Convocada pelo deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ), presidente da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizou-se na segunda, dia 16/3, na sala 311 do Palácio Tiradentes, a Audiência Pública para tratar da utilização do espaço destinado a implantação do Centro Cultural Casa Grande, nos cinco andares em cima do Teatro Oi Casa Grande.

Foram convocados os secretários estaduais de Cultura e de Fazenda do Rio e o presidente do RioPrevidência, os quais alegaram compromissos anteriormente agendados e não compareceram nem mandaram representante.

O deputado Molon deu início aos trabalhos fazendo a leitura de todos os acordos e projetos que tratavam do assunto, assinados pelos ex-governadores Nilo Batista, Antony Garotinho e Benedita da Silva. Em especial a Autorização Legislativa que permitiu ao governo do estado a cessão do uso do terreno para a construção do Shopping Leblon, ficando acertada a contrapartida da reconstrução do Teatro Casa Grande e de cinco andares acima do Teatro para instalação do Centro Cultural Casa Grande.

Fizeram uso da palavra os deputados Marcelo Freixo (P-SOL), Alice Tamborindeguy (PSDB), vice-presidente da Comissão de Cultura, Inês Pandeló (PT) e Luiz Paulo Correia da Rocha (PSDB); o vereador Eliomar Coelho (P-SOL); Tim Rescala, pelo Sindicato dos Músicos do Rio; a atriz Priscila Camargo; Kadu Machado, assessor de imprensa do Instituto Casa Grande; Evelyn Rosenzweig, da Associação Comercial do Leblon; Moysés Ajchemblat e Max Haus, sócios da Sociedade Teatral Casa Grande, que opera o Teatro Casa Grande; e Jesuína Passaroto, em nome dos artistas e funcionários do Theatro Municipal e das agências de fomento à Cultura da secretaria estadual que se encontram ameaçadas pelo projeto de privatização do setor via Organizações Sociais (OS).

O Deputado Molon, deixou claro em sua intervenção que pretende mobilizar a classe artística, os demais parlamentares e o povo do Rio para exigir do governador Sérgio Cabral que transforme os andares superiores do Teatro Casa Grande, em espaço público e destinado à Cultura. "O governador tem que respeitar os acordos que permitiram a construção do Shopping Leblon, inclusive com a intervenção desta Casa, garantindo a existência de um centro cultural público naqueles pavimentos.", declarou o parlamentar, ressaltando que não se permitirá que o Executivo se isente de suas ações, "vendendo" espaços culturais e terceirizando o setor para as chamadas Organizações Sociais (OS).

Na mesma linha falou Tim Rescala, lembrando que Cultura – assim como Saúde e Educação – são direitos do cidadão e deveres do Estado.

Kadu Machado reforçou que a luta é contra a política neoliberal do governo do estado, tanto ao querer vender os pavimentos acima do Teatro Oi Casa Grande quanto a querer privatizar a Cultura pela entrega do patrimônio público a organizações sociais (OS). “Lutamos por uma política cultural pública e que os andares em cima do Teatro sejam um espaço público e de destinação cultural”.

Moysés do Casa Grande, numa fala emocionada, historiou a luta e confirmou que existe um projeto para a revitalização dos andares superiores do teatro.

"Não há, no Rio, um espaço polivalente como esse que eles pretendem criar lá. Estou falando em nome de atores, músicos e bailarinos que só queremos viver honestamente do nosso trabalho", defendeu a atriz Priscila Camargo.

A deputada Alice Tamborindeguy chamou a atenção dos presentes para o contrato de cessão assinado, em 1992, pela então governadora Benedita da Silva. "Temos que cobrar o cumprimento deste documento que foi assinado para tirar do papel e dar destinação jurídica a um sonho de mais de 20 anos: O Centro Cultural Casa Grande", disse a parlamentar.

Os deputados Luiz Paulo e Inês Pandeló, o vereador Eliomar Coelho, Maria Luiza Brusse e Evelyn Rosenzweig reiteraram o seu apoio à luta pelo direito que o povo tem à Cultura e pela destinação pública e cultural dos andares acima do Teatro Oi Casa Grande.

Jesuina Passaroto falou em nome dos músicos, funcionários, artistas e Corpo de Baile do Theatro Municipal e dos trabalhadores da Funarj que também lutam contra a privatização via OS.

Alem dos citados, estavam presentes: Edino Krieger, Aracy Cardoso, Ana Terra, Sérgio Santeiro, Valmiria Guida, Diva Borges, Leonardo Páscoa, Mauricio Luiz, João Carvalho, Beth Costa, Henrique Brandão, Carlos Alberto Wanderley, Marcelo Barbosa, Sérgio Fonta, Suzana de Miranda, Rosimar de Mello, Maria Alice Saboya, Luiz Fernando Lima, Admar Branco, Francisco Mendes, Áurea Alves, Maria Celina Whately, Roberto Adler.

Com um abraço

Douglas Naegele

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