teu amarelo, van gogh, é o espelho
do que corrói o peito em ânsia pura.
teu amarelo, van gogh, é meu vermelho
purpura o sangue e ainda me purpura.

teu amarelo, na noite, está esguelho
solto de corvos estrelados, noite.
teu amarelo, van gogh, é meu vermelho
purpura o sangue e a minha carne. foi-te

da agonia o antro. com um tiro
de amarelo e trigo em tua carcaça
por meu vermelho me resvalo e miro
o peito torto, feito de desgraça.


Exibições: 45

Comentário de Antonio Barbosa Filho em 25 julho 2010 às 19:53
Caramba, Rômulo: primeiro poema colorido vivo que meus olhos viram!
Vivangogh!
Comentário de romério rômulo em 25 julho 2010 às 19:56
antônio:
você, um quase-holandês, vê o homem nos olhos.
um abraço.
romério
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 27 julho 2010 às 12:50
você fez o "mel solar" ficar ainda mais quente. coisa de quem não tem coração de ferro.
gostei muito.

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