O ETERNO PAÍS DO FUTURO

(Jonas Alves Corrêa)

 

O Brasil não teve sorte com os presidentes civis após a ditadura militar, a começar pelo maranhense José Sarney que assumiu a presidência em decorrência do falecimento de Tancredo Neves, presidente eleito pelo Colégio Eleitoral. Sarney foi interventor no Maranhão, nomeado pelos militares, e não passa de um político oportunista, medíocre e incompetente, que nos legou uma inflação de quatro dígitos. Depois, já com as eleições diretas, veio o alagoano “caçador de marajás” Fernando Collor de Melo, que confiscou a poupança dos brasileiros e sofreu o impeachment. Foi ele quem decretou esse monstrengo que é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que, entre outras futilidades, proíbe os menores de 18 anos de trabalhar com carteira assinada. Essa lei foi assinada por ele, pela Zélia Cardoso de Melo (ministra da Economia), pelo Antônio Rogério Magri (ministro do Trabalho), aquele mesmo que flagrado levando a sua cachorrinha de estimação ao veterinário, em carro oficial, soltou essa pérola “cachorro também é uma ser humano”, e pelo Bernardo Cabral (ministro da Justiça), que flertava com a Zélia. Para completar o mandato do Collor, assumiu o vice-presidente, o mineiro mulherengo Itamar Franco. A seguir tivemos, por oito anos no poder, o carioca Fernando Henrique Cardoso, que privatizou a Cia. Vale do Rio Doce, uma empresa estatal altamente eficiente e lucrativa, um verdadeiro crime de lesa Pátria, entregando as nossas riquezas minerais, notadamente as jazidas de ferro de Carajás, a grupos privados estrangeiros. Lutei contra essa privatização, pois considerava o subsolo uma questão de soberania nacional, como é o espaço aéreo e o mar territorial das 200 milhas. Estive na Praça XV no dia do leilão e cheguei a panfletar artigo de minha autoria na entrada da boca do metrô, na Praça Saens Peña. Depois veio o pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva, que enganou todo mundo com a sua falsa bandeira de moralização da administração pública. Votei quatro vezes nele, sem desconfiar de que se tratava de um estelionato eleitoral. Foram mais oito anos de retrocesso, pois, na realidade, Lula é um sindicalista boquirroto, pinguço e mentiroso, que se orgulha de ser filho de mãe analfabeta e era contra os concursos públicos porque tiravam a vez dos analfabetos. Elegeu a guerrilheira Dilma Rousseff como sucessora e, por isso, não a considero como presidente da República, pois ela é um fantoche do Poderoso Chefão. Foi no governo Lula que, por falta de manutenção, houve a tragédia da explosão do foguete brasileiro na Base de Alcântara, no Maranhão, matando vinte e um técnicos civis. O País não tem bomba atômica, nem satélite artificial de fabricação própria, e é totalmente impossível que venha a lançar alguma sonda ou veículo no espaço sideral, pois estamos no retrocesso da alta tecnologia, já alcançada por um grupo seleto de alguns países, na corrida espacial.

O Brasil poderia ser hoje os “Estados Unidos da América do Sul” se os presidentes civis, depois de vinte e um anos de ditadura militar, tivessem exercido o poder com decência, ética, honestidade, competência, dinamismo e, acima de tudo, amor à Pátria. Mas a verdade é que ainda somos o País do Futuro, visão preconizada, em 1940, pelo escritor austríaco Stefan Zweig, que se exilou no Brasil, fugindo do nazismo.

Hoje, a presidente reeleita Dilma Rousseff está no olho do furacão, envolvida explicitamente ou implicitamente nos escândalos bilionários da Petrobras.

 

 

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