Portal Luis Nassif


por Helô

Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Dias, cujo apelido ficou sendo Oscarito, nasceu a 16 de agosto de 1906, em Málaga, na Espanha. Filho de Oscar Vicente Teresa e Clotilde Teresa, uma família de circenses com tradição de muitos anos de picadeiro, Oscarito veio para o Brasil com 2 anos de idade, segundo seu depoimento para a série História do Cinema Brasileiro.

A família desembarcou no Brasil no dia 2 de dezembro de 1908, contratada pelo Circo Spinelli. Nesta companhia, o espetáculo era feito em duas partes, sendo que a primeira parte era de artistas de variedades. "Foi para essa primeira parte que vieram os meus pais, que eram artistas circenses, de variedades". Sua família foi se adaptando às peças, aprendendo o idioma e acabaram ficando por aqui.

Aos 5 anos de idade, Oscarito faz sua estreia vestido de índio, numa adaptação da peça O Guarani, de José de Alencar, levada em mímica ao circo. A companhia percorreu vários estados brasileiros e Oscarito foi crescendo e aprendendo um pouco de cada atividade da arte circense. Foi acrobata, trapezista, fez papel de pequeno galã e papel cômico.


Por volta de 1926, seu tio Afonso Stuart, comediante de circo, foi contratado para o Teatro Recreio para a Cia de Antônio Neves. Mais tarde, também ingressou no Recreio sua irmã Lili Brennier. Oscarito começou a substituir seu tio nos papeis cômicos e, mais tarde, acabou encabeçando a companhia.

"Eu comecei a encabeçar a companhia, ao certo não me lembro, porque foram tantas peças que eu fiz... Mas uma das peças que me deu grande chance realmente, para que depois eu procedesse para os meus contatos aqui na cidade [Rio de Janeiro], foi aquela peça Honrarás tua mãe. Essa peça foi levada no circo e foi me dado então um papel de agiota. Não sei de que forma eu fiz aquilo, tirei muita graça do papel e fui abraçado após chegar à caixa do teatro."

Com os pais já ficando velhos, Oscarito passa a sustentá-los com a ajuda da irmã. Foi então que recebeu uma proposta para trabalhar no Democrata Circo Teatro. "E ali fui muito feliz, fui muito feliz, fui pegando grande prática, pois os ensaiadores gostavam muito de mim. Fiz dramas, fiz comédias, fiz revistas, farsas, fiz tudo o que se podia fazer na arte de representar, eu fiz ali. Então se comentava muito na cidade que havia um rapazinho muito moço, com muita habilidade neste Circo-Teatro, na Praça da Bandeira. E alguns foram me assistir, inclusive o Marques Porto, Luiz Peixoto."

Durante os anos 30 e 40, atuou em muitas revistas e inúmeros filmes, tornando-se o comediante mais popular da época e sucesso de bilheteria. Gravou três discos e atuou na TV Tupi.

Casado com a atriz Margot Louro, que vinha de uma família também circense (Circo Democrata na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro), tiveram dois filhos: Mirian Teresa (atriz) e José Carlos (baterista).
Ao lado da esposa, filhos e netos, o comediante levava uma vida certinha e sem vícios.

Em julho de 1970, já aposentado, um derrame cerebral o deixa em coma por alguns dias. Oscarito faleceu aos 64 anos, em 4 de agosto de 1970.

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REVISTAS

1932


"Comício de 100 mil pessoas em São Paulo pede convocação de uma Constituinte. Lei autoriza veiculação de anúncios pelo rádio. Tenentes empastelam o Diário Carioca. Assim começou 1932. Depois, o governo paulista reprime com violência a greve de 200 mil ferroviários. Plínio Salgado cria o partido fascista Ação Integralista Brasileira. Inaugura-se o primeiro arranha-céu comercial do Rio, o edifício de 20 andares do vespertino A Noite, na Praça Mauá." (SCP)


Calma Gegê, de Djalma Nunes, Alfredo Breda e Amador Cisneiros
Teatro Recreio, de 27 de fevereiro a 16 de março, sendo reprisada de 27 a 30 de março.
Foi a estreia no Teatro de Revista daquele que se tornaria o "maior comediante bufo do teatro e do cinema brasileiro por mais de três décadas sucessivas", Oscarito.
A marcha Gegê (apelido dado pelo povo ao presidente Getúlio Vargas), de Getúlio Marinho e Eduardo Souto, sucesso do carnaval de 1932, inspirou o título da revista. Na peça, a música foi cantada por Otília Amorim, interpretando em grande estilo o primeiro papel feminino.

Gegê | Jaime Vogeler (Gravação Odeon - 1931)

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Que é Que Há? - de Alfredo Breda
Teatro Recreio de 1° a 14 de abril.
Não obteve muito sucesso, mas a crítica achou Oscarito "muito engraçado no papel de Chuca-Chuca", marcando o início de sua grande ascensão. A revista foi reprisada em agosto.

Prato do Dia - de Floriano Faissal e Alfredo Breda
Teatro Recreio, de 15 a 26 de abril
Mais uma revista sem grande sucesso. Os três artistas mais elogiados foram Oscarito, Amélia d'Oliveira e Manoelino Teixeira.

Frente Única - de Luiz Peixoto, Ari Pavão e Sá Pereira
Teatro Recreio, 29 de abril a 17 de maio
Satirizando os costumes da época e hábitos políticos, o título da revista tinha duplo sentido. "Significava, por exemplo, as coligações político-partidárias feitas a fim de apoiar ou combater determinadas correntes; também se aplicava a um tipo de vestido inteiriço, de decote amplo, sem alças, deixando nus os ombros"... (SCP)
Mesquitinha encabeçava o elenco, visto que Oscarito ainda não alcançara o status de astro.
Ary Barroso, em fase muito produtiva, foi o responsável pela partitura de Frente Única.


Charges da época publicadas no Jornal do Brasil

Elas por Elas - de Joracy Camargo
Teatro Recreio, de 23 a 28 de junho
Oscarito recebeu novos elogios. "O empresário Antônio Neves devia sentir-se rejubilado: somente as revistas do Recreio flutuavam no maremoto de 1932 - até a chegada da trupe de Jardel" [Jércolis]. (SCP)

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..."recebo uma proposta para uma companhia maior ainda, que seria o Carlos Gomes, o empresário era Jardel Jércolis, pai desse ator que temos agora Jardel Filho. (...) Era Pinto Filho o primeiro ator, eu, o segundo; Barbosa Júnior também estava"... (Oscarito)

Conforme Salvyano Cavalcante de Paiva, em seu livro Viva o Rebolado, a revista é Salada de Frutas, de Alfredo Breda e Miguel Santos, que estreara no Teatro Carlos Gomes no dia 4 de novembro. "Oscarito iniciava ao lado de Aracy Cortes uma das duplas mais famosas e duradouras do teatro de revista brasileiro de todos os tempos.

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1933

"Eleito o primeiro Rei Momo carioca: este é o começo festivo de 1933. O jornalista Edmundo Bittencourt, proprietário do Correio da Manhã, pede a Vargas para não oficializar o jogo. Instala-se a Assembléia Nacional Constituinte. O Congresso discute a anistia." (SCP)


Traz a Nota!, de Jardel Jércolis e Luís Iglesias
Teatro Carlos Gomes, de 5 a 26 de janeiro
A revista constituía uma brilhante batalha de confetes pré-carnavalesca, com marchinhas de Lamartine Babo e atuação de Aracy Cortes, Oscarito, Lódia Silva e muitos outros. Um grande acontecimento foi anunciado para a estreia: a presença no público do ator Raul Roulien, conforme reportagem no JB de 04 de janeiro de 1933.


A seguir, duas músicas de Lamartine Babo que se tornaram sucesso. Na revista, foram interpretadas por Aracy Cortes.

Aí, Hein! | Almirante e Lamartine Babo

Boa Bola | Almirante e Lamartine Babo



"de repente, surge um boato dentro da companhia de que o Jardel, o empresário, estava em negócios para Portugal. Aí foi o diabo para mim, porque eu tinha ficado noivo nessa época, tinha ficado noivo, de maneira que era muito ruim, para mim, deixar o Brasil e ir para Portugal. E eu não sabia o que fazer, falei com o Jardel: "Jardel, eu não posso ir não, não dá jeito, não dá. Não dá porque eu estou noivo, preciso casar, como é que vai ser? Não pode ser não". O Jardel falou: "Você precisa ir, Oscarito, você é um ator que hoje em dia precisa ser internacional. Temos que viajar". Falei com a noiva, com a noivinha, que era a Margot Louro, ela disse "Você vai, você fica lá..." - em dois meses, parece, a temporada - "... e depois volta depressa e está acabado". Pronto, eu aceitei. E fui para Portugal." (Oscarito)

Pra Mim, Chega!, de Jardel Jércolis e Luís Iglésias
Teatro Carlos Gomes, 10 de fevereiro.
Com esse tributo ao carnaval, a companhia se despediu do Carlos Gomes e do Brasil, rumo a Lisboa.

"A minha surpresa foi quando vi na porta do Teatro Coliseu [Lisboa], nos letreiros, estava na fachada, os cabeças da companhia, que eram Araci Cortes e Oscarito. Eu não esperava que isso acontecesse, fui para Portugal sem saber o lugar que ia ter na companhia, fui trabalhar. E por sorte, realmente, aconteceu uma coisa muito interessante, aquele teatro já tinha sido do meu avô, Henrique Dias." (Oscarito)

Fonte: Roberto Ruiz, "Araci Cortes - Linda Flor"


"Eu fazia dupla com Araci Cortes, nesta época. Então, o Jardel, quando terminou a temporada, pensou em pegar Araci Cortes e eu para correr os outros países, em boites. Eu estava realmente muito entrosado com Araci Cortes, naqueles sambas, naqueles maxixes. Eu dançava com ela, estávamos muito bem combinados os dois. Mas eu não queria ir porque, como já disse, estava noivo e queria vir embora." (Oscarito)


Em Portugal, Oscarito trabalhou nas revistas Morangos com Creme, Café Paulista e Alô... Alô... Rio?, entre outras.

1934

"Decretada a anistia aos políticos derrotados, o Congresso elege Getúlio Vargas presidente da República. Na rua há choques constantes entre os comunistas e os integralistas (fascistas). O Governo cria a "Hora do Brasil", programa para divulgar as realizações oficiais pelo radio. (...) Agrava-se a situação da revista de teatro, provocada pelo aguçamento da crise econômica. Mais uma vez, a despeito das boas idéias postas no palco, o público recusa-se a apoiar os esforços da classe teatral. Os poderes públicos colaboram vivamente com essa deterioração demolindo teatros, como o Lírico, a pretexto de o prédio constituir um entrave aos planos de urbanização" (SCP). Em fevereiro, morre de parada cardíaca, em São Lourenço, o revistógrafo Marques Porto.
No dia 2 de outubro, casam Oscarito e Margot Louro.

Já no Brasil, Oscarito vai para o Teatro Recreio, onde Margot estava contratada pela companhia de Manuel Pinto.

Há Uma Forte Corrente, de Luís Iglesias e Freire Jr
Teatro Recreio, 11 de janeiro a 18 de fevereiro
Assim noticiou o Jornal do Brasil (13/01/34), a estreia dessa revista: "Foi retumbante o sucesso alcançado pela companhia do Recreio com as primeiras apresentações da revista política e carnavalesca “Há uma forte corrente” firmando-se os nomes de Luis Iglesias e Freire Junior. Aracy Côrtes reaparecendo ao publico carioca, provocou uma vibrante salva de palmas e com Ítala Ferreira, Juvenal Fontes Manoelino, Affonso Stuart e Oscarito que também estreou, tiveram em “Há uma forte corrente” papeis engraçadíssimos. Eva Todor outro elemento estreante obteve sucesso."
Ainda no elenco feminino, Margot Louro, Rosália Pombo e Itália Fausta.
Entre outras músicas, Aracy interpreta nessa revista o samba "Na batucada da vida", de Ary Barroso e Luiz Peixoto.

Flores à Cunha, de Álvaro Pinto e Mário Lago
Teatro Recreio, de 22 de fevereiro a 13 de março
Revista política com grande aceitação popular, teve o mesmo elenco de Há Uma Forte Corrente. A partitura era do maestro Antônio Lago, pai do escritor e compositor Mário Lago. Aracy, mais uma vez, fez sucesso interpretando fados, canções sertanejas, foxes e sambas.

Manoel Pinto expande suas atividades e monta outra companhia que ocupa o João Caetano e Jardel Jércolis retorna com força total ao Carlo Gomes.

Alô... Alô... Rio?
, de Jardel Jércolis e Luís Iglésias
Teatro Carlos Gomes, de 6 de abril a 16 de maio
Com belos cenários e guarda-roupa requintado, a revista foi musicada por Ary Barroso, João de Barros, Paranhos, André Filho e outros compositores. Oscarito se destacou no quadro político "No Palácio do Catete".

Ondas Curtas, de Jardel Jércolis e Luís Iglésias
Teatro Carlos Gomes, de 15 de junho a 12 de julho
A revista foi muito elogiada pelos críticos Mário Nunes, João Luso e João de Deus. "Na platéia, em perfeitíssimas caracterizações, aparecem as figuras dos senhores Bernardes, Prestes e Washington, apresentadas respectivamente pelo admirável cômico Oscarito Brennier e pelos atores Humberto Catalano (estreante) e Manoel Vieira". (JB, 22/06/34)

Fala P.R.
, de Heitor Muniz
Teatro Carlos Gomes, 13 de julho
Um dos êxitos dessa peça, que encerraria a temporada de Jardel Jércolis, foi a Orquestra Jercolis Syncopated Hot-Band (foto JB). Mais uma vez, o nome do cômico Oscarito é destacado no elenco.




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"O Jardel pretendia fazer uma viagem para o Uruguai e Argentina, mas eu estava noivo e foi o diabo de novo" (Oscarito)

No dia 2 de outubro de 1934, na Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, acontece o casamento de Oscarito e Margot Louro, tendo como padrinhos Jardel Jércolis e sua esposa Lódia Silva.



"Passamos uma noite aqui, no Rio, daqui então fomos para São Paulo, de São Paulo fomos para Santos, de Santos pegamos um navio e fomos para o Uruguai. No Uruguai, foi uma temporada muito bonita. (...) Lá fora, foi um sucesso bárbaro, no Brasil passamos quase despercebidos [Antes de chagarem ao Uruguai, a companhia se apresentou em Porto Alegre, no Teatro São Pedro, e em Pelotas, sem grande sucesso e pouco público]. Na Argentina, a mesma coisa, e na Argentina fomos até fora de época, era verão... e o teatro superlotava todos os dias" (Oscarito)


1935

Em fevereiro, a companhia de retorna ao Brasil. Margot Louro volta grávida e Oscarito vai trabalhar no João Caetano com Jardel. Na mesma época, o cômico recebe proposta para fazer o primeiro filme.

