Passado o calor da campanha para presidente, onde a candidata Marina Silva colocou claramente como prioridade neste País a questão ecológica e recebeu 19 milhões de votos como apoio ao seu projeto de governo, chego a me contaminar pela onda verde acompanhando as tendências.

Inicialmente me vem na mente à idéia de sair por aí parabenizando todos os ecologistas e ambientalistas que encontre pela frente e me aliando a eles na defesa incondicional das questões que envolvam o meio ambiente, como se heróis fossem.

Pensando um pouco melhor, surgem alguns questionamentos sobre os defensores da mãe natureza: como seriam suas casas? Portas, janelas, móveis, caibros, ripas e linhas certamente não seriam de madeira. Churrasco, nem pensar. Leite e bife, só de soja e daí? Não se cultiva soja debaixo de árvores. Portanto, é preciso desmatar para que o “leite e a carne verdes” cheguem até suas mesas. Tecido de puro algodão, linho ou seda - nada de sintéticos - e carro só movido à álcool para não poluir. Quantas árvores derrubadas para que tudo isso aconteça.

Bom, mas se eles agem assim não estariam contribuindo para a devastação ambiental? Tudo bem, mas eles podem e por que eu não devo? Não seria hipocrisia? Retiro os parabéns, então. Não os vejo mais na condição de heróis e sim como defensores do seu próprio espaço no Planeta.

Agora, se são contra a produção de alimentos através da utilização dos recursos naturais existentes, já que outra forma não existe, estão mascarando uma realidade chamada fome, que pode virar bicho e devorar grande parte da humanidade à curto prazo, como forma de garantir aos sobreviventes mais alguns séculos de permanência por aqui em condições muito mais interessantes.

Só existe um problema: ninguém abriria mão de ser um sobrevivente e uma vaga nessa “arca” custaria muito caro, já que quando é a própria vida que está em jogo não há mais nada além do salve-se quem puder.

O Planeta sem “dilúvios”, sobreviverá por um maior período, a medida em que se produza cada vez mais, fazendo-se uso cada vez menos de suas reservas. Isso não significa dizer que o sujeito que desmate uma área para criar bovinos esteja errado e sim que ele precisa otimizar sua capacidade de apascentamento, criando um maior número de animais por área desmatada.

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Comentário de Felipe Marques Carabetti Gontijo em 22 novembro 2010 às 17:48
interessante a discussão...bem explorado o argumento dos latifundiários grileiros do centro-oeste e norte do Brasil... tá de sacanagem?

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