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Uma tecnologia desenvolvida ao longo de cinco anos pelo pesquisador
Naylor Perez, da Embrapa Pecuária Sul, promete ao mesmo tempo
proporcionar mais eficiência e reduzir o impacto ambiental do controle
de plantas daninhas na pastagem para o gado.

Batizado de aplicador seletivo de herbicidas, o equipamento tem o objetivo de
controlar a aplicação dos defensivos apenas em variedades vegetais como
o capim anoni, que invade áreas de pastagens nativas empregadas na
alimentação do gado.

Apresentado na Expodireto Cotrijal, que se encerrou na semana passada em Não-Me-Toque, o projeto é baseado no
princípio de que a planta daninha, por não ser comida pelo gado, fica
com uma altura maior do que o pasto nativo. Assim, a ideia é verificar
a estatura das invasoras para regular a altura do aplicador. Feito o
ajuste, o aparelho passa por cima da pastagem, com tubos umidificados
com herbicida.

Em contato apenas com as invasoras, mais altas, os tubos liberam o herbicida, que é absorvido pelas folhas, sem cair
sobre o pasto nativo, o que também diminui a quantidade de produto
químico utilizada no procedimento. Segundo Perez, o mecanismo
representa uma solução para o fato de não haver um produto químico
capaz de agir apenas sobre o capim anoni. A tecnologia também é chamada
de Campo Limpo, uma referência à expressão “campo sujo”, forma como os
pecuaristas chamam as áreas de pastagem infestadas.

Licenciado para a Grazmec, de Não-Me-Toque, o aplicador chega ao mercado neste ano
com preço de R$ 11 mil. Pequenos produtores ainda podem tentar montar,
em casa, um modelo menor e mais simples, com canos de PVC .
A tecnologia também poderá ser adaptada, no futuro, para o combate de plantas daninhas em outras culturas.
(Reportagem jornal "Zero Hora")

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