O Brasil compromete-se a pagar a dívida externa com a Inglaterra e os Estados Unidos. O Congresso aprova a Lei de Segurança Nacional. Trabalhadores têxteis fazem greve. O rádio, no horário noturno, passa a ser concorrente sério do teatro. Morreram Chiquinha Gonzaga e Antônia Denegri. (SCP)

Goal!, de Jardel Jércolis e Luís Iglésias
Teatro João Caetano, 31 de maio
Revista de êxito fulminante, ficou 34 dias em cartaz. Os jornais destacaram o encantamento de Lódia Silva, o grande ator Mesquitinha e o admirável cômico Oscarito.

Carioca, de Geysa Bôscoli
Teatro João Caetano, 5 de julho a 1° de agosto
"Um enredo atravessava todos os quadros e a ação se estendia da praia de Copacabana à cidade serrana de Petrópolis - isto é, assunto muito ligado à vivência da burguesia abastada." (SCP)
Lançado na peça anterior, surge Sebastião Prata, rebatizado de The Great Othelo (nacionalizado Grande Otelo), um negrinho endiabrado e desembaraçado.

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A dupla formada por Oscarito e Grande Otelo ficaria famosa nas comédias dirigidas por Carlos Manga e Watson Macedo. Um tributo aos dois, que fizeram grande sucesso!


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Rio-Follies, de Jardel Jércolis e Geysa Bôscoli
Teatro João Caetano, de 2 a 29 de agosto
"A imprensa aplaude e os espectadores riem com as Charges "Operação melindrosa", "Reunião de gente chique" e "Reajustamento familiar, deleitando-se com as vampiras de 1935.
Entre os maestros e músicos da revista, está Noel Rosa. São novamente destacados Lódia Silva, Mesquitinha e Oscarito.

De Ponta a Ponta, de Jorge Murad
Teatro João Caetano, de 30 de agosto a 8 de setembro.
"Oscarito divertiu o público com suas pilhérias", comentou o crítico Augusto Maurício para o Jornal do Brasil.

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Jardel Jércolis parte com seu pessoal para nova excursão à Europa.

1936

"Milhares de pessoas, de operários a escritores, são presas em todo o país, acusadas de comunistas. Professores são demitidos como subversivos. O Governo cria o Tribunal de Segurança Nacional, para julgamento sumário dos suspeitos de subversão. Apogeu da radiofonia, mania nacional. Filmes nacionais carnavalescos concorrem com o teatro de revista." (SCP)

Co-co-ro-có, de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 21 de março a 29 de abril
A revista trouxe de volta Aracy Cortes e Oscarito, "agora reconhecido como um dos mais originais dos nossos atores bufos e ocupando o posto que lhe competia, de primeiro astro." No elenco, Margot Louro, Eva Todor, Pedro Dias, Henrique Chaves, Armando Nascimento, José Figueiredo, Anita Berner, Nair Farias, Wille Thompson & Eva (dançarinos), Lou e Janot (bailarinos e coreógrafos) e 10 girls. O título da peça teve inspiração na "Marchinha do grande galo", de Lamartine Babo e Paulo Barbosa. "Havia um esquete extremamente engraçado no qual Oscarito batia asas e imitava o rei do poleiro." (SCP).

Marchinha do Grande Galo | Almirante


Aleluia
, de Joracy Camargo
Teatro Recreio, 30 de abril
Sucesso para a Companhia Aracy Cortes-Iglésias-Freire Jr. "O autor, culto e dominando bem a carpintaria teatral, fez um texto no qual a galhofa permitia desempenhos efusivos, o que ocorreu, por exemplo, com o casal Oscarito-Margot Louro, elogiado pelo crítico Lafayette Silva." (SCP)

Paz e Amor, de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 5 de junho a 25 de junho
Mário Nunes, em crônica para o Jornal do Brasil, comenta sobre Oscarito e Aracy Cortes: "Valem os dois metade do espetáculo".

Figa de Guiné, de Custódio Mesquita e Mário Lago
Teatro Recreio, 20 de junho
"Nos rasgados elogios ao espetáculo, a crítica dos jornais mostrou-se generosa, dedicando espaço especial para designar Oscarito como "o cômico número 1" e louvando a interpretação dada por Aracy ao samba "Colosso", de Custódio Mesquita." (SCP)

É Batatal!
, de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 31 de dezembro a 21 de janeiro de 1937
Para o Jornal do Brasil de 1° de janeiro de 1937, escreveu Mario Nunes:



1937

"Um decreto de 1937 exige que os sambas-enredo das escolas de samba têm de ter caráter patriótico... Tuberculose mata o compositor popular Noel Rosa. Mais de 30 mil integralistas fardados como os nazistas de Hitler desfilam no Rio. A 10 de novembro, Vargas dissolve o Congresso e proclama ditadura parafascista do Estado Novo, "outorgando" nova Carta ao Brasil." (SCP)

O Palhaço o que é?, de Carlos Bitencourt e Cardoso de Menezes
Teatro Recreio, 22 de janeiro a 18 de fevereiro
Depois de comentar sobre a graça de Isa Rodrigues, Mario Nunes segue em sua crônica para o JB de 23-01-37: "Oscarito Brennier é o outro elemento de sucesso do espetáculo. Cada entrada sua é uma gargalhada. É ator cômico de mérito real, sabendo tirar efeito de tudo provocando a hilariedade até de seus colegas em cena."

Mamãe Eu Quero, de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 19 de fevereiro a 17 de março
Com o mesmo elenco da revista anterior (O Palhaço o que é?), a revista teve partitura de Custódio Mesquita e Mário Lago. O título foi inspirado na marchinha carnavalesca homônima, de Jararaca e Vicente Paiva, gravada em diversos países do mundo e até hoje uma das mais populares de todos os carnavais. A peça foi reapresentada de 20 a 25 de novembro do mesmo ano.


(especialmente para o amigo Gilberto, Mamãe eu Quero com Carmen Miranda)

A Mascote do Morro
Teatro Recreio, julho
Feita especialmente para a dupla Oscarito-Isa Rodrigues, mas sem grande sucesso.

Rumo ao Catete, de Luís Iglésias e Freire Jr., Mário Lago e Custódio Mesquita
Teatro Recreio, 9 de julho a 22 de outubro
A revista política foi assistida por centenas de espectadores. Com recorde de permanência em cartaz, mais de 3 meses com 250 representações, Rumo ao Catete estreou no dia 9 de julho, data comemorativa do início da guerra civil de São Paulo. No elenco, Aracy Cortes, Oscarito, Eva Todor, Margot Louro, Waldomiro Lobo, Ítal Ferreira, Isa Rodrigues, Pedro Dias, Armando Nascimento, João Martins, Alzira Rodrigues, Manoel Vieira, Henrique Chaves, Bento Rodrigues, Elvira Faissal, Floripes Vieira, Radamés Celestino, Lili Brennier, os bailarinos Gus Brown, Lou e Janot e um alinhado corpo de girls.


Oscarito é o motorneiro e, entre os passageiros, estão Eva Todor, Margot Louro, Ítala Ferreira e Aracy Cortes. (Foto MinC/Fundacen).

Qual dos Três?, de de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 23 de outubro
Abordando as três candidaturas presidenciais, escreveu Mario Nunes para o Jornal do Brasil (26-10-37): "As revistas do Recreio têm apoiado o seu sucesso nos chamados quadros políticos. A de hontem explora o mesmo filão. É sempre a história dos candidatos a uma cadeira que não está vaga e que ninguém sabe se vagará... Ao que parece isso diverte muito o público... e ao país! Qual do três? apresenta esse mesmo motivo sob vários aspectos, desde a crítica aos escritórios eleitorais, às mágicas do Chang brasileiro. Como, porém, a crítica se repete e já não há originalidade possível, a questão da sucessão não diverte o público como dantes e... nem ao país! Todavia há quem ria, mas o sucesso da revista será relativo, sua carreira talvez nem se aproxime da que a antecedeu, muito embora, haja, nos seus dois atos coisas belas e apreciáveis e um esforço singelo de vários elementos para animá-la. (...) Oscarito Brennier é a great attraction do elenco. É um cômico de mérito real, com feitio muito seu, assenhorando-se do público e valorizando os papéis que interpreta. Grande parte da revista lhe cabe."

