Me aperta , me faz dançar.

Mais embaixo, me toca aqui.

Aí não.

Aí não pode passar a mão.

Você é tão pequenina, precisa sonhar , brincar de roda, equilibrar-se num pé e pular amarelinha.

Bambolê, boneca, bolinhas de sabão, sopro em círculo,  explosão redonda no ar.

Roda, roda, menina, vai pra  casa, foge  do cão  na esquina ,  olha para a direita e para a esquerda, o monstro não é serpente nem tem três cabeças.

Ó verdade crua, o último passo do bicho pode fechar teu sonho, transfigurar-se em espera da morte.

Uma batalha se  trava no teu silêncio e mata mais do que assaltantes na estrada.

O monstro carrega o crime nas asas.

Babilônia   despe  a tua inocência.

Essa voz que te chama não vem do ar nem do mar, vem da   caverna do monstro  que às vezes mora no   teu lar.

Foto via Google

 

 

 

Exibições: 104

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço