O churrasqueiro... e mestre-cuca refinado da brasilidade política.

O churrasqueiro... e mestre-cuca refinado da brasilidade política.

por Noctívago Vago, quinta, 10 de Novembro de 2011 às 14:26

Caros  Rodrigo e o sempre plural e fantástico Azenha (que repercute a classe do seu texto em blog):

 

Belíssimo texto e crônica social ( na verdade é crônica com sabor histórico, maravilhoso).

 

Um só adendo , a bem de não se mitificar nem o cordeirismo do Presidente-Doutor ( sinto muito, é irresistível), nem desfazer de seu requinte enquanto massa pensante , e crítica, do Brasil.

Há oito anos atrás, em alta roda , em Sampa, Lula era um incapaz ( termo legal de inconseqüente, irresponsável pelos atos, como um louco ou uma criança ). Vieram Dirceu, Palocci,  Márcio Thomaz, enfim todo núcleo “ duro ” donde o suposto incapaz deixava-se governar. Todos entraram e saíram, uns de maneira a mais honrosa, outros nem tanto. O capitão do barco ficou, as políticas ( reparem sociais, econômicas e políticas, sentido de estratégicas, ficaram intocadas) seguiram e foram experimentadas. O Regente seguiu, na suas palavras ”afinando a orquestra e dando o concerto”.

Este foi o primeiro nó que o churrasqueiro acima, extremamente bem elaborado, deu no “andar intelectivo de baixo”, no degrau do “principado” da Paulicéia conservadora.

 

O segundo foi não menos brilhante:  quem gosta de teatro e mídia televisiva, há de entender o riscado. Lula virou um personagem: o incauto das palavras, o ridículo das respostas um tom acima, o das gafes da ocupação da mídia, da ocupação incessante dos espaços. Espaços da mídia, das pautas do jornalismo, da crendice do povo simples e da ocupação do imaginário “Quijote contra os grandes”. Psicanálise coletiva pura. O simples ( na verdade, o simplório do personagem) reforçava implacavelmente o onirismo possível, das pessoas as mais símplices ...

 

O que o “andar intelectivo de baixo”  fez? Caiu no engodo ( e isto foi saboroso...). Combateu não o Lula de dois parágrafos acima, o agente político-representativo, a força de suas idéias e a representação e a materialização destas. Combateu  o personagem...!  Este engodo de oito anos , midiático , diário, contínuo,  exaustivo sem a decifração de Gianottis, Romanos, Oliveiras (cito os de alto calado) enquanto fenômeno, foi de um sabor e de uma delícia sem fim. Um prato de sabor político raro. Não cabia o comentário para não se decifrar o legítimo enigma da esfinge política “diferenciada”:  não precisa me decifrar, mesmo após oito anos, pois você está já devorado pela metade, em finíssima degustação.

 

Por fim veio a última e derradeira paródia de argumento: a de que não se havia testado as idéias por falta de crise. Veio uma crise que fez tremer o Ocidente. E o que nos livrou é aplicação de teses econômicas de Celso Furtado da década de cinqüenta e a propagação íngreme e contínua de Suplicy ( o marido) durante quinze anos: a renda mínima , a tese do mercado interno fortalecido e demandante econômico- autônomo .

 

É...  o Churrasqueiro acima tem mais massa crítica e adensamento teórico que o “andar de baixo intelectivo” permite. Viva a Brasilândia do churrasco!!!

 

E bem vivei-me,  barretes de Coimbra! 


 

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Comentário de Aparecido Barbosa em 15 novembro 2011 às 21:20

E a imprensa, sempre presente, para tentar ofuscar-lhe o brilho: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/o-que-n-o-foi-dito-sobre-a-vi...

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