O AVANÇO PAPAL NA QUESTÃO DOS PRESERVATIVOS


O mídia noticiou que o papa vai lançar um livro, onde ele afirma que o
uso de preservativos é aceitável "em certos casos", especialmente para
reduzir o risco de infecção do HIV, em uma aparente flexibilização de
sua postura a respeito do tema.

As palavras do maior líder da Igreja Católica não deixa de ser um bom

sinal. Retrata ainda, mesmo de forma tardia e tímida, a concepção dos
homens cristãos e não da Igreja, de que o sexo é necessário, ocorre
cada vez mais cedo, não visa somente a procriação, motiva o fim de
muitos relacionamentos e é gerador de inúmeras enfermidades.

A expressão "alguns casos" precisa ser evoluida para "todos os casos",

afinal entre marido e mulher, os contraceptivos também deveriam ser
utilizados mais vezes. A sua esporádica utilização entre os casados é
fruto de uma má fama, onde a camisinha, no sexo caseiro, tornou-se
sinal de que alguém está traindo.

Pura bobagem e desconhecimento de causa. A prevenção sexual, antes de

tentar evitar a gestação indesejada e as doenças sexualmente
transmissíveis, protege o casal de suas próprias nuances orgânicas que
não possui nada de pecaminoso.

O alto índice de portadores do vírus da AIDS não encontra, tão só, o

verdadeiro eco nas diversas formas de sexualidade. A nossa dificuldade
de colocarmos a preservação da vida acima de nossos dogmas religiosos
e morais é ponto determinante.

Enquanto continuarmos ignorando as inúmeras formas de relação sexual,

seremos um pouco responsáveis pelo aumento das mortes oriundas das
doenças do sexo. Precisamos orientar, prevenir e informar.

O avanço social não deve ser ignorado e mesmo mantendo os nossos

conceitos acerca da questão, não podemos deixar de buscar o
equilíbrio. A dose certa favorece o debate, o conhecimento e aprimora
o respeito.

O grande lance é saber a medida certa do sexo, pois a sua diversidade

não irá retroagir. Devemos levar em conta os seus benefícios mentais e
orgânicos, logo atrelá-lo aos cuidados na prevenção é obrigação de
qualquer pessoa de bem e desprovida de preconceitos.

As nossas opções e opiniões acerca da delicada questão devem, em nome

de um tempo útil para o debate responsável, serem guardadas no fundo
da gaveta.


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