| Por: Raquel Crusoé Loures de Macedo Meira


Mês de junho, o cheiro está no ar... comidas típicas, fogueiras ardentes e trepidantes, simpatias, supertições, fogos de artifícios, músicas e rezas, muitas rezas.

As recordações se atropelam em minha mente : as festas da Lagoinha do saudoso Ducho, do Pentáurea, do Max – Min, do Automóvel Clube, do Rotary,da Unimontes,do Conservatório, em casas de família, nas escolas e até mesmo nas ruas...

Três santos são efusiva e intensamente comemorados em junho em todo o Brasil : Santo Antônio, São João e São Pedro. Não apenas o dia propriamente dito, mas todo o mês é considerado como tempo consagrado a estes santos,principalmente às vésperas que é quando se realizam os rituais e simpatias, a parte mágica das festas típicas do catolicismo popular.

As supertições para casar ou saber sobre o futuro marido, as comadres de fogueira, coisa levada muito a sério por aqui e, ai que delícia, ainda sinto o sabor das comilanças: pipoca, canjica, pé de moleque, vaca atolada (sopão de carne de vaca), quentão, bolos de fubá , biscoitos de goma ...

Crianças e adultos se envolvem em uma alegria de “dar gosto”.

A tradição das festas juninas chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses, mas a quadrilha, dança obrigatória nestas festividades, é uma herança francesa com raízes aristocráticas, mas que também recebeu influência das antigas danças folclóricas da Inglaterra. Logo a quadrilha se tornou a dança preferida da elite brasileira que vivia voltada para a Europa. Se popularizou depois como uma dança própria das juninas e, com as influências da mazurca, da polca e da valsa, se tornou genuinamente brasileira, com ritmo único e incrivelmente sensual.

As fogueiras, servem como centro para a famosa dança de quadrilha, enquanto a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos.

As lembranças são muitas. Me parece ontem quando eu me via preparando os meus meninos, Gú e Dan que, todos os anos, participavam , as vezes como noivos, juízes, padres ou simplesmente dançarinos felizes desta alegria geral que sempre tomou conta não apenas dos Montes Claros das Gerais, mas de todo o país.

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