próxima, irá toda a Velha Guarda da Portela.
aguardando as outras fotos.
Comentário de Fernando Luiz em 30 abril 2010 às 5:03
Muitíssimo bom seu livro, Beth. Tava lá na Folha Seca no dia do Monarco. Parabéns!!
Comentário de Paulo Roberto Stockler em 30 abril 2010 às 13:47
e, lamentavelmente, não pude comparecer...
Parabéns, Beth!!
Comentário de elizabeth em 30 abril 2010 às 14:13
Simone, bacana mesmo. Fernando, você viu que delicia aquele dia na Folha Seca, e o Monarco dizendo que o grande Geraldo Pereira- autor de Falsa Baiana, Escurinho e tantas maravilhas- nao tem sequer um nome de rua na cidade. No dia seguinte saiu numa coluna do Globo, com apoio, quem sabe alguma otoridade se lembra desta gloria da música popular...
Paulo, você precisa sair daí do Sull e aparecer por aqui, bjs.
Comentário de Stella Maris em 30 abril 2010 às 14:18
legal beth... ainda vou adquirir este tesouro, açs.
Comentário de Marise em 30 abril 2010 às 15:19
Pena Beth que não pude ir. Mas já vi que foi um sucesso. Parabéns que tu mereces. Gostei de conhecer minha amiga simpatica e morenona.
beijão
Comentário de moacir oliveira em 30 abril 2010 às 17:47
Que pena!não fiquei sabendo,Beth parabéns por este trabalho,o mestre Tinhorão merece todo nosso respeito.
Comentário de moacir oliveira em 30 abril 2010 às 17:59
JOSÉ RAMOS TINHORÃO
Livro retrata o jornalista, e não a lenda

Por João Máximo em 20/4/2010

Tinhorão, o legendário, de Elizabeth Lorenzotti, 280 pp., Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, São Paulo, 2010; R$ 15; reproduzido de O Globo, 17/4/2010

Velhos jornalistas costumam contar histórias sobre José Ramos Tinhorão. Se gostam dele, é possível lembrar coisas como o elogio feito a um jovem candidato a copidesque por um editor muito atento à qualidade do texto jornalístico: "Se você continuar assim, pode vir a ser quase tão bom quanto o Tinhorão". Mas se não gostam, talvez citem uma das respostas dadas por ele a repórteres que o provocaram querendo saber sua opinião sobre artista recém-falecido, o qual, sabidamente, Tinhorão já fulminara com suas críticas, o jazzman Victor Assis Brasil: "Morreu? Agora só falta o Paulo Moura..."

Não há muitas histórias como essas no livro Tinhorão, o legendário, de Elizabeth Lorenzotti, lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. No entanto, sai-se dele sabendo mais – e conhecendo melhor – o polêmico jornalista, crítico de música e historiador de cultura urbana do que pelo farto anedotário que ele tem inspirado. A autora, com acerto, preferiu traçar um retrato amplo, objetivo e nada folclórico de seu personagem a repetir episódios como o de Antonio Carlos Jobim, um dos principais alvos de Tinhorão, que começava o dia urinando no vaso de tinhorão, a planta (este, por acaso, é atribuído a uma invenção de Hermínio Bello de Carvalho, que assim se vingou do crítico que não gostou nem um pouco de sua estreia como cantor).

"A bossa nova não sabe quem é o pai"

Há muitos Tinhorão no livro, além do crítico. O primeiro é mesmo o jornalista que, em plena vigência da reforma do Diário Carioca, se tornou famoso pela excelência de seus textos, enxutos, criativos, tecnicamente perfeitos, mas de um redator que sabe como e quando pode driblar o rigor dos manuais. Um mestre nos textos-legendas, o que justifica o apelido de "legendário" usado no título do livro.

O Tinhorão seguinte – lamentavelmente não reconhecido pelos meios acadêmicos – é o historiador, o pesquisador obsessivo que transformou sua matéria-prima em teses que, publicadas como artigos de jornal e depois reunidas em livros, os mesmos meios acadêmicos jamais conseguiram igualar, tanto em fundamento como em qualidade literária.

Mas foi o crítico, com sua visão marxista da arte, quem multiplicou adversários pela vida afora, alguns, mais que adversários, inimigos. Toda a primeira geração de bossa-novistas – compositores, letristas, cantores, instrumentistas – viu-se atingida pela famosa abertura do ensaio publicado na revista Senhor em 1966, quando o movimento já fazia mais sucesso no exterior:

"Filha de aventuras secretas de apartamento com a música norte-americana – que é, inegavelmente, sua mãe –, a bossa nova, no que se refere à paternidade, vive até hoje o mesmo drama de tantas crianças de Copacabana, o bairro em que nasceu: não sabe quem é o pai."

Elizabeth Lorenzotti mergulha fundo nesse tema, ouvindo prós e contras, além do próprio Tinhorão.

Ensaísta irrefutável

Ouve críticos do crítico e ouve as réplicas do criticado. A autora aborda ainda alguns dos debates em que ele se envolveu, um deles, antigo, sobre a mesma bossa nova (começando pela histórica revelação de que o famoso concerto no Carnegie Hall foi um fracasso), e outro, mais recente, sobre "a morte da canção", em que teve como opositores músicos e letristas da chamada vanguarda paulista.

Por toda a sua argumentação e pelos exemplos que Elizabeth faz desfilar pelas páginas do livro (enriquecido por 16 crônicas exemplares do estilo de Tinhorão, incluindo, naturalmente, a da paternidade da bossa nova), há pelo menos uma conclusão que os meios acadêmicos deveriam observar para o levarem mais a sério: se o crítico é discutível, o autor dos livros, verdadeiros tratados de cultura popular, publicados aqui e em Portugal, é irretocável. Ou melhor, irrefutável, o ensaísta de ótimo texto apoiando-se no rico material que o pesquisador reuniu em quase 60 anos para afirmar o que acadêmico algum consegue contestar.
Comentário de elizabeth em 30 abril 2010 às 19:21
Marise, pena que moras tão longe. Moacir, essa materia do Joao Maximo ficou supimpa, só tá errado o preço, é R$ 20 e não R$ 15,baratinho..

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