A localização estratégica do bairro de Noel Rosa, o mesmo de outros nomes da música, como Almirante, João de Barro, Nássara, Orestes Barbosa e Francisco Alves, que na época moravam em Vila Isabel e a interação com sambistas dos morros do Salgueiro, Estácio, Mangueira e tantos outros, ajudaram a Noel Rosa a construir uma consciência social muito presente em sua obra.

Segundo Sérgio Cabral a Vila Isabel era a Copacabana dos anos 60, ou seja, em ambos os bairros a garotada estava criando coisas.


Tom Jobim afirmou que Noel Rosa foi o sujeito que mais traduziu a alma do carioca.





Ninguém cantou o Rio melhor que ele. Não o Rio geográfico, de beleza sem par, mas a alma do Rio, a fala do Rio, os costumes, a malandragem, a graça, a delegacia policial, o revólver, o xadrez, o Tarzan, os bairros, o Estácio, Copacabana, Penha, Salgueiro, Mangueira, a Gomboa, o Mangue, a Favela, e a sua querida Vila Isabel”. (Tom Jobim – encarte Songbook Noel, 1991).


“Três Apitos”, de Noel Rosa.




VOZ E PIANO: Tom Jobim
BAIXO: Tião Neto
BATERIA: Ricardo Costa
VIOLÃO: Paulo Jobim
TECLADOS: Daniel Jobim
TRUMPETE: Márcio Montarroyos
FLAUTAS em SOL: Paulo Jobim e Danilo Caymmi
FLUGELHORN: Márcio Montarroyos
CORO: Ana Jobim, Paula Morelenbaum, Muiza Adnet, Simone Caymmi, Danilo Caymmi
ARRANJO: Paulo Jobim





Noel interagia com a nata dos compositores da época, como Ismael Silva (foto acima, com Noel), Wilson Batista, Donga, Lamartine Babo, Kid Pepe, Nássara, Mário Lago, Antenor Gargalhada, Ismael Silva, Cartola...

É compreensível porque Noel Rosa conhecia tão bem aqueles sambistas. Todos se reuniam nos botequins do Carvalho e do Martinez, localizados nas esquinas do Ponto dos 100 Réis, bares que Noel freqüentava.

Noel e Cartola tomaram porres homéricos e só sobrava para Dona Deolinda, primeira mulher de Cartola, que até banho tinha que dá em ambos. O filme de Ricardo Van Steen – Noel Rosa, Poeta da Vila (2006) – retrata, de forma pitoresca, esta cena.


Destaquei três composições de Noel Rosa em parceria com Antenor Gargalhada, Ismael Silva e Cartola.


“Eu agora fiquei mal” – samba (1931) (Noel Rosa – Antenor Gargalhada), com Canuto e Orquestra Copacabana. PARLOPHON (13.349A) – outubro/1931.




“Para me livrar do mal” – samba (1932) (Noel Rosa – Ismael Silva), com Francisco Alves e Gente Boa. ODEON (10.922B) – junho/1932.




“Não faz, amor” – samba (1932) (Noel Rosa¹ - Cartola), com Francisco Alves e Orquestra Copacabana. ODEON (10.927A) – junho/1932.
¹ O nome de Noel Rosa não consta do selo do disco original. A co-autoria foi atribuída por Cartola em depoimento a João Máximo e Carlos Didier.




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Fontes:

-Portal Cultura Brasil
- Discografia Completa “Noel Pela Primeira Vez”- FUNARTE/2000.
- Songbook Noel: Idealizado e produzido por Almir Chediak, 1991.

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