Imagens pessoais de Maysa: família, casamento, festa de casamento.

 

 

 

 

 


Imagens pessoais de Maysa: viagens.

 

 

 

 

 



MAYSA



Um dia pensei um poema para Maísa
“Maísa não é isso
Maísa não é aquilo
Como é então que Maísa me comove me sacode me buleversa me hipnotiza?
Muito simplesmente
Maísa não é isso mas Maísa tem aquilo
Maísa não é aquilo mas Maísa tem isto
Os olhos de Maísa são dois não sei quê dois não sei como diga dois Oceanos Não-Pacíficos
A boca de Maísa é isto isso e aquilo
Quem fala mais em Maísa a boca ou os olhos?
Os olhos e a boca de Maísa se entendem os olhos dizem uma coisa e a boca de Maísa se condói se contrai se contorce como a ostra viva em que se pingou uma gota de limão
A boca de Maísa escanteia e os olhos de Maísa ficam sérios
meu Deus como os olhos de Maísa podem ser sérios e como a boca de Maísa pode ser amarga!
Boca da noite (mas de repente alvorece num sorriso infantil inefável)”
Cacei imagens delirantes
Maísa podia não gostar
Cassei o poema.
Maísa reapareceu depois de longa ausência
Maísa emagreceu
Está melhor assim?
Nem melhor nem pior
Maísa não é um corpo
Maísa são dois olhos e uma boca
Essa é a Maísa da televisão
A Maísa que canta
A outra eu não conheço não
Não conheço de todo
Mas mando um beijo para ela.

 


Manuel Bandeira in Louvações


 

 

 

 

 

 

 

Ouça (Maysa) # Maysa

 

 

 

  

 

Nós (Maysa - Júlio Medaglia) # Célia e Dominguinhos 

 

 

 

 

 


[...] Uma vida cheia de tensões, de insubmissão às regrinhas miúdas do jogo, teve o desfecho dramático que coroa sua tragicidade espiritual. [...] Restam discos, quadros, escultura, palavras. Restam as fotos. E uma história truncuda que poderia ter sido feliz, mas que foi, sobretudo, dramaticamente humana em sua confluência de amor e de arte.


Carlos Drummond de Andrade


 

 

 

 

 

 

Meu mundo caiu (Maysa) # Maysa

 

 

 

 

Se meu mundo cair (José Miguel Wisnik) # José Miguel Wisnik

 

 

 

 

 

 

 

 




Maysa é um símbolo de ressurreição. [...] Quem já se reergueu várias vezes das cinzas sabe como é, ao mesmo tempo, difícil e impossível a própria reconstrução.

Clarice Lispector

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poema:

 

 

Estrela da vida inteira # Manuel Bandeira – José Olympio Editora

 


Citações:

 

http://maysamonjardimoficial.blogspot.com/2010_12_01_archive.html

 



Música:

 

 

JK

 

 

Maysa – Esta chama não vai passar

 

 


José Miguel Wisnik

Exibições: 854

Comentário de n almeida em 20 janeiro 2011 às 4:03
Ficou legal!  Parabéns! Fiz também um post para ela há algum tempo, juntei alguns vídeos de um programa de televisão dos anos cinquenta. Acho que já lhe mostrei. Repito um deles aqui, os dois olhos e uma boca, a Maísa que o poeta viu na televisão.

A Maísa que canta Neste Mesmo Lugar:






Os outros estão aqui: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/convite-para-ouvir-maysa

Beijos.
Comentário de Cafu em 20 janeiro 2011 às 11:43
Dois Oceanos Não-Pacíficos e uma boca que se condói se contrai se contorce como a ostra viva em que se pingou uma gota de limão...a flecha do poeta foi no cerne da questão.
Vi seu post sobre Maysa, sim. Muito bonito. Obrigada pelo vídeo. Lindo.

Maysa é muito forte...e muito frágil também.

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