O Único Disco Solo de Nonô - O Chopin do Samba

Romualdo Peixoto - Nonô

Romualdo Peixoto - Nonô (1901-1954) - já nasceu com o dom musical que alguns dos seus descendentes herdaram, a exemplo dos sobrinhos Cyro Monteiro e Cauby Peixoto, do trompetista Araquém Peixoto, do pianista Moacir Peixoto e da cantora Andyara Peixoto.

Nonô atuou com seu piano em inúmeras gravações, mas infelizmente seu nome não constava nos discos. Em 1932 lançou seu único Disco Solo, com duas composições próprias que compartilho com vocês.

Uma farra em Campo Grande” (Romualdo Peixoto [Nonô]) # Nonô (piano). Disco Columbia (22111-A) / Matriz (381200). Lançamento (abril/1932).

Eu sou é assim” (*) (Romualdo Peixoto [Nonô]) # Nonô (piano). Disco Columbia (22111-A) / Matriz (381201). Lançamento (abril/1932).

(*) No acervo do IMS (Instituto Moreira Salles/Biblioteca Música) e do pesquisador Miguel Nirez Azevedo o título da música é: “Eu sou é assim”. Já em outras fontes, a exemplo da “Base de Dados da Fundação Joaquim Nabuco” e do “Dicionário Cravo Albin da MPB” encontramos a grafia: “Eu sou assim”.

Cesar de Alencar

Foi apelidado pelo radialista César de Alencar de O Chopin do Samba por suas interpretações geniais.

Convido a todos a curtirem outras composições/interpretações do nosso Chopin do Samba.

Da direita p/ esquerda: Nonô, Noel Rosa, Francisco Alves, Mário Reis e Peri Cunha.

Em 1932, Nonô, excursionou ao Rio Grande do Sul com os compositores citados acima realizando apresentações no Cine-Teatro Imperial. Segundo o pesquisador Samuel Machado Filho, não foi fácil Noel Rosa cumprir horários e outras obrigações. Para desabafar Noel, principalmente, e o parceiro Nonô fizeram um “samba-protesto” contra Francisco Alves. Esportivamente, o Rei da Voz (que pertencia à gravadora Odeon) apareceu para cantar com Sílvio, e sua voz é percebida ao final da gravação do samba - “Vitória”.

Nonô e Sílvio Caldas

Vitória” (Romualdo Peixoto [Nonô]/Noel Rosa) # Sílvio Caldas. Disco Victor (33657-A). Gravação (13/7/1932) / Lançamento (maio/1933).

Cigana” (Romualdo Peixoto [Nonô]/Paulo Roberto) # Sílvio Caldas (voz), Nonô (piano), Benedito Lacerda (flauta). Disco Odeon (11497-A). Gravação (19/3/1937) / Lançamento (agosto/1937).

Francisco Matoso e Nonô

Jardim de flores raras” (Romualdo Peixoto [Nonô]/Francisco Matoso) # Roberto Paiva. Disco Odeon (11655-B) / Matriz (5913). Gravação (2/9/1938) / Lançamento (outubro/1938).

Mário Reis e Nonô

Vai-te embora” (Romualdo Peixoto [Nonô]/Francisco Matoso) # Mário Reis. Álbum Mário Reis canta suas canções em Hi-FI, 1960.

Após a morte de Nonô, em 13/11/1954, o compositor Ary Barroso escreveu um belo texto em sua homenagem, publicado na Revista da Música Popular, nº. 3 – dezembro de 1954, editada por Lúcio Rangel. Confira, abaixo.

 

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Agradecimentos especiais ao escritor/pesquisador Miguel NIREZ de Azevedo pela liberação do áudio: “Eu sou é assim”.

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Fontes:

- Áudio: Acervo Nirez (Eu sou é assim) / Montagem áudio: Laura Macedo.

- Dicionário Cravo Albin da MPB (Verbete: Nonô).

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Fundação Joaquim Nabuco: Consulta aos dados dos discos postados.

- Pesquisa no acervo do IMS (Instituto Moreira Salles: Consulta/Biblioteca/Música).

- Revista Fon Fon: Edição nº44/p.28/em 29/10/1938 / Edição nº34/p.33/em 26/8/1939.

- Site YouTube/Canais: “luciano hortencio”, “Canal de amigovelho1000”, “Caroline Fritzen”.

 

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