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O torto

Não estudo métrica
nem gramática
nem mesmo ortografia

que dirá semântica


A poesia me consome
passo fome
sem seu nome
no verso impresso

Não me importo
como me visto,
não me importo
se há outro destino.

os dias passam,
vendo panfletos,
com meus versos escritos:
de mão em mão

Só Deus sabe onde chegarão.

Tocar o coração
é boa ambição
subverter a linguagem
é revolução!

devo incomodar os polidos,
os escritores profissionais.
dos críticos literários,
guardo prudente distância,
não é bom incomodá-los.

mas o que posso fazer?
minha vida é torta!
meus poemas são tortos.
desta dignidade me visto
para sair à rua
e tocar a lira.

Exibições: 32

Comentário de Marçal, T. em 17 julho 2010 às 0:48
Valeu cara...
Comentário de Luis Henrique Bueno de Oliveira em 17 julho 2010 às 5:20
Marçal, este poema foi escrito e reescrito. Foi meu primeiro poema, que me considero um Amador.
Ele tenta resgatar uma coisa muito comum aqui em São Paulo, escritores, poetas que vendem seus versos em panfletos, geralmente nas filas de espera de espetáculos e cinemas.
Com ele, pedi a todos, licença para escrever.
É meu pedido de licença...
Um abraço
Comentário de Luciana Fabíola Gonçalves em 17 julho 2010 às 16:50
Um amador que demonstra o domínio de ritmo e técnica, com bom manejo das estruturas e abusa do uso de figuras. Amador? Não sei não, hein! Modesto, talvez...

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