No mínimo essa relação entre a qualidade do serviço público que é prestado aos brasileiros e a remuneração dos servidores, merece uma reflexão por parte de quem paga a conta. Conforme as “ondas” políticas enviadas pelos, cada vez mais potentes, transmissores da mídia, o serviço é uma droga e os funcionários mal remunerados e mesmo assim apóiam as greves que rejeitam propostas, enquanto condenavam, um pouco mais atrás, aquelas cujo barulho não chegava a sensibilizar os ouvidos dos destinatários.
No geral, o que se ouve são críticas e mais críticas ao serviço público brasileiro, que não exclui a área da educação, muito pelo contrário, é justamente nesse setor e mais segurança e saúde que se concentra o fogo das baterias adversárias, pra cima de qualquer governo que se encontre de plantão.
Aí vem outra questão não menos importante e discutível que é o tamanho da folha de pagamentos da união, estados e municípios, que, entre outros motivos, ensejou a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, como forma de minimizar o problema, que se agravava a cada mandato eletivo que se iniciava, com a manutenção dos servidores “adversários”, que gozam de imunidade e a nomeação dos “afilhados”, já que tudo nesse imenso País gira em torno da política.
Na realidade educação, saúde e segurança não têm preço e essa ótica nos remete a uma conclusão de que não há dinheiro que pague ao professor que nos ensina, ao médico que alivia nossa dor e ao soldado que arrisca a vida dele para salvar a nossa. Isso em relação ao serviço público. Na iniciativa privada os profissionais de todas essas áreas literalmente tem um preço, ou um piso salarial e, a partir daí, ganha mais quem faz por merecer, segundo as leis de mercado e as exigências por parte de quem contrata os serviços, enquanto se sentir satisfeito com a relação custo benefício.
O que se fala a respeito do ensino no Brasil é uma lástima, principalmente quando, politicamente, se deseja diminuir o adversário responsável pelo mesmo naquela ocasião. Entretanto a coisa não é bem assim. Chego em Picuí PB e sou levado pelos primos, ferrenhos críticos e adversários do atual governo, inclusive porque levou a UFCG para Cuité PB, a conhecer o CEFET, que o mesmo construiu recentemente e vem funcionando quando os servidores não estão em greve, beneficiando 700 alunos daquela carente região, através de cursos profissionalizantes tão reclamados pela sociedade.
Aqui em Campina Grande, além do CEFET, foi construído e recentemente inaugurado, “de maneira definitiva”, um enorme hospital de emergência e trauma, onde, exageros a parte, precisamos de um GPS para nos locomover dentro dele e, mesmo assim, em algumas ocasiões, não é suficiente para atender a demanda de pacientes, até de estados vizinhos, que afinal também são brasileiros, inclusive após a inauguração de uma UPA.
Portanto, nada me estimula a acreditar que novos hospitais e escolas sejam privilégio justamente do estado “enteado” da federação. Porém, não há como negar que, um serviço pode ser bem ou mal avaliado, uma vez funcionando. Paralisado simplesmente não existe e o Povo Brasileiro continua pagando para que o público funcione.
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