Há tempos venho discordando de o vocábulo IDOSO ser sinônimo de VELHO, pelo fato de entender que, IDOSA é a ultrