Como torcedor tricolor desde 1964, afirmo sem nenhuma dúvida que o time do Fluminense foi longe demais nessa Libertadores, diante da realidade existente atualmente nas Laranjeiras.

O Fluminense teve momentos de glória nos últimos anos a partir da arrancada espetacular em 2009, quando passou a derrotar todos os adversários dentro de campo e os tradicionais de fora, como os matemáticos e a mídia esportiva, que comemorou por antecipação mais uma queda tricolor da elite do futebol brasileiro.

Só que essa fase áurea do clube carioca acabou abruptamente naquele gol do Fred contra o Palmeiras, ao sagrar-se campeão brasileiro de 2012, quando aliviados, os atletas que compõem o atual elenco, assumiram de vez a postura de “missão cumprida”, que, na verdade, parece mais umas férias coletivas permanente.

Nas três partidas seguintes, já na condição de campeão, o time do Fluminense abriu mão de lutar por alguns números que seriam recordes e esqueceu do compromisso assumido com a torcida quando entrou na disputa da competição e colocou ingressos a venda, além do sacrifício de torcedores que investiram em viagens com o intuito de prestigiar os jogos e em troca receberam o descaso por parte dos ídolos.

No início da temporada constatou-se que as férias alongadas pela ausência to time no final da competição não foram suficientes para por fim a ressaca, que continua até hoje após o regresso do Paraguaio, pois quando o tricolor não levava sufoco, qualquer que fosse o adversário, também não conseguia botar a bola pra dentro e sempre o placar dos jogos era magro e provocava o desespero da torcida que passou a não freqüentar os estádios.

Aí foi a vez da torcida pisar na bola, ao passar a considerar aquele caro elenco, que não chega a formar um time dentro das quatro linhas, como se fosse a seleção do mundo, esnobando a contratação de jogadores como o Ronaldinho Gaúcho, que chegou a ser cogitado como reforço e continua carregando o Galo nas costas, independentemente de passar ou não pelo time mexicano na noite de hoje.

Observando o time do Fluminense jogar, o que vemos é uma zaga ridícula, qualquer que seja a dupla entre os atletas disponíveis, os laterais avançam e quando perdem a bola não voltam para marcar, os cabeças de área erram passes incríveis e comprometem ainda mais a deficiente defesa, o Deco além de não ter saúde foi pego no xixi, o Tiago Neves faz tempo que não joga, inclusive quando está dentro da camisa, o Wellington Nem é uma tremenda mentira, pior que o Cafuringa, que não fazia gols, porém dava a bola de bandeja para o Flávio, o Vagner faz o que pode e o Rhayner, apesar de ser “o cara”, quer jogar nas onze e não consegue.

O Cavalieri é um grande goleiro e o Fred foi o maior e mais útil jogador que vi vestir a camisa do Fluminense nas últimas décadas, porém aquelas deixadas de bola para ninguém, nas últimas duas partidas contra os paraguaios, podem indicar que está se poupando para a Seleção Brasileira. Fui... E não sei se volto...

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