O Bule de Chá de Russell, eventualmente chamado de Bule Celestial, é uma analogia criada pelo filósofo Bertrand Russell (1872–1970) que tem por finalidade mostrar que a dificuldade de desmentir uma hipótese não torna esta verdadeira, e que não compete a quem duvida desmenti-la, mas quem acredita nela é que deve provar sua veracidade. Num artigo chamado "Existe um Deus?", Russell escreveu:
“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez dos dogmáticos terem de prová-los. Essa ideia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá de porcelana girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada”.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bule_de_ch%C3%A1_de_Russell
Bertrand Russell fala sobre religião (1959).
Cara a cara com Bertrand Russell (BBC, 1959).
Histórico debate entre Bertrand Russell y Copleston (subtitulado).
Aqui se pode baixar o áudio completo.
Aqui se lê o texto original.
Aqui o texto traduzido em espanhol.
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 24 novembro 2011 às 19:31 Caro (a) N. almeida,
Gostei do post, muito bom. Bertrand Russell foi um grande pensador do século XX, mas, porém, todavia,...., a razão (somente, que já fui servo) não explica o ser humano e o mundo, não quero com isso dizer que, devemos ser religiosos, cada qual, cada qual. Mas a intuição, a imaginação e outros senão, nesse imenso universo mermão.
Aristóteles disse a 2.400 anos: "O homem é um animal racional", desde então, repetimos o fato.
No século XVI, Michel de Montaigne disse: "O homem é um animal que crê", tenho a impressão que não levamos muito a sério essa frase nos últimos séculos.
Em meados do século passado, o poeta Americano e Inglês, T. S. Eliot, afirmou:
"Persistimos em crer", Tradition and the individual talent, select Essay. London: Faber and Faber, 1957, p. 17.
“What yesterday was still religion, is no longer such today; and what today is atheism, tomorrow will be religion.” Ludwig Feuerbach.
tradução livre: “O que ontem era religião, hoje não é mais, e o que hoje é ateísmo, amanhã será religião”
"The intuitive mind is a sacred gift,...., and the rational mind is a faithful servant", Albert Einstein.
Tradução livre: "A mente intuitiva é uma dádiva sagrada,...., e a mente racional é um servo fiel"
“A razão está menos presente na imaginação. A mim o que importa é a imaginação, a razão não serve para nada. A imaginação até aceita a razão as vezes, mas a razão não aceitara jamais a imaginação.”
Provocações-Abujamra.
"A vida é o que acontece com você, enquanto você está ocupado fazendo outros planos"
(Life is what happens to you, while you're busy making other plans), John Lennon.
E la nave va,
Sds,
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