O PLANO DE GOVERNO DE MARINA É UM CASTELO NO AR

E nem poderia ser diferente, em se tratando de mais um pretenso salvador da pátria, desta feita de saias. Suas principais propostas são desejadas pela sociedade e vem sendo postas em prática pelo atual governo, como é o caso da ampliação do Bolsa Família, agora elogiado e admirado pelos mesmos brasileiros que o condenavam e o investimento em habitação, mobilidade urbana, saúde e educação.

Difícil é imaginar a realização desse sonho partindo de ações restritivas ao “impostômetro”, que reflete a geração de recursos que mantém a farra, como a reforma tributária, ainda que necessária a redução dos impostos e o abandono do pré-sal.

Simplesmente não há milagres nesse babado. O projeto administrativo da Marina chega ao cúmulo de priorizar os Royalties do pré-sal para a educação enquanto prega a paralisação de sua exploração, num mundo onde os mais fortes e sábios lutam sem medir esforços e conseqüências em busca do ainda “ouro negro”.

Tudo parece simples na hora de prometer e a torcida do Flamengo deveria saber que as coisas não são tão simples assim. Imaginem o governo federal construindo 150 quilômetros de metrô a começar por São Paulo, onde o governo estadual tem seus interesses nessa área em que ninguém mete o bico?

Quem circula pelo litoral nordestino sabe o quanto a iniciativa privada investe em parques eólicos para geração de energia limpa e a partir de fontes renováveis, sem um desembolso de grande porte à custa dos cofres públicos.

A barragem de Belo Monte se arrasta penosamente sofrendo vinte paralisações motivadas por problemas ambientais, quando poderia estar reforçando a distribuição de energia limpa em todo o País. Imaginem um projeto que abre mão do pré-sal, que já produz 600.000 barris de petróleo diariamente, que destino dará aquele empreendimento tão criticado e condenado pelos verdes?

Como se daria o investimento na geração de energia solar montando uma “usina” sobre cada residência a ser beneficiada? Através de financiamento? Caso contrário, quem pagaria a conta? E as empresas que consomem cada vez mais energia para gerar os empregos que a sociedade precisa? Desempregado só tem uma facilidade na vida que é fazer dieta, e de barriga vazia nem a molecada consegue aprender.

Quanto às questões de ordem religiosas e conceituais, como o aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e até a adoção de crianças e um novo modelo de família, acredito que seja uma tendência mundial da qual nenhum governante poderá se esquivar por mais fiel que seja aos seus princípios.

Agora, a Dilma sempre foi acusada de apoiar essas causas e mesmo não se manifestando a respeito delas, é acusada de assassina de criancinhas e condenada como simpatizante das demais questões mencionadas.

O Jânio e o Collor não foram convincentes para livrar a Nação de um novo tombo.

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