no primeiro dia
sangrei.
umas telhas me atravessaram,
arrancaram meus olhos
e me trouxeram solidão.
quantas casas habitam meus ossos?
quantas candeias armadas vão levantar minha essência?
quantas estradas vazias pousam sobre minhas estradas?

mesmo os cães me trucidaram.

o olho no céu me rompia em chuva.
deitei com umas verdades sombrias na pele.

no segundo dia,
desarmado,
vi as rupturas da intempérie,
uns cupins a pisar tormentas,
meu olho calmo com a luz do mundo.

como sangram os homens!

em dois dias me renovo
e a guerra travada nem é tão intensa.
as palavras me batem em tiros de canhão
e as reconheço palavras.

o ato continua.
sou outro.

romério rômulo

Exibições: 18

Comentário de Stella Maris em 17 julho 2010 às 22:33
romério , que bacana!
se elogiar mais... estraga... heheh
bom domingo.
Comentário de romério rômulo em 17 julho 2010 às 23:15
obrigado, stela.
um beijo.
romério

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