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   Quando sentei-me de frente ao maluco do Tolloza fui logo expondo o objetivo de minha visita :

   -Cara,tá aqui,neste pen drive,minha melhor obra literária.Quero que você a leia ,se você gostar, e eu tenho que gostará,quero uma grana sua emprestada para eu publicá-la.Vou editar 300 exemplares.

   Tolloza pegou o pen drive,levantou-se e foi logo falando cm aquela voz alta e rouca:

  -Paulinho,você é um viajante mesmo,porra,não se emenda,vive nas nuvens .Cara,o mercado literário está em crise,várias livrarias fecharam no DF e no país,editoras estão quebradas,nem o E-Book tá dando jeito e o brasileiro gosta menos de ler a cada ano.Não vou lhe emprestar a grana,você ficará quebrado.

  Fiquei emudecido e Tolloza prosseguiu :

  -Olha,tente mandar a sua grande obra para a Globo...áh,esqueça a Globo se o livro estiver fora do contexto global.Envie para cineastas famosos,aliás ,cineastas alternativos.Desculpa .não quero vê-lo endividado.

  Sem dizer-lhe nada,apertei a sua mão enorme e me mandei.

  Fui para casa um tanto desolado,porém com um resquício de esperança.Sentei-me em frente do computador e comecei a pesquisar cineastas no face e endereços de editoras ( Brasília não tinha editoras,acreditem ) e iniciei o envio de Memórias Desconexas via e-mail (PDF) para editoras que ainda resistiam e comecei a me comunicar,via face com os cineastas,alternativos ou não.Era a minha útltima chance como escritor -ou não ?

 Caros,leitores irei para a segunda parte por aqui,preciso vender planos de saúde,bater de porta em porta.

 Um abraço e em breve a terceira parte será publicada.

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