EM FORMA DE DETERMINAÇÃO – O SER EXPRIME O ESTADO DO VALOR (OBJETO DA NATUREZA).

Resumo fortuito de valor de Fichte e Marx saindo das sombras!!!

Fichte pág. 43 e 63 – A DOUTRINA-DA-CIÊNCIA –

"Temos de procurar o principio absolutamente primeiro pura e simplesmente incondicionado, de todo o saber humano. Esse princípio se deve ser absolutamente primeiro, não se deixa provar nem determinar.

Ele deve exprimir aquele estado de ação (tathandlung),9 que não aparece nem pode aparecer entre as determinações empíricas de nossa consciência, mas que, muito pelo contrario, está no fundamento de toda consciência e é o único que a torna possível.10 ... Isso torna necessária uma reflexão sobre aquilo que se poderia a principio tomar por ele e uma abstração de tudo o que não lhe pertencia efetivamente.

Antes de encetarmos nosso caminho, uma curta reflexão sobre ele – estabelecemos três princípios lógicos: o de identidade, que funda todos os demais; e em seguida os dois que fundam mutuamente naquele, o de oposição e o de razão.

Em seus prolegômenos à Filosofia da História, em 1838, Von Cieszkowski elaborava uma filosofia da “práxis” que tomava de empréstimo a Fichte a idéia-mestra de que a ação determinava o futuro opondo ao ser, isto é, ao mundo presente o ideal que ele deve realizar, isto é, o Dever Ser.


* 32 - Esta serie cósmica não pode, por isso, ser nem maior nem menor do que o regressus empírico possível na qual o seu conceito descansa.

Kant – pág. 19 : Se as instituições puras (espaço e tempo), e às formas do entendimento das quais a principal é a faculdade unificadora (8), acrescentarmos as idéias transcendentais (idéia da alma, idéia do mundo, idéia de Deus), temos o conjunto de formas apriorísticas sem as quais tais coisas, não poderiam ser pensadas. Essa é a essência da critica da Razão pura.

Pela doutrina-da-ciência está dada, como necessária, uma natureza a ser considerada, segundo o seu ser e suas determinações, como independente de nós – e as leis segundo as quais ela deve e tem necessariamente de ser observada. Mas com isso o juízo conserva a sua plena liberdade de em geral aplicar essas leis ou não; ou na multiplicidade das leis, assim como dos objetos..."


NO CONTEÚDO DA MOEDA - O VALOR É O MOVIMENTO INTERNO DA REALIDADE (E SUBSTRATO REAL DE UM MEIO DE DEMONSTRAÇÃO DA PASSIVIDADE DO SUJEITO) NO COSMO.

Livro de Karl Marx páginas 109,110,113,114,115.

"Ora, se uma hipótese se verifica, se ela se revela eficaz, se nos dá controle sobre as coisas, como conceber que não haja alguma relação real entre essa estrutura concebida e o em si?

Como um pensamento dialético nos daria controle sobre um ser que não fosse em algum grau?

É por isso que Marx, ele próprio. Sugere a existência de relações dialéticas na própria natureza.

Hegel relativa à lei da transformação da modificação quantitativa em modificação qualitativa.

Marx, que seguia de bem perto seus trabalhos e os aprovava (como testemunha particularmente de sua correspondência de 1873-1874), insiste sobre o caráter dialético dos fenômenos da natureza e da história.

Engels sublinhava ainda no fim de sua vida que a idéia-mestra de que os homens fazem sua própria história, em um meio dado que os condiciona não se pode confundir com a idéia de que não há em história senão epifenômenos da economia, “um efeito automático da situação econômica, concepção de um materialismo vulgar, mecanicista, nos antípodas da dialética”.

A necessidade interna não se pode manifestar senão através de uma infinidade de acasos, que são, na história a única forma de existência da necessidade. A história, escreve Marx, seria de natureza extremamente mística se os acasos nela não desempenhassem algum papel.

Marx prolonga assim a tradição do grande humanismo alemão que fundava o poder real do homem e sua liberdade sobre o conhecimento da necessidade. Goethe, inspirando-se na “astúcia da razão” de Hegel, deu-lhe a expressão mais ampla: A trama deste mundo é feita de necessidade e de acaso; a razão humana coloca-se entre os dois e sabe governa-los: ela vê na necessidade o fundamento de existência; quando ao acaso, ela pretende dirigi-lo e utiliza-lo, e na medida em que essa razão permanece firme e inquebrantável que o homem pode pretender o título de “deus da terra”.

A necessidade na história humana, segundo Marx, reveste-se de duas formas fundamentais; a de uma necessidade externa, que exprime a alienação; a de uma necessidade interna, na qual se exprime a luta pela superação da alienação.

No mundo alienado onde reina, em grande parte, a necessidade externa, o homem tende a ser apenas um elo no encadeamento das coisas e dos acontecimentos: a história humana, como escreveu Marx, tende a tornar-se semelhante a história natural.

Esse gênero da necessidade comanda, por exemplo, o desenvolvimento do capitalismo de um regime em que os homens tendo, em razão das alienações decorrentes da propriedade privada dos meios de produção, o status das coisas, o homem é objeto da história.

Quando, ao contrário, Marx fala da instauração necessária do socialismo, essa necessidade é mais profunda: não se trata mais da necessidade externa do desenvolvimento de um sistema de que o homem, tratando como uma certa coisa, está ausente, mas de uma necessidade interna na qual o homem faz parte dos dados do problema: a vitória do socialismo não virá sozinha, por uma espécie de necessidade das coisas, como se a classe operária fosse empurrada pela força de inércia dos mecanismos do capital. Esse determinismo mecanicista sempre conduziu ao reformismo, à idéia de uma integração progressiva e automática do socialismo no capitalismo.

A necessidade dialética da negação revolucionária é bem o contrário da necessidade mecânica. Esta se faz sem mim, a outra requer a minha participação. Uma ensina a passividade e a resignação, a outra é mestra de energia e de iniciativa histórica.

Mas se não tomarmos a consciência de tal necessidade, ou se desertarmos das tarefas que tal consciência nos impõe, ou mesmo se, tendo tal consciência e assumindo tal tarefa, multiplicarmos os erros de estratégia e de tática, a contradição poderá continuar não resolvida, isso conduzirá a uma decomposição da historia assinalada pelas convulsões e catástrofes decorrentes necessariamente dessa contradição não resolvida: crises, guerras etc...

Na passagem de um a outro papel do fator subjetivo, o papel da consciência cresce. O homem, inicialmente objeto da história, torna-se sujeito da história."

Que tal essa passagem do fator subjetivo para o objetivo da história, semelhante a consciência de um mundo (real) do imaginário, para ser o sujeito transcendental da história?

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