O Brasil está passando por uma crise política sem precedentes e que possuem vários atores sem qualquer condição moral de assumir responsabilidades perante a sociedade contribuinte e votante da nação.

 

No caso da ordem sucessória no Poder Executivo Federal, caso haja o afastamento de Dilma Roussef (PT), o cargo deve ser ocupado pelo Vice-Presidente, o constitucionalista e líder nacional do PMDB Michel Temer.

 

Porém, tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma ação proposta pela Oposição visando impugnar a chapa vitoriosa nas últimas eleições.

 

Caso isso ocorra, Michel Temer não poderia assumir. Na ordem a cadeira vai para o Presidente da Câmara dos Deputados Federais Eduardo Cunha (PMDB) que por ser réu em várias ações se encontra moral e juridicamente impossibilitado de assumir o país.

 

Nessa busca legal pela representatividade e para impedir que o país fique acéfalo, o próximo na linha sucessória é o Presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) que é réu em inúmeras ações e por isso, graças ao bom Deus, não vai assumir.

 

Importante lembrar que os três, na ordem sucessória da cambaleante Dilma são citados na Operação ‘Lava Jato’.

 

Continuando a saga pela macabra cadeira temos o Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski que terá, caso cheguemos a esse ‘fundo de poço’, organizar nova eleição presidencial.

 

O Presidente do STF só fará isso, caso, essa degradante e horrenda situação ocorra ainda nos primeiros dois anos de mandato de Dilma, pois caso contrário, ou seja, após esse tempo, a Constituição Federal prevê eleições indiretas.

 

Nesse caso, são os integrantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados que irão escolher, de forma indireta, o novo chefe do executivo federal. O problema é que tanto o Senado, composto por representantes dos estados e a Câmara aonde em tese se encontram os representantes do povo, estão lotadas de corruptos e negociadores.

 

A imagem daqueles que escolheram a vida pública representativa nunca chegou a um patamar tão baixo. Diante dessa ordem sucessória macabra o fim do túnel está sem qualquer expectativa de luz.

 

O ponto que chegamos é de total descrédito. Além de estarmos em uma crise político-administrativa sem precedentes, não temos, na ordem sucessória, uma pessoa sequer, que possua moral para comandar nosso país e fazer com que entremos, novamente, no eixo do progresso.

 

Nesse momento estamos assistindo um país em decomposição e isso pode gerar seqüelas irreparáveis. Pautado nas leis vigentes, precisamos passar o país a limpo, mesmo que haja manchas a serem retratadas nos próximos livros de história.   

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Comentário de Nena Noschese em 12 abril 2016 às 0:05

Espero ardentemente que posamos pular este infeliz momento na História do Brasil.

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