Gaó (Odmar Amaral Gurgel)


*12/2/1909 - Salto (SP)

+ 25/9/1992 - Mogi das Cruzes (SP)

 

Maestro / Arranjador / Compositor / Instrumentista (Pianista)

 

 

 

 

O Brasil teve/tem inúmeros instrumentistas /maestros que deixaram sua marca na história da música brasileira e internacional. Um deles é o maestro Gaó que vamos destacar neste post em homenagem aos seus 106 anos.

 

 

 

 

 

 

O paulista Odmar Amaral Gurgel em família com os pais e irmãos (Ele é o primeiro da direita para a esquerda). Adotou o nome artístico de Gaó (as iniciais do seu nome ao contrário) e firmou-se como um excelente pianista e arranjador, além de um líder nato.

Maestro Gaó assinado contrato com a Rádio Nacional

 

 

 

 

Iniciou a carreira radiofônica em 1926, quando ingressou na Rádio Educadora Paulista. Entre 1932 e 1936, atuou na Rádio Cruzeiro do Sul e Rádio Cosmos, em São Paulo, vindo a atuar, depois, na Rádio Nacional e Rádio Ipanema, no Rio de Janeiro.

 

 

 

 

Foi diretor artístico da gravadora Columbia (SP) e comandava a Orquestra que levava o mesmo nome da gravadora e que teve várias formações.

 

 

 

 

 

 

Quarteto Columbia, dirigido por Gaó que gravava no estúdio da gravadora no Largo da Misericórdia, em São Paulo. Da esquerda para a direita: Zezinho do Banjo (banjo), Napoleão Tavares (trompete), Gaó (piano) e Jonas Aragão (sax-alto).

 

 

 

 

 

 

A Jazz Columbia, também liderada por Gaó, na Rádio Cruzeiro do Sul, São Paulo, 1932. Da esquerda para a direita: Jonas Aragão (sax-alto), José Nicolini (trombone), Zezinho do Piston (piston), Zequinha do Banjo (banjo) e Sut (bateria).

 

 

 

 

 

Maestro Gaó na Rádio Cruzeiro do Sul

 

 

 

Segundo Zuza Homem de Mello o sexteto acima, que ocasionalmente era ampliado, foi o mais “proeminente grupo por ele dirigido, também chamado de Orquestra Colbaz, uma simplificação de “Colbraz”, nome derivado de Columbia Brasileira”. Ainda segundo Zuza, “desde que surgiu pela primeira vez o nome de Orquestra Colbaz no catálogo da Columbia, o prefixo ‘Jazz Band’ desaparece dos grupos dirigidos por Gaó”.

 

 

Depois de passar um período no Rio de Janeiro o maestro Gaó retorna à capital paulista em 1937, formando a Nova Orquestra Columbia, nos moldes das big bands americanas.

 

 

 

 

 

 

 

Os bambas da Nova Orquestra Columbia, em 1937. Da esquerda para a direita: Antonio Scalabrini (trombone), Ernesto Nardi (contrabaixo), Antonio Sergi, o Totó (piano), Vitório Sangiorgio (sax), José Paioletti (trompete), Gaó (líder), Nicolino Copia o Copinha (flauta/sax), Aníbal Sardinha, o Garoto (guitarra), Vitório Sérgio (trompete), José Sergi (sax) e Vicente Gentil (bateria).

 

 

 A Nova Orquestra Columbia atuou intensamente na capital e no interior do estado de São Paulo até 1940.

 

 

 

 

 

 

 

Gaó (à esquerda, ao piano) e sua última orquestra brasileira, antes da mudança para os Estados Unidos, em 1946.

 

 

 

 

 

Selecionamos alguns vídeos, entre eles, o produzido por Luiz Reis enfocando a trajetória pessoal e profissional do nosso homenageado. Músicas que compõem a trilha sonora do referido vídeo: “Minisaia” (Gaó), “Paquerando” (Gaó), “Nola” (Felix Arndt) e “Brasileirinho” (Waldir Azevedo).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Zequinha de Abreu e o maestro Gaó

 

 

 

O maestro Gaó foi primeiro a gravar a música “Tico-Tico no fubá” (Zequinha de Abreu) com sua Orquestra Colbaz, em 1931. O sucesso foi tanto que o disco permaneceu em catálogo até a década de 1940.

O vídeo abaixo traz a gravação histórica do “Tico-Tico no fubá” e uma entrevista com o maestro Gaó.

 

Tico-Tico no fubá” (Zequinha de Abreu) # Maestro Gaó e sua Orquesta Colbaz. Disco Columbia (55038-A), 1931. [No site do IMS existem duas gravações da referida música com Gaó e Orquestra Colbaz (55038-A) e (22029-B) no mesmo ano de 1931, o que me causou estranheza]. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maestro Gaó gravou alguns discos solos a exemplo dos dois acima.

 

 

 

 

Último disco gravado pelo Maestro Gaó, em 1969. Confiram na íntegra.

 

 

Infelizmente esse Vídeo foi desativado no Site YuoTube. Logo que consiga outro Vídeo adicionaremos aqui.

 

 

Faixas:


01 - Brasileirinho
02 - Garoto
03 - Tico Tico no Fubá
04 - Paquerando
05 - Atraente
06 - Choro numero
07 - No Rancho Fundo
08 - Um Baile em Catumbi
09 - Zênite
10 - Mini Saia
11 - Chuá Chuá

 

 

 

 

 

 

Ernesto Nazareth e o maestro Gaó

 

 

O vídeo abaixo é uma raridade fantástica. O Maestro Gaó tocando “Apanhei-te cavaquinho” (Ernesto Nazareth), no filme brasileiro “Fantasma por acaso”, em 1946. O arranjo é do maestro Gaó.

 

 

 

 

 

 

 

Segundo o amigo, pesquisador e pianista Alexandre Dias a gravação acima é especial por vários motivos. “Gaó conheceu o Nazareth e tocou para ele em São Paulo (1926). Ele foi um dos maiores pianistas do Brasil e vídeos dele são extremamente raros. Em 1946 o Nazareth havia morrido há apenas 12 anos, então é uma época próxima do autor. Esse arranjo é inédito em disco, quando o Gaó gravou esta música em 1966, o fez com um arranjo totalmente diferente”.

 

 

 

 

 

 

A foto acima consta no excelente livro do Zuza Homem de Mello - “Música nas veias - Memórias e Ensaios” que ganhei de presente do maridão Gregório, em 2011. Lembro que quando folheava e dei de cara com essa foto fiquei a imaginar o som que possivelmente estaria ecoando na hora da apresentação do Maestro Gaó e sua Orquestra. Agora parece um milagre. A foto vive. E que som!

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Fontes:

 

- A Canção no Tempo - 85 Anos de Músicas Brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1997.

- Dicionário Cravo Albin da MPB (Verbete: Gaó).

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Música nas veias - Memórias e ensaios / Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 2007.

- Site YouTube (Canais: "Luiz Rio”, “TonicoManel”, “Roberto de azevedo”)

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