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"A 10 de novembro, Vargas, brandindo um porrete ideológico dos tantos que a sapiência popular brasileira tem engolido ao longo de quase 500 anos, e com apoio dos chefes das Forças Armadas, todos adeptos do nazismo hitlerista, desfechou o golpe totalitário prendendo, matando e rebentando cidadãos. Instituída a ditadura, no próprio dia 10, Getúlio criou o Departamento de Imprensa e Propaganda, nos moldes dos similares italiano e alemão. Ao DIP cabia a censura de artes e diversões. Uma das primeiras proibições: explorar a figura do ditador, mesmo em charges que lhe fosse favoráveis. Qual dos Três?, que fazia carreira, perdeu o sentido e saiu de cena." (SCP)

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Bandeira Única, de de Luís Iglésias e Freire Jr.
Teatro Recreio, 23 de dezembro a 6 de janeiro
"a revista de passagem de ano... constava de derramada bajulação ao nacionalismo fascistóide pregado pelo novo regime." (SCP)


1938


"Em maio de 1938, os integralistas, sentindo-se logrados pela ditadura que lhes prometera posto de honra no governo, e aliados a alguns liberais, tentam o assalto ao Palácio Guanabara, residência do ditador, a fim de assassiná-lo. São traídos por companheiros covarde e derrotados por Vargas. A Polícia mata, de emboscada, nos sertões sergipanos, o cangaceiro Lampião e seu bando... O Congresso estudantil cria a União Nacional dos Estudantes... O povo brasileiro esquece, depressa, as mágoas. Dêem-lhe praia de graça, carnaval e futebol, sentir-se-á muito feliz, mesmo não tendo o que comer."

Yes, Nós Temos Bananas, de João de Barro e Alberto Ribeiro (libretistas e músicos)
Teatro Recreio, de 6 de janeiro a 3 de fevereiro
A revista pré-carnavalesca foi de grande sucesso! Com Oscarito, Aracy Cortes, Eva Todor, Margot Louro e muitos outros, a marchinha que dava título à peça estourou no carnaval de todo o país. Outra marcha célebre que marcou a revista foi Touradas em Madrid. "Finalmente, Aracy Cortes lançou, no palco, a clássica marcha-rancho de João de Barro e Noel Rosa "Pastorinhas", gravada por Sílvio Caldas (Odeon 11.567-A) e primeiro prêmio da Prefeitura do Rio - hoje uma jóia do cancioneiro nacional" (SCP).

Cordão do Catete, libreto e música de Ary Barroso
Teatro Recreio, 4 a 25 de fevereiro
Revista carnavalesca repleta de crítica política à moda do novo Estado, louvando o excelso ditador. O elenco era o mesmo de Yes, Nós Temos Bananas. Aracy cantava em dueto com Oscarito o samba-jongo "Quando eu penso na Bahia", de Ary Barroso e Luiz Peixoto.

O Fim do Mundo, de Custódio Mesquita e Mário Lago
Teatro Recreio, 3 a 19 de março
Com Oscarito sem Aracy

Sempre Sorrindo, de Luiz Peixoto e Gilberto de Andrade
Teatro Recreio, 27 de maio
No elenco, além de Oscarito e trupe costumeira, Rosa Sandrini, Déo Maia e Apolo Correia.
Logo depois, o Recreio foi ocupado por uma temporada pela Companhia de Operetas e Revistas do Teatro de Variedades de Lisboa. Nas revistas seguintes da Companhia de Jardel Jércolis não foram encontrados registros do nome de Oscarito, que reaparece na última revista do ano.
Boneca de Piche, de Luís Iglésias e Freire Jr. Teatro Recreio, 30 de dezembro a 1° de março de 1939
Essa revista carnavalesca de grande sucesso, reativa a dupla Oscarito-Aracy Cortes. Com Eva Todor, Pedro Dias, Manoel Vieira e Margot Louro, foram acrescentados ao elenco Sara Nobre, Itaí Pirajá, Léo Albano e a menina Celme Silva Rocha, que faria longa carreira teatral. Aracy canta em dueto com Pedro Dias o samba Boneca de Pixe, mas o grande sucesso da revista é sua criação Pela Primeira Vez, repetida várias vezes em cada espetáculo.

1939

"O General Góis Monteiro toma parte em manobras militares do Exército alemão. Os Estados Unidos emprestam mais 50 milhões de dólares ao Brasil. Inaugura-se a rodovia Rio-Bahia. A cantora Carmen Miranda e o Bando da Lua vão à Feira Mundial de Nova Iorque representando o Brasil." (SCP)

Camisa Amarela, dos Irmãos Alencastre
Teatro Recreio, 3 a 16 de março
Recheada de charges políticas e sociais, Oscarito se destaca em "Flauta de Bambu", vivendo um deus Pã muito engraçado. Importante registrar a participação na revista de Moreira da Silva. Cantando samba de breque, o cantor e compositor começava a se destacar com a popularidade adquirida através do rádio e dos discos.

"Os tempos andavam bicudos ou faltava talento para repor a revista nos trilhos; 1939 foi um ano de burletas, operetas, bem sucedidas comédias modernas, traduções de clássicos... Os shows de cassinos ganhavam
terreno na alta e, já agora, na média burguesia, disposta e capaz de perder tudo no bacará ou na roleta mas, pelo menos, ceava muito bem e assitia a atrações internacionais no grill-room: Josephine Baker no Cassino da Urca, Jean Sablon no Cassino Atlântico, conjuntos de malabaristas americanos onde houvesse espaço"... "Surgiram espetáculos de curta permanência e montagens pobres".(SCP)

Caiu do Galho!, de Luís Iglésias e Freire JR.
Teatro Recreio, 15 de abril a 14 de maio
Focalizando as principais figuras da crise européia, a revista apresentava muitos números de música e bailados realizados por Eva Tudor e Delff. Estrela absoluta, Oscarito fazia parte do elenco que contava novamente com Aracy Cortes. Para o Jornal do Brasil, escreveu Mario Nunes: "O título da peça é bastante feliz. Em torno dele é que se desenrolam as cenas mais humorísticas, principalmente as de sabor político, que são sempre o sucesso maior das revistas brasileiras."

Entra na Faixa, escrita e musicada por Luís Iglésias e Ary Barroso
Teatro Recreio, 16 de junho
"No prólogo, havia uma crítica espirituosa à Semana de Trânsito, ocorrida há poucas semanas na cidade, ensinando o carioca a utilizar corretamente a sinalização e as normas do tráfego urbano de pedestres e veículos automotores. O tom do espetáculo era todo assim, tratando humoristicamente o vaivém cotidiano." (SCP) Mais uma vez, destacaram-se no elenco Aracy e Oscarito. Com todo elenco, Aracy também cantava o samba cívico de Ary Barroso "Aquarela do Brasil", gravado originalmente por Francisco Alves e uma das mais belas músicas já compostas pelo nosso querido Ary.

Atualização

1940

"A Polícia prende o que resta solto do Partido Comunista do Brasil. É instituído o salário mínimo. O Governo cria o imposto sindical, copiado das instituições fascistas da Itália. Os Estados Unidos emprestam 20 milhões de dólares para a construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda... O Governo encampa a Rádio Nacional, jornais e revistas"...

"As mutações podem ser lentas e dolorosas, ou indolores e vertiginosas. O processo se arrastava desde os primeiros anos 30 e precipitou-se em 1940, último ano de glória da revista de crítica de costumes, fechando um ciclo: primeiro momento do terceiro grande período, o da revista feérica absoluta que, mal ou bem, duraria, penosamente, duas décadas. Não se pense na audiência absoluta da crítica, da pilhéria, do comentário gestual ou verbal das novidades. Havia tudo isto, sim - mas sem a força criadora do decênio que findava, e não se falava da mordaça política. Sobrepujado qualquer aspecto literário que exigisse cérebro ativo para o saborear da anedota pelo aspecto de encantamento visual, puro e simples, despertando no pequeno-burguês acomodado e massificado, os "ohs!" e os "ahs!" de deslumbramento com a iluminação incandescente dos cenários bizarros, multicoloridos, gigantescos, móveis, com escadarias suntuosas por onde desciam mulheres lindíssimas e algumas, de plástica bem cuidada, a provocar, seios e coxas à mostra, sem disfarces, admiração, cobiça, inveja resumidas em ovações memoráveis. Os poucos outros elementos básicos da revista desapareciam sem deixar rastro: a inventividade dos autores para o texto de equívocos, quiproquós e trocadilhos... melodias belas e inspiradas de letras indeléveis... a graça das atrizes em suas falas divertidas e ademanes de falso recato... a bem armada e deflagrada hilaridade dos atores cômicos... a empostação de voz e a articulação correta de tenores, barítonos, baixos e sopranos naturais que, em esforços de improviso, preocupavam-se em agradar aos ouvidos dos espectadores, mesmo ao cantar simplesmente um chorinho pinicado ou uma canção dolente. O visual ganhava pontos: havia maior uniformidade no corpo de baile, no recrutamento humano, nas marcações de passos e posturas, na evolução corporal de solistas e coro, do balé de ponta ao swing, aos remelexos da música centro-americana e aos passos do sambolerizado segundo os modelos copiados dos filmes de Hollywood. Perdia-se a inocência e reproduzia-se fielmente o figurino das importações espúrias. Mas sempre sobrava espaço e tempo para uma anedota que só poderia refletir o espírito brasileiro... uma letra falando de coisas possíveis apenas nesta paisagem e por esta gente... um rebolado exclusivo destas paragens. O novo teatro de revista iria crescer em maravilhas maquinais: apoteoses de fogos de artifício, fontes a jorrar cascatas de mulheres prateadas em lagos dourados e mágicos... olha que céu... que mar... que florestas verdes... a natureza aqui perpetuamente em festa, riquezas, sol, sal e litoral privilegiado... todo o bestialógico chauvinista de país tropical abençoado por Deus, bom de bola (mas não da bola...), com carnaval em fevereiro, alô, alô, Pão de Açúcar e Corcovado e aquele abraço. Esta seria a matriz ideológica da nova revista." (SCP)

Música, Maestro!, de Vítor Costa e Floriano Faissal (dois radialistas famosos)
Teatro Recreio, 1° de março a 25 de abril
Uma das inspirações do título da peça foi o samba de Arlindo Marques JR. e Roberto Roberti, grande sucesso carnavalesco na voz de Dircinha Batista. No elenco, Aracy Cortes, Oscarito, Isabelita Ruiz, Pedro Celestino, Margot Louro, Ema D'Ávila e outros. "Oscarito vivia vários tipos impagáveis: o Boato, o Ciclista, o Viúvo, o Xipófago, o Professor de Português e o Futebol; em cada esquete literalmente dominava o auditório." Sucesso de público e de crítica, a revista foi representada mais de cem vezes.


Melhorou Muito!, de Saint-Clair Senna e Olavo de Barros
Teatro Recreio, 31 de maio a 26 de junho
..."além de inúmeros quadros bonitos e vários números de fantasia destaca-se o interessante sketch do "Studio do radio", que é a caricatura fiel da vida de uma estação emissora, com todos os seus detalhes engraçados. Araci Cortes, Oscarito, Izabelita Ruiz e Pedro Celestino, à frente de um elenco onde figuram os nossos melhores artistas do gênero." (JB, 12-06-40)

Goela-de-Pato, de Nestor Tangerini

Teatro Recreio, 28 de junho a 27 de julho
Aracy Cortes era então anunciada como "a rainha da revista brasileira" e Oscarito "o cômico n° 1 do Brasil". A plateia ovacionou Aracy ao cantar "Amendoim torradinho", samba-canção e Henrique Beltrão e ao interpretar com Oscarito o dueto "Olho da rua".

..."a companhia se despediu para excursionar a São Paulo. Daí por diante, 1940 caracterizou-se como um dos piores anos para o teatro de revista."

Disso é que Eu Gosto!, de Miguel Orrico, Oscarito Brennier e Vicente Marchelli


Teatro Recreio, 27 de dezembro a 30 de janeiro de 1941



Fontes

- O Teatro de Revista no Brasil - Depoimento Oscarito (Editora especial: Tânia Brandão, UNIRIO)
- Viva o Rebolado - Vida e Morte do Teatro de Revista Brasileiro (Salvyano Cavalcanti de Paiva, Ed. Nova Fronteira, 1991)
- Grande Otelo - Uma biografia (Sergio Cabral, Editora 34, 2007)
- Música popular - Teatro e Cinema (José Ramos Tinhorão, Ed. Vozes, 1972)
- Arquivos do Jornal do Brasil
- Instituto Moreira Sales - http://ims.uol.com.br/
- Cinema clássico: http://www.cinemaclassico.com
- Imagens: O Teatro de Revista no Brasil, Arquivos JB e Dramaturgia Brasileira - In Memoriam: http://inmemorian.multiply.com/

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Observação: Paramos no ano de 1939. Durante a semana, serão feitas novas inclusões de revistas que contaram com a participação de Oscarito nos anos 40 e 50.

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FILMES


Com 47 filmes, Oscarito virou um fenômeno de bilheteria e o comediante mais popular da época. O filme Colégio dos Brotos foi visto por 250 mil espectadores na primeira semana de exibição. Sua parceria com grande Otelo, que se estendeu por longos anos, rendeu 34 chanchadas.

1 - A VOZ DO CARNAVAL
Cinédia - 1933 - Argumento de Joracy Camargo - Direção de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro - Semidocumentário apresentando cenas posadas em estúdio e cenas reais de carnaval. Oscarito e Margot Louro aparecem no baile das atrizes.

2 - NOITES CARIOCAS
Uiara - 1935 - Argumento de L. Gianetti - Roteiro de Enrique Cadicamo, Luís Iglesias e Jardel Jércolis - Direção de Enrique Cadicamo - Com Mesquitinha, Lódia Silva, Carlos Viván, Maria Luisa Palomero, Olavo de Barros, Oscarito, Manuel Vieira, Grande Otelo, Jardel Jércolis

3 - ALÔ, ALÔ, CARNAVAL
Waldow-Cinédia - 1935 - Argumento de João de Barro e Alberto Ribeiro - Direção de Adhemar Gonzaga - Com Barbosa Júnior, Pinto Filho, Jaime Costa, Oscarito, e, em números musicais, Almirante, Francisco Alves, Lamartine Babo, Luís Barbosa, Dircinha Batista, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Jorge Murad, Mário Reis, Joel e Gaúcho, Irmãs Pagãs, Bando da Lua.

4 - BOMBONZINHO
Sonofilms - 1938 - Direção, argumento e roteiro de Joracy Camargo (baseado na homônima peça teatral de Joracy Camargo) - Com Mesquitinha, Dircinha Batista, Oscarito, Palmeirim Silva, Conchita de Moraes, Lu Marival, Nilza Magrassi, Custódio Mesquita, Batista Júnior

5 - BANANA DA TERRA
Sonofilms - 1938 - Argumento de João de Barro e Mário Lago - Direção de Rui Costa - Com Dircinha Batista, Oscarito, Aloísio de Oliveira, Lauro Borges, Jorge Murad, Neide Martins e, em números musicais, Almirante, Linda Batista, Carlos Galhardo, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Orlando Silva, Alvarenga e Bentinho, Bando da Lua

6 - ESTÁ TUDO AÍ
Cinédia - 1939 - Argumento de Marques Porto e Paulo Orlando - Roteiro de Marques Porto e Mesquitinha - Direção de Mesquitinha, que também trabalhou como ator, ao lado de Alma Flora, Abel Pêra, Apolo Correia, Paulo Gracindo, Deo Maia, Oscarito, Nilza Magrassi, Violeta Ferraz

7 - CÉU AZUL
Sonofilms - 1940 - Direção e roteiro de Rui Costa - Com Jaime Costa, Heloisa Helena, Oscarito, Déa Selva, Arnaldo Amaral, Laura Suarez, Grande Otelo e, em números musicais, Francisco Alves, Linda Batista, Sílvio Caldas, Virginia Lane, Alvarenga e Ranchinho, Joel e Gaúcho

8 - O DIA É NOSSO
Cinédia - 1941 - Direção e argumento de Milton Rodrigues - Roteiro de Milton Rodrigues e José Lins do Rego - Com Genésio Arruda, Oscarito, Paulo Gracindo, Nelma Costa, Roberto Acácio, Pinto Filho, MAnuel Rocha, Ferreira Maia, Janir Martins, Pedro Dias, Brandão Filho, Sady Cabral

9 - VINTE E QUATRO HORAS DE SONHO
Cinédia - 1941 - Argumento de Joracy Camargo - Direção e roteiro de Chianca de Garcia - Com Dulcina de Morais, Aristóteles Pela, Laura Suárez, Átila de Morais, Sara Nobre, Sady Cabral, Silvino Neto, Paulo Gracindo, Oscarito, Janir Martins, Ferreira Maia, Pedro Dias

10 - TRISTEZAS NÃO PAGAM DÍVIDAS
Atlântida - 1943 - Argumento e roteiro de Rui Costa - Direção de Rui Costa e José Carlos Burle - Com Oscarito, Ítala Ferreira, Grande Otelo, Jaime Costa, Renato Restier Júnior, Dilu Dourado, Antônio Spina e, em números musicais, Ataulfo Alves, Manezinho Araújo, Linda Batista, Blackout, Emilinha Borba, Sílvio Caldas, Joel e Gaúcho

11 - GENTE HONESTA
Atlântida - 1944 - Roteiro de Mocyr Fenelon e Mário Brasini, baseado na peça teatral de Amaral Gurgel - Direção de Moacyr Fenelon - Com Oscarito, Vanda Lacerda, Mário Brasini, Lídia Matos, Humberto Catalano, Milton Carneiro, Murilo Lopes

12 - NÃO ADIANTA CHORAR
Atlândida - 1945 - Argumento de Watson Macedo, Eurico Silva e Alinor Azevedo - Direção e roteiro de Watson Macedo - Com Oscarito, Grande Otelo, Mary Gonçalves, Madame Lou, Humberto Catalano, Renato Restier Júnior, Dircinha Batista, Hortência Santos e, em números musicais, Linda Batista, Emilinha Borba, Sílvio Caldas, Marion, Ciro Monteiro, Alvarenga e Ranchinho, Namorados da Lua (com Lúcio Alves)

13 - FANTASMA POR ACASO
Atlântida - 1946 - Argumento de José Cajado Filho e Carlos Eugênio - Roteiro de José Cajado Filho, Moacyr Fenelon e Paulo Vanderlei - Direção de Moacyr Fenelon - Com Oscarito, Mário Brasini, Vanda Lacerda, Mary Gonçalves, Luísa Barreto Leite, Mara Rúbia, Renata Fronzi e, em números musicais, Nélson Gonçalves e Ciro Monteiro

14 - ESTE MUNDO É UM PANDEIRO
Atlântida - 1947 - Argumento de Watson Macedo e Hélio de Soveral - Direção e roteiro de Watson Macedo - Com Oscarito, Marion, Humberto Catalano, Alberto Ruschel, Olga Latour, Iolanda Fronzi, César Fronzi, Gringo do Pandeiro, Ciro Monteiro, Bob Nelson, José Vasconcelos e, em números musicais, Luís Bonfá, Emilinha Borba, Carmem Brown, Nélson Gonçalves, Luís Gonzaga, Grande Otelo, Alvarenga e Ranchinho, Joel e Gaúcho, Namorados da Lua (com Lúcio Alves), Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel)

15 - ASAS DO BRASIL
Atlântida - 1947 - Argumento de Raul Roulien - Roteiro de Alinor Azevedo - Direção de Moacyr Fenelon - Com Celso Guimarães, Mary Gonçalves, Paulo Porto, Oscarito, Dulce Martins, Lourdinha Bittencourt, Alma Flora, Saint-Clair Lopes, Álvaro Aguiar, Mário Lago, Violeta Ferraz, Osvaldo Loureiro

16 - É COM ESTE QUE EU VOU
Atlântida - 1948 - Argumento de José Carlos Burle, Carlos Eugènio e Paulo Vanderlei - Roteiro de José Carlos Burle e Paulo Vanderlei - Direção de José Carlos Burle - Com Oscarito, Humberto Catalano, Marion, Grande Otelo, Heloisa Helena, Alberto Ruschel, Diná Mezzomo, Solange França, Antônio Spina, Jorge Murad, Mara Rúbia e, em números musicais, Luís Bonfá, Emilinha Borba, Carmem Brown, Horacina Correia, Luís Gonzaga, Ciro Monteiro,, Bob Nelson, Alvarenga e Ranchinho, Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel)

17 - FALTA ALGUÉM NO MANICÔMIO
Atlântida - 1948 - Argumento de Hélio de Soveral - Direção e roteiro de José Carlos Burle - Com Oscarito, Vera Nunes, Modesto de Sousa, Rocir Silveira, Luísa Barreto Leite, Sérgio de Oliveira, Ceci Medina, Ruth de Souza, Grijó Sobrinho

18 - E O MUNDO SE DIVERTE
Atlântida - 1948 - Argumento de Watson Macedo, Max Nunes e Hélio de Soveral - Direção e roteiro de Watson Macedo - Com Oscarito, Grande Otelo, Humberto Catalano, Modesto de Sousa, Eliana Macedo, Madame Lou, Alberto Ruschel e, em números musicais, Horacina Correia, Luís Gonzaga, Alvarenga e Ranchinho, Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel)

19 - O CAÇULA DO BARULHO
Atlântida - 1948 - Direção e argumento de Ricardo Freda - Roteiro de Alinor Azevedo - Com Oscarito, Anselmo Duarte, Giana Maria Canale, Grande Otelo, Luís Tito, Beyla Genauer

20 - CARNAVAL NO FOGO
Atlântida - 1949 - Argumento e roteiro de Alinor Azevedo, Anselmo Duarte e Watson Macedo - Direção de Watson Macedo - Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Modesto de Sousa, Eliana Macedo, José Lewgoy, Marion, Rocir Silveira, Jece Valadão e, em números musicais, Francisco Carlos, Jorge Goulart e Bené Nunes

21 - AVISO AOS NAVEGANTES
Atlântida - 1950 - Direção e argumento de Watson Macedo - Roteiro de Watson Macedo e Alinor Azevedo - Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana Macedo, José Lewgoy, Adelaide Chiozzo e, em números musicais, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Ivon Cúri, Jorge Goulart e Bené Nunes

Interpretando a música "Neném", de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti.


22 - AÍ VEM O BARÃO
Atlântida - 1951 - Argumento e roteiro de José Cajado Filho e Watson Macedo - Direção de Watson Macedo - Com Oscarito, JOsé Lewgoy, Cyll Farney, Eliana Macedo, Ivon Cúri, Luísa Barreto Leite, Adelaide Chiozzo

23 - BARNABÉ TU ÉS MEU
Atlântida - 1951 - Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Direção e roteiro de José Carlos Burle - Com Oscarito, Grande Otelo, Fada Santoro, Cyll Farney, José Lewgoy, Renato Restier, Adelaide Chiozzo, Pagano Sobrinho e, em números musicais, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Marion, Bené Nunes, Os Cariocas, Ruy Rey e sua orquestra

24 - TRÊS VAGABUNDOS
Atlântida - 1952 - Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Roteiro de Berliet Júnior, Victor José Lima e José Carlos Burle - Direção de José Carlos Burle - Com Oscarito, Grande Otelo, Cyll Farney, Ilka Soares, José Lewgoy, Josete Bertal, Renato Restier, Rosa Sandrini

25 - CARNAVAL ATLÂNTIDA
Atlântida - 1952 - Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Roteiro de Berliet Júnior, Victor José Lima e José Carlos Burle - Direção de José Carlos Burle - Com Oscarito, Grande Otelo, Cyll FArney, Eliana Macedo, José Lewgoy, Maria Antonieta Pons, Colé Santana, Iracema Vitória, Renato Restier, Wilson Grey, Carlos Alberto e, em números musicais, Blackout, Francisco Carlos, Nora Ney, Maria Antonieta Pons

26 - DUPLA DO BARULHO
Atlântida - 1953 - Argumento e roteiro de Victor José Lima e Carlos Manga - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Grande Otelo, Edite Morel, Mara Abrantes, Renato Restier, Wilson Grey, Madame Lou, Átila Iório, Ambrósio Fregolente e, em participação especial, Gregório Barrios

27 - NEM SANSÃO NEM DALILA
Atlântida - 1953 - Argumento e roteiro de Victor José Lima - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Fada Santoro, Cyll Farney, Eliana Macedo, Carlos Cotrim, Wilson Grey, Wilson Viana, Sérgio de Oliveira

28 - MATAR OU CORRER
Atlântida - 1954 - Argumento e roteiro de Amleto Daissé e Victor José Lima - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy, Renato Restier, John Herbert, Julie Bardot, Wilson Grey, Wilson Viana, Inalda de Carvalho, Altair Vilar, Valdo César

29 - GUERRA AO SAMBA
Atlântida - 1955 - Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos MAnga - Com Oscarito, Eliana Macedo, Cyll Farney, Renato Restier, Margot Louro, Ítala Ferreira e, em números musicais, Dircinha Batista, Blackout, Emilinha Borba, Isaurinha Garcia, Jorge Goulart, Virginia Lane, Nora Nei, Bené Nunes, Trio de Ouro

30 - O GOLPE
Atlântida - 1955 - Baseado em peça teatral de Mário Lago e José Wanderley - Direção e roteiro de Carlos Manga - Com Oscarito, Violeta Ferraz, Renato Restier, Miriam Tereza, Adriano Reis, Margot Louro, Afonso Stuart

31 - VAMOS COM CALMA
Atlântida - 1956 - Roteiro de Cajado Filho e Carlos Manga, baseado na peça teatral "Cabeça-de-porco", de Luís Iglesias e Miguel Santos - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Eliana Macedo, Cyll Farney, Margot Louro, Wilson Grey, Wilson Viana, Maurício Sherman e, em números musicais, Esther de Abreu, Ataulfo Alves, Blackout, Emilinha Borba, Jorge Goulart, Nora Ney, Ed Lincoln e sua orquestra

32 - PAPAI FANFARRÃO
Atlântida - 1956 - Roteiro de Cajado Filho, baseado na peça teatral de Mário Lago e José Wanderley - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Cyll Farney, Miriam Tereza, Margot Louro, Afonso Stuart, Sara Nobre, Berta Loran, Alfredo Viviani

33 - COLÉGIO DE BROTOS
Atlântida - 1956 - Argumento de Demerval Costa Lima - Roteiro de Cajado Filho e Alinor Azevedo - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Cyll Farney, Inalda de Carvalho, Francisco Carlos, Miriam Tereza, Badaró, Grijó Sobrinho, Margot Louro, Afonso Stuart, Renato Restier, Augusto César, Celeneh Costa, Elizabeth Gasper, Daniel Filho

34 - DE VENTO EM POPA
Atlântida - 1957 - Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Doris Monteiro, Cyll Farney, Sonia Mamed, Margot Louro, Nelson Vaz, Eloína, Vicente Marchelli, Zezé Macedo, Grijó Sobrinho

35 - TREZE CADEIRAS
Atlântida - 1957 - Roteiro de Cajado Filho, baseado no romance de Ilia Ilf e E.Petrov - Direção de Franz Eichhorn - Com Oscarito, Renata Fronzi, Zé Trindade, Grijó Sobrinho, Rosa Sandrini, Zezé Macedo

36 - ESSE MILHÃO É MEU
Atlântida - 1958 - Argumento de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Sonia Mamed, Francisco Carlos, Miriam Tereza, Afonso Stuart, Margot Louro, Zezé Macedo, Armando Nascimento, Augusto César

37 - O HOMEM DO SPUTINIK
Atlântida - 1958 - Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Cyll Farney, Norma Benguell, Neide Aparecida, Amilton Ferreira, Zezé Macedo, César Viola, Grijó Sobrinho, Ambrósio Fregolente, João Labanca, Jô Soares

38 - O CUPIM
Atlântida - 1959 - Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Sonia Mamed, MArgot Louro, Renato Restier, Augusto César, César Viola, Marilu Bueno, Rosa Sandrini

39- PINTADO O SETE
Atlântida - 1959 - Argumento de Osvaldo Sampaio - Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Cyll Farney, Sonia Mamed, Ilka Soares, Maria Pétar, Antônio Carlos, Grijó Sobrinho, Vera Regina, Ema D'Ávila

40 - DOIS LADRÕES
Atlântida - 1960 - Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito Cyll Farney, Eva Todor, Jaime Costa, Ema D'Ávila, Jaime Filho, Irma Álvarez

41 - CACARECO VEM AÍ / DUAS HISTÓRIAS
Atlântida - 1960 - Argumento de Chico Anísio - Roteiro de Sanin Cherques e Carlos Manga - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Cyll FArney, Sonia Mamed, Odete Lara, Jaime Filho, Chico Anísio, Duarte de Morais, Grijó Sobrinho

Esse encontro histórico - e único - dos comediantes Oscarito, Sônia Mamede e Chico Anísio aconteceu nos estúdios da Tv Continental, no Rio de Janeiro.
Nesta cena, Cacareco e Maria do Socorro (Oscarito e Sônia) se disfarçam de mulçumanos para despistarem bandidos que os perseguem, dentro de um estúdio de TV. Acabam sendo confundidos com os legítimos mulçumanos, que eram convidados de um talk show que seria realizado, exatamente, naquele instante. Nenhuma alternativa, senão, se passar pelos verdadeiros 'sheiks'.


42 - OS APAVORADOS
Atlântida - 1962 - Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Ismar Porto - Com Oscarito, Vagareza, Nair Belo, Adriano Reis, Maria Pétar, Isabela, César Viola, Nena Nápoli

43 - ENTRE MULHERES E ESPIÕES
Atlântida - 1961 - Argumento de Marcos Rei - Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga - Com Oscarito, Vagareza, Rose Rondelli, Marli Bueno, Modesto de Sousa, Paulo Celestino, Matinhos

44 - CRÔNICA DA CIDADE AMADA
Serrano /Art Filmes - 1965 - Episódio "Receita de domingo" - Argumento de Paulo Mendes Campos - Roteiro de Carlos Hugo Christensen e Millor Fernandes - Direção de Carlos Hugo Christensen - Com Oscarito, Liana Duval, Millor Fernandes

45 - A ESPIÃ QUE ENTROU EM FRIA
Cinedistri - 1967 - Argumento de Wilson Vaz - Direção e roteiro de Sanin Cherques - Com Agildo Ribeiro, Carmen Verônica, Jorge Loredo, Afonso Stuart, Tania Scher, Dedé Santana, Esmeralda Barros, Zelia Martins, aparecendo em cenas inesperadas Oscarito, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Norma Benguell, Jece Valadão, Sanin Cherques, Neide Aparecida

46 - JOVENS PRA FRENTE
Ultra / Urânio - 1968 - Direção, argumento e roteiro de Alcino Diniz - Com Rosemary, Oscarito, Jair Rodrigues, Heloisa Helena, Màrio Brasini, Clara Nunes, Emiliano Queiroz, Antônio Patiño

47 - ASSIM ERA A ATLÂNTIDA

Atlântida - 1975 - Direção, produção e roteiro de Carlos Manga - Antologia de trechos das produções da Atlântida entre 1946 - 1959.


Fontes

- YouTube
- Cinema Brasileiro: http://www.cinemabrasileiro.net/oscarito.html



MÚSICAS

Oscarito gravou três discos. O primeiro, lançado no carnaval de 1950, saiu pela gravadora Star, com "Marcha do gago", de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti e "Greve no harém". O segundo disco foi produzido pela Capitol e tem "Marcha do neném", dos mesmos autores, e "Toureiro de Cascadura", ambas incluídas no filme "Aviso aos navegantes". O terceiro disco, também pela Capitol, tinha, entre outras, as músicas, "Vingança do Rafaé" e "Chorinho chorado".


Fontes
- Instituto Moreira Salles: http://ims.uol.com.br/
- Cinema Brasileiro: http://www.cinemabrasileiro.net/oscarito.html


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Em 2007, foi lançada a biografia "Oscarito - O Riso e o Siso" (Editora Record), escrita pelo diretor e autor teatral Flávio Marinho. O livro foi finalista do Prêmio Jabuti 2008 na categoria "Melhor Livro de Biografia".

Exibições: 1627

Comentário de Cafu em 16 agosto 2010 às 20:01


Parabéns para o Oscarito e parabéns pra você (pelo aniversário e pelo belo post). Voltarei com calma e atenção.
Beijos.
Comentário de Laura Macedo em 16 agosto 2010 às 21:07


Um brinde, especialíssimo, aos famosos aniversariantes do dia 16 de agosto: Oscarito, Helô e Teresina :-)

Beijos.
Comentário de Marise em 16 agosto 2010 às 23:12

Parabéns para os aniversariantes deste dia. Agora eu entendo porque a garimpeira estava desaparecida.Mas valeu a pena. Belo post e me fez lembrar alguns filmes que vi, do Oscarito
Beijos
Comentário de Ivan Moraes em 17 agosto 2010 às 0:13
Maravilhoso item. Nao lembro de nada dele exceto a tragedia da fortuna escondida nas cadeiras, mas nao lembro o nome do filme tampouco.

HELO: FELIZ ANIVERSARIO, QUERIDA AMIGA!!!!!
Comentário de Helô em 17 agosto 2010 às 2:25
Cafu, Laurinha, Marise e Ivan
Grata pelos comentários e votos de felicidades. Ainda volto pra falar mais de Oscarito e do Teatro de Revista. Hoje ainda estou na festa! :)))
Beijos.
Comentário de Gilberto Cruvinel em 22 agosto 2010 às 23:34
Oi Helô,

Estou lendo, lendo e ouvindo, ouvindo, não consigo parar, ainda não terminei, mas já vou comentar. Eu não tinha a menor idéia da história do Oscarito pré cinema com Grande Otelo. Eu sempre associei a figura dele às chanchadas e comédias com Grande Otelo. Estou surpreso de vê-lo como ator de sucesso no Teatro de Revistas. Impressionante a sucessão de Revistas que estreavam, uma seguida da outra. Outra coisa que me chama a atenção, Getúlio, com todos os problemas decorrentes da ditadura instalada por ele, adorava ir ao Teatro e conversar com os artistas. Eu não vejo mais hoje essa proximidade dos políticos com os artistas, não vejo mais políticos indo ver as peças, prestigiando, mesmo quando satirizados.

Obrigado especial por Mamãe eu Quero, com a nossa Carmen, que mulher!

Ainda vou terminar de ler e comentar. Por enquanto, está daqui, ó. Deslumbrante, conhecer a história desse comediante de gênio.

Beijos
Gilberto
Comentário de Teatro de Revista em 23 agosto 2010 às 20:48
Gilberto
Eu também não fazia ideia da vida de Oscarito. Na minha cabeça, além das chanchadas da Atlântida, ele teria participado de algumas revistas da época do Teatro Rebolado, com Dercy e Virgínia Lane. Não sabia que ele começara na década de 30, época fértil do Teatro de Revista. Veja só quem musicava as peças! Lamartine (como sempre, impagável), Ary Barroso, Custódio Mesquita, Mário Lago e muitos outros que, embora talentosos, não ficaram conhecidos. A música brasileira esteve o tempo todo na Revista.
Getúlio, além de gostar de assistir às peças, foi muito imitado e cantado nas músicas. Dizem que ele se divertia muito com isso e você tem toda razão com essa observação de que hoje não existe essa aproximação.
Fui escutar novamente as músicas e vi que uma delas (Boa Bola) estava repetida, mas já arrumei. Ainda não pude dar continuidade ao post, mas pode ter certeza de que ainda o farei.
Beijos e obrigada pela presença.
Helô
Comentário de Oscar Peixoto em 24 agosto 2010 às 22:33
Menina, que viagem!! Fui fã de carteirinha do meu xará, mas também não sabia 80% das informações contidas neste post. Muito, muito bom. Aguardo ansioso a continuação.
Beijão
Oscar
Comentário de Gregório Macedo em 26 agosto 2010 às 4:37
Santo Deus, que garimpagem competente! Oscarito, monstro que ostenta um histórico tão alentado! E eu, bocó, que sempre o limitei às chanchadas, ao lado de Grande Otelo, com alguém aqui e ali louvando o Ankito...
Parabéns, querida Helô.
Comentário de Helô em 26 agosto 2010 às 23:41
Oscar e Gregório
Como aprendi fazendo esse post! E a pesquisa nos arquivos do JB, embora árdua, foi extremamente envolvente. Em alguns momentos sentia-me vivendo as revistas na plateia do Teatro Recreio. A competência do Salvyano (Viva o Rebolado) também é louvável! Viva o xará do Oscarito, que me deu de presente esse maravilhoso livro! É quase uma Bíblia para quem gosta e estuda o assunto.
Mas Oscarito terá sempre um lugar especial na história da Revista. Trabalhou muito, levou alegria às pessoas que frequentavam o Teatro e assistiam a seus filmes. Viveu feliz ao lado da mulher e dos filhos. Merece o destaque, sem dúvidas.
Beijos.

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