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Comemora-se hoje em todo o mundo os 200 anos de nascimento de um dos maiores compositores da história: Frédéric Chopin. Nascido em Szopen, Polônia, a 1° de março de 1810*, Chopin viveu grande parte da sua vida em Paris, depois da ocupação de Varsóvia pelos russos em 1831. Mundialmente conhecido como um dos maiores compositores da era romântica e um dos pianistas mais importantes da história, o menino prodígio tornou-se uma atração nos salões da aristocracia de Varsóvia, aparecendo pela primeira vez em público como pianista aos oito anos de idade. Na mesma época, viu publicada sua primeira obra, uma polonaise. Em Paris, integrou-se à elite local, passando a ser requisitado como concertista e como professor. Nessa época conheceu músicos consagrados, como Rossini, Mendelssohn, Berlioz, Lizst e Schumann. Entre 1837 a 1847 Chopin uniu-se à controvertida escritora George Sand. De saúde frágil, vivendo sempre doente, Chopin faleceu aos 39 anos, em 1849. Sepultado em Paris, seu coração foi levado para a Polônia, conforme pedido do compositor, e colocado dentro de um dos pilares da igreja de Santa Cruz.


Como definir o que faz da música de Frederic Chopin (1810-1849), celebrada este ano por conta de seu bicentenário de nascimento, um universo tão especial? O grande pianista Arthur Rubinstein disse certa vez que, ao interpretar suas obras, tinha a sensação de que ela tocava diretamente o coração das pessoas. E é fascinante perceber que isso vale tanto para leigos quanto para melômanos. E, por que não, para os próprios pianistas, para quem suas peças são um desafio constante. A brasileira Guiomar Novaes costumava dizer, divertida, que Chopin exige tudo do intérprete, "que precisa tocá-lo com cabeça, coração, com o pé, com a mão, com tudo".

Mistério, expressividade, emoção e até um pouco de exotismo - tudo isso ajuda a explicar a genialidade de Chopin, ainda que não dê conta por completo da tarefa." (Nelson Freire em entrevista ao Estadão - 27-02-10)


* Há controvérsia sobre a data exata de nascimento do compositor Frederic Chopin, que teria ocorrido no dia 22 de fevereiro ou no dia 1.º de março.


Frederic Chopin - Etude Op 25 No 1 in A-flat major (Maurizio Pollini)


Arthur Rubinstein plays Chopin´s Fantasie Impromptu op.66


Horowitz plays Chopin Waltz op.34-2</>


Gregor Piatigorsky plays Chopin Sonata in G op 65 3


Horowitz plays Chopin Mazurka in b minor Opus. 33 No. 4


Maurizio Pollini plays Chopin Nocturne no. 8 op. 27 no. 2


Martha Argerich plays Chopin "Polonaise N°6 "heroique"


NELSON FREIRE Chopin - Trois Nouvelles Études


Balada N.1 em Sol Menor, Op.23 / The Pianist (2002)

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Comentário de Paulo Roberto Stockler em 1 março 2010 às 16:17
bela postagem!!
Comentário de Marise em 1 março 2010 às 16:18
Helô eu ia colocar a Polonaise que é uma das que mais me atraem em Chopin.Mas já colocastes. Fica os meus parabéns pelo post, lindo como tudo que colocas.
Beijos
Comentário de Laura Macedo em 1 março 2010 às 19:45


George Sand e Frédéric Chopin retratados por Delacroix.

Helô, o filme "O Pianista" marcou-me pela história e pela música. No início da minha participação no Portal cheguei a incluí-lo em pauta, mas depois foram aparecendo outros assuntos. Resultado: não fiz. Quem sabe um dia...

Nota 10 para a nossa sintonia.
Beijos.
Comentário de Oscar Peixoto em 1 março 2010 às 20:47
Helô, minha contribuição a esta bela homenagem.
Chopin e George Sand foram muito amigos da francesa Pauline Viardot (1821-1910), renomada cantora, pianista e compositora, de família espanhola.
Essa amizade frutificou em várias composições de ambas as partes. De Chopin, Viardot tomou como inspiração algumas de suas Mazurcas, transformando-as em belas canções. De Viardot, Chopin adquiriu conhecimentos da dança espanhola que, em suas mãos, tornou-se uma peça de virtuosismo lírico-majestático, o Bolero em Lá Maior, op.19, por alguns chamado “O Bolero de Chopin”, composto em 1833 (em contraposição ao “Bolero de Ravel” de 1928). Pauline Viardot cantou a Missa de Réquiem de Mozart no funeral de Chopin.

O Bolero de Chopin não é de suas peças mais conhecidas, por isso mesmo a estou ofertando.

Comentário de luzete em 1 março 2010 às 21:07
pois eu deixo este pedacinho que combina imagens perfeitas com música linda.
Comentário de Helô em 1 março 2010 às 23:16
Paulo, obrigada pela primeira visita. Que bom você ter gostado.
Lena, ninguém merece aquela decoreba, mesmo porque a gente só saberá "de cor" (e cor vem de coração), o que realmente irá nos tocar.
Marise, viu como adivinhei que aquela polonaise era a sua preferida? haha.
Laurinha, valeu pela pintura inteira de Delecroix.
Oscar, que informações ricas você nos traz. E a menina prodígio é uma graça! (só quem não vai achar é aquela velha amiga sua, hahaha).
Luzete, que maravilha! Será de algum filme de cinema?
Beijos a todos e obrigada pelos comentários.
Helô
Comentário de Oscar Peixoto em 2 março 2010 às 19:01
Helô, não resisti em dar mais uma contribuição. A sequência do filme O Pianista em que o judeu toca para o oficial alemão ( Balada N.1 em Sol Menor, Op.23), não saiu da minha cabeça. Foi difícil encontrá-la completa, mas finalmente consegui.


Beijão
Comentário de Helô em 4 março 2010 às 16:19
Oscar
Gostei tanto que até substituí o vídeo do post. Quanta emoção ao reviver esse trecho do filme. Deu vontade de assisti-lo todo novamente. Muito me impressionaram a excepcional interpretação do Adrien Brody e a sua degradação (física e psicológica) ao longo do filme. Polanski devia estar em em "estado de graça" e caprichou principalmente nesta cena. Agora, revendo-a, pude observar mais os detalhes como iluminação e expressões. Até mesmo uma poeirinha pairando no ar dá um toque especial e comovente à cena. Obrigada pelo vídeo e por me fazer reviver um momento tão comovente.
Beijos.

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