Como é triste viver no calvário da cegueira ou da “mudação”

A arte de dizer asneira para muitos dá até premiação

Deus me livre e guarde de produzir tanta iniqüidade

Só pra passar na televisão

A arte tratada como blasfêmia

Dizem que transforma a humanidade

Mas porque dizer que a maldade

Escondida em versos oblíquos

Transforma pobres em tão ricos

E como tem rico, quanta calamidade!

Não repito o que tenho dito

Não tenho tanta memória

Talvez se contasse outra história

Me redimisse dos pecados meus

Falando para ricos e plebeus

De tantas lutas inglórias

Num mundo tão controverso

Quem blasfema sou eu

Não sou guerreiro, nem menino

Sou um pingo no destino

Uma gota de exaltação

Se soubesse cantaria uma canção

Não me dobro, não amofino

Procuro minha redenção

Da fama não me alimento

Não é o meu ideal

Pra mim não é sofrimento

O meu desejo é contido

Lamento, tão escondido

Da Terra, sou só o sal

Como se fosse das profundezas marítimas, o sal

Exibições: 47

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2020   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço