por Luiz Fernando Vianna (Coordenador de internet do IMS - Instituto Moreira Salles)

No ar desde agosto de 2010, a Rádio Batuta, lançada com Francisco Bosco à frente e hoje coordenada por Paulo da Costa e Silva, passa por sua primeira grande reforma com o objetivo de ficar com ainda mais cara de rádio. Música tocando 24 horas já havia, e continuará havendo. Programas bem-sucedidos permanecerão, entre eles Documentários (de onde saíram as séries sobre João Gilberto e Jorge Ben Jor) e Especiais, que aprofundam temas variados. Mas chegam agora um design mais leve e novidades com atualização regular, de segunda a sexta, como em qualquer programação de rádio. E ainda chegam cinco convidados especiais: João Máximo, Arthur Dapieve, Reinaldo Figueiredo, Ricardo Silveira e Zélia Duncan.

O destaque de segunda-feira é resultado de uma parceria entre a rádio de internet do Instituto Moreira Salles e a CBN. A emissora do Sistema Globo de Rádio passará, a partir do próximo sábado (20 de abril), a veicular um programa de três minutos produzido pela Batuta. Música é História usa canções brasileiras como base para retratar fatos, tipos e curiosidades da vida nacional, além de contar as histórias das próprias canções. Os episódios vão ao ar na “Revista CBN” todos os sábados, por volta de 14h40, em rede nacional, e são reproduzidos na Batuta às segundas.

Desde março, segunda também é dia de renovação do documentário Vinicius – Poesia, música e paixão, uma série de 32 capítulos que consiste no mais amplo trabalho já realizado sobre Vinicius de Moraes. Produzido em 1993 pelo jornalista João Máximo na Rádio Cultura, nunca mais foi apresentado. e volta agora numa parceria da Batuta com a Cultura e a família do poeta. O episódio da próxima segunda-feira é o sexto da saga, que prossegue até outubro, mês do centenário de Vinicius.

Arthur Dapieve e Reinaldo Figueiredo (Mariana Newlands)

A cada terça-feira um novo programa será atualizado. A canção no tempo lembra o que aconteceu de melhor na música brasileira do século XX, ano a ano: na próxima semana entra o episódio dedicado a 1956. Os batutas põe o foco sobre um importante compositor ou cantor – vem aí um programa sobre Jamelão, cujo centenário acontece em 12 de maio. Em As canções que eles fizeram pra mim, um artista apresenta uma seleção de músicas alheias favoritas, como Sérgio Natureza fez a partir da obra de Paulinho da Viola. E o novo Literatura em voz alta terá poemas, contos e trechos de romances lidos pelos próprios autores ou por outras pessoas. Na estreia, para comemorar os 90 anos de Lygia Fagundes Telles, gravações da escritora lendo dois de seus contos.

João Máximo é o responsável por Como e por que nascem as canções, programa em que mostra as origens de clássicos da música brasileira. Toda quarta-feira haverá uma novidade. Na primeira semana é esmiuçada a história de “Nova ilusão”, uma das composições mais conhecidas da dupla Claudionor Cruz/Pedro Caetano. Ela não teria existido sem outro sucesso de Sílvio Caldas: “Da cor do pecado”, de Bororó.

Os outros convidados se revezarão às quintas-feiras. O jornalista Arthur Dapieve, conhecedor profundo de música e colunista de “O Globo”, apresenta Clássico, com recortes diversos, começando pela profusão de ótimos compositores finlandeses e estonianos. Reinaldo Figueiredo, contrabaixista mais conhecido pela condição de integrante do Casseta & Planeta, cuidará do programa Jazz, escolhendo repertórios que fogem da obviedade. Ricardo Silveira, violonista e guitarrista consagrado, apresentará Instrumental brasileiro, abordando de Pixinguinha aos contemporâneos. E Zélia Duncan se valerá de sua experiência de cantora em Intérpretes, série dedicada a grandes vozes do país.

Zélia Duncan e Ricardo Silveira (Mariana Newlands)

Nas sextas-feiras vai ao ar Equipe IMS, com profissionais do instituto falando sobre áreas que conhecem bem, também um a cada semana: Bia Paes Leme sobre música; Paulo Roberto Pires sobre literatura, com toques de música; José Carlos Avellar sobre cinema; e Alice Sant’Anna sobre poesia.

Programas que estão fora dessa grade entrarão sem dia fixo, à medida que forem sendo produzidos. São os casos de Documentários, Especiais, Tubo de Ensaio (análises de temas musicais ou que tangenciam a música), Seleções (playlists inspiradas em determinados assuntos), Shows IMS (áudios das apresentações realizadas no instituto), Eventos IMS (debates, conferências, cursos etc.), Prefácios (comentários de escritores e ensaístas sobre livros e autores importantes) e Batuta na Flip (reunião de entrevistas feitas pelo IMS na festa literária de Paraty).

Todos os dias, inclusive nos fins de semana, o visitante do site poderá ouvir na primeira página a Música do dia. São canções escolhidas pela equipe da rádio de acordo com a data, sempre com um pequeno texto que explica a opção.

A Batuta está reforçando a programação e ampliando o leque de assuntos, sem deixar que a maioria das músicas continue proveniente do acervo do IMS, derivado sobretudo das coleções de dois grandes pesquisadores: José Ramos Tinhorão e Humberto Franceschi. Apenas aumentam as possibilidades de se obter prazer e informação ao entrar na nossa rádio.

 

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Fonte: Blog do IMS

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