Nanotecnologia colabora para conversão de energia biomecânica em eletricidade

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


Cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova forma de energia renovável, através da utilização de nanotecnologia. Eles conseguiram produzir eletricidade a partir do bater dos dedos de ratos de laboratório. A idéia é fazer com que celulares e notebooks possam ser alimentados pelo próprio movimento de apertar as teclas.

O artigo Converting biomechanical energy into electricity by a muscle-movement-driven nanogenerator, que trata da conversão de energia biomecânica em eletricidade, foi publicado no periódico Nano Letters e demonstra que nanogeradores podem ser alimentados por movimentos como a vibração de cordas vocais ou a oscilação de uma bandeira ao vento. “Por meio da nanotecnologia, demonstramos formas de converter até mesmo energia biomecânica irregular em eletricidade. Podemos converter qualquer perturbação mecânica em energia elétrica”, disse Zhong Lin Wang, coordenador do estudo e um dos principais especialistas no mundo no assunto.

Segundo os autores do estudo, obter energia de baixa frequência representa uma importante conquista, justamente por conta de a energia biomecânica ser variável, diferentemente dos movimentos regulares usados atualmente para a geração de eletricidade em larga escala.

A energia do nanogerador é produzida por meio do efeito piezoelétrico, um fenômeno de acordo com o qual certos materiais – como fios de óxido de zinco – produzem cargas elétricas quando são dobrados e depois relaxados. Para construir os geradores, os cientistas encapsularam fios individuais de óxido de zinco em um polímero flexível. Os fios foram colocados com contatos elétricos em cada ponta e com uma barreira em um dos lados para controlar a corrente elétrica.

Wang estima que para alimentar um aparelho eletrônico portátil, como um telefone celular, serão precisos milhares de nanogeradores, mas que o mais importante foi a demonstração do potencial da tecnologia. Segundo o professor, módulos de transformação de energia poderiam, por exemplo, ser implantados no corpo humano para acumular energia do movimento de fontes como músculos ou vasos sanguíneos. A eletricidade resultante seria usada em dispositivos nanométricos para medir a pressão sanguínea ou outros sinais vitais. “Esse estudo mostra que podemos realmente usar movimentos animais ou humanos para gerar corrente para alimentar nanogeradores”, disse Wang.

O artigo (em inglês) pode ser lido por assinantes do Nano Letters.

* Com informações da Agência Fapesp

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Comentário de Marko em 22 março 2009 às 21:34
Em relação ao assunto há alguma informação ref. à pesquisas sobre recarga utilizando energia solar ?

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