oVisitando a Vila Olímpica de Munique, aquela de 1972, inesquecível pelas sete medalhas de Ouro do Mark Spitz na natação e pela tragédia do sequestro e morte dos atletas israelenses, fiquei pensando (enquanto utilizava): onde, no Brasil, temos tantos e tão amplos sanitários, nas instalações esportivas? Dos estádios de futebol que conheço (e são uns 30), nenhum. Ginásios esportivos? Conheço poucos, mas creio que não estão bem equipados nessa área.

Dá tempo para construirmos banheiros para a Copa? Nem falo das arquibancadas, extensões de metrô, alargamento de ruas, pátios de estacionamento, centros médicos de emergência (no nível de Fórmula 1, por favor), acessos para pedestres e para cadeirantes (e banheiros adaptados). Nem falo de alojamentos para atletas e para Imprensa de todo o mundo, com segurança e agilidade no deslocamento. 

Falo apenas de banheiros, aquele espaço que todos temos que usar, mais cedo ou mais tarde. Esta foto mostra apenas um ângulo de apenas um dos vários (creio que oito) sanitários masculinos num estádio para 70 mil pessoas. Cada um pode ser usado, calculo, por umas cem pessoas ao mesmo tempo. Ou seja, se eu fosse engenheiro traduziria isso como "vazão", 100 pessoas por, digamos, 5 minutos cada, seriam 1.200 pessoas por hora/ por banheiro. 

Infraestrutura é isso, né? Quem sabe os parentes do Carlos Nuzman já montaram uma empresa especializada em mijadouros? E quantos outros estão, já hoje, fazendo fortuna com os dois grandes eventos, de forma desonesta? Porque ganhar dinheiro com a Copa e com a Olimpíada é natural, é uma das razões porque lutamos por elas no Brasil. O que não se pode permitir, sob pena de morte, é que além de lucrar com o trabalho, queira-se lucrar "por fora", como aconteceu nos Jogos Panamericanos. 

Alto lá, manos! Vamos com seriedade que vai sobrar prá todo mundo. Sem apelas, sem 10%: é no trampo que o dinheiro vem e bastante. Quem for otário vai dançar, porque essa Presidenta aí tá de olho... 

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Comentário de Antonio Barbosa Filho em 4 junho 2011 às 8:09

Hoje fui lembrado pela Rainha Silvia, da Suécia, de que foi nesta Olimpíada que ela conheceu o Rei Carlos XVI Gustavo, com quem viria a casar-se quatro anos depois. Diz ela, criada no Brasil e falando um Português perfeito (entre outros dez ou onze idiomas que domina) que foi amor à primeira vista. A plebéia e o Rei, quase um conto-de-fadas. Só que muito real e tão próximo...

 

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