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O filme "Bird" de Clint Eastwood sobre Charlie Parker com Forest Whitaker

Exibições: 920

Tags: cinema, música

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:24
Podemos gostar de assistir um filme sobre um assunto de que gostamos, ou sobre um personagem que admiramos, mesmo que o filme não seja lá estas coisas, mas este não é o caso de “Bird” que é uma aula de cinema de Clint Eastwood com uma trilha sonora maravilhosa, e segundo Eduardo Santos:

“O fato é que Eastwood ama jazz e cinema. E “Bird” é uma aula de cinema com uma trilha sonora maravilhosa. A forma como Whitaker revive o músico é assustadora. Postura, gestos e até a digitação do instrumento dão a sensação exata de Charlie Parker está ali. Valeu o prêmio de melhor ator em Cannes. Coisa igual só mesmo no também excelente “Ray” (2004)”.


Bird

titulo original: (Bird)

lançamento: 1988 (EUA)

direção: Clint Eastwood

atores: Forest Whitaker , Diane Venora , Michael Zelniker , Samuel E. Wright , Keith David

duração: 161 min

gênero: Drama


ficha técnica:

* título original:Bird
* gênero:Drama
* duração:02 hs 41 min
* ano de lançamento:1988
* site oficial:
* estúdio:Warner Bros. / The Malpaso Company
* distribuidora:Warner Bros.
* direção: Clint Eastwood
* roteiro:Joel Oliansky
* produção:Clint Eastwood
* música:Lennie Niehaus
* fotografia:Jack N. Green
* direção de arte:
* figurino:Glenn Wright
* edição:Joel Cox
* efeitos especiais:


elenco:

* Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker)
* Diane Venora (Chan Parker)
* Michael Zelniker (Red Rodney)
* Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie)
* Keith David (Buster Franklin)
* Michael McGuire (Brewster)
* James Handy (Esteves)
* Damon Whitaker (Jovem Bird)



Clint Eastwood nutre um amor antigo pelo jazz e sua dedicação rendeu-lhe um Globo de Ouro de melhor diretor por esta excitante história de pioneirismo baseada na vida do jazzista Chalie \"Yardbird\" Parker. Como a melodia que só o jazz tem, passado e futuro revezam-se à medida que o filme explora a habilidade construtiva de Bird e seus excessos destrutivos. Vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Cannes por sua performance, Forest Whitaker, no papel-título confere a sua interpretação toda a paixão que Bird exprimia através da música. Diane Venora compartilha desse glorioso brilho como sua impertubável mulher, Chan Parker, o que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante de Parker com músicos modernos, trazem a Bird à vida mais magnificamente ainda nesta trilha sonora, vencedora de um Oscar de melhor Som. Nas mãos de Eastwood, Bird formidavelmente vive.
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:34
Charlie Parker - Summertime (Jazz Instrumental)

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:37
Charlie Parker

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Charles Parker, Jr. (29 de agosto de 1920 – 12 de março de 1955) foi um saxofonista estado-unidense de jazz e compositor. No início da sua carreira Parker foi apelidado de Yardbird; esse apelido mais tarde foi encurtado para Bird e permaneceu como o apelido de Parker para o resto da sua vida.

Biografia

Parker é comumente considerado um dos melhores músicos de jazz. Em termos de influência e impacto, sua contribuição foi tão significativa que Charles Mingus comentou que se Bird fosse vivo hoje, ele poderia pensar que estava vivendo em uma parede de espelhos. O talento de Bird é comparado, quase sem argumentos, com músicos lendários tais como Louis Armstrong e Duke Ellington. Sua reputação como um dos melhores saxofonistas é tal que alguns críticos dizem que ele é insuperável; o crítico de jazz Scott Yanow fala por muitos fãs do jazz e músicos, quando sugere que "Parker foi indubitavelmente o melhor saxofonista de todos os tempos."

Figura fundadora do bebop, a forma inovadora de Parker para melodia, ritmo e harmonia tem exercido uma incalculável influência no jazz. Varias canções de Parker tornaram-se standards do repertório do jazz, e inúmeros músicos têm estudado a música de Parker e absorvido elementos do seu estilo.

Parker tornou-se um ícone para a geração do Beat, e foi uma figura-chave no desenvolvimento conceptivo do jazz como um artista descompromissado e intelectual, ao invés de apenas um entretenedor popular. Por várias vezes, Parker fundiu o jazz com outros estilos musicais, do clássico (buscando estudar com Edgard Varese e Stefan Wolpe) à música latina (gravando com Machito), abrindo um caminho seguido mais tarde por outros.

Consumido pelo álcool e pelas drogas, Parker teve uma existência breve e trágica, que inspirou criadores como o escritor argentino Julio Cortázar (que se inspirou nele para delinear o personagem central do conto "O Perseguidor") e o cineasta Clint Eastwood (que recebeu seu primeiro Globo de Ouro com o filme "Bird", de 1988, estrelado por Forest Whitaker, o qual, por sua vez, levou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes graças a este trabalho).

A biografia de Parker contabilizou duas tentativas de suicídio e uma longa internação em um sanatório, antes de chegar ao fim, aos 34 anos -o estrago causado em seu corpo pela vida desregrada era tão grande que o legista atribuiu ao morto a idade de 65 anos.

Estilo

Com absoluto domínio técnico de seu instrumento, Parker era um virtuose consumado, que conseguia combinar a mais complexa organização harmônica, rítmica e melódica com uma clareza muito rara de encontrar em instrumentistas anteriores ou posteriores à sua atuação.

Para Parker, improvisar não era simplesmente tomar uma melodia original e construir variações sobre ela. Quando o saxofonista pegava um tema qualquer como base para criar, o que o interessava não era a melodia, e sim a harmonia. Era o esqueleto harmônico do tema original que ele utilizava como ponto de partida e estímulo para suas digressões, nas quais uma mescla cativante de garra e fantasia constituía a regra.

Foi assim que, no pós-guerra, ao lado do trompetista Dizzy Gillespie, Parker tornou-se um dos fundadores do bebop, o novo estilo sofisticado com o qual o jazz se tornaria definitivamente música "para ouvir", substituindo a música "para dançar" que havia sido a marca das big bands dos anos 1940.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Parker
Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:39
Charlie Parker & Dizzy Gillespie

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:41
Charlie Parker-Coleman Hawkins: Ballade

Comentário de Fernando Augusto Botelho - RJ em 16 julho 2010 às 3:42
Miles Davis & Charlie Parker - A Night in Tunisia

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