Mente alerta é o milagre pelo qual restauramos e conquistamos a nós mesmos.”
Thich Nhât Hanh

A religiosidade é uma das mais antigas manifestações do homem. Sempre, de alguma forma, ele tem procurado unir-se ao Criador.
Entretanto, o fanatismo religioso, como acontece também em outras áreas, indica distúrbios de personalidade e oferece perigo não só para a pessoa como para toda a sociedade.
Muitos dos conflitos interindividuais e mundiais, ao longo de toda a História, têm sido frutos do fanatismo, principalmente religioso.
Ele nada mais é que um buraco vazio que a pessoa tem dentro de si, repleto apenas de insegurança e medo, e que ele procura preencher de uma maneira desequilibrada.
Suas crenças passam a ser tão importantes para a sua sobrevivência, uma vez que são os pilares que a sustentam, que ela teme, com vigor e paixão, qualquer questionamento que as ameace de destruição.
A pessoa não quer pensar, nem quer ser induzida a fazê-lo. Ela crê e defende sua crença como uma leoa à sua cria e despreza aqueles que dela não compartilham. Sente-se “dona da verdade”.
O fanatismo, além de ser um processo de alienação, jamais traz paz ao coração do homem e é uma ameaça constante à paz do mundo. Isto porque é apenas algo emocional, devastador, fruto da paixão.
O fanatismo de massa, então, pode incendiar o mundo.
A religião e a fé são algo muito bom quando nos levam ao equilíbrio e ao desenvolvimento do que temos de melhor: a abertura para o outro, a complacência, o amor, o acolhimento, a generosidade, a compaixão e o respeito.
Qualquer sentimento que nos leva à separatividade, à irritação e à violência é destrutivo e perigoso.
Devemos estar alertas, policiando nossas emoções, para que não nos deixemos envolver por sentimentos de intolerância e não coloquemos as paixões no lugar das realizações.
O verdadeiro religioso acolhe sempre com amor ao seu próximo, respeita suas convicções e o aceita como é.

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Comentário de Marta Mendes dos Santos em 24 novembro 2010 às 15:25
Uma bela reflexão! Parabéns!
Comentário de Maria Luiza Silveira Teles em 24 novembro 2010 às 21:42
Obrigada, Marta! Um abraço,
Maria Luiza

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