Como se sabe, brasileiros não "interpretam" números, apenas fazem sua "crítica" em relação aos mesmos, levando em consideração única e exclusivamente o interesse político partidário que, em uma palavra, poderemos resumir como "lado".

 

Quando desagrada o pessoal diz com todas as letras que “é mentira”, quando satisfaz é hora de engordar a estatística mexendo nos dígitos depois e até antes da vírgula. Mas, quando não dá para discordar, é a vez da crítica, tipo: "melhorou, mas foi por conta do Real" ou "no tempo do FHC era muito pior".

 

Vejamos o caso de uma para três refeições por dia. Primeiro, o pessoal já não lembra mais do tempo de "uma" e o de "três" perdeu completamente a graça, até porque a TV diz que o povo passa fome do mesmo jeito e as pessoas acreditam, mesmo vendo o JN enquanto jantam.

 

E aqueles discípulos da telinha mais radicais, criticam esse incremento de 200% nos números do “rango”, alegando que o mesmo foi responsável por arrebentar a "balança", deixando muito claro que a culpa é do "Fome Zero", que acabou transformando a epidemia da fome na do colesterol.

 

A mídia, sempre mais discreta, ao invés de criticar, mesmo de maneira tendenciosa, faz uso de uma estratégia muito mais inteligente, para não dizer sacana, mostrando agora a frieza dos números quando atendem aos seus interesses políticos, ao invés de simplesmente escondê-los quando favoreciam a economia e até a imagem do País, que não é o dela.

 

Mas, quando pinta uma crítica, da mesma consta invariavelmente a palavra "pior". Pior isso, pior aquilo, desde os tempos do Cabral. Que cara de pau? Até a sacola do ofertório jamais recolheu tão pouco, mesmo em comparação com a “Primeira Missa do Brasil”, onde os fiéis não usavam dinheiro e estavam muito mais “interessados” no próprio sacerdote?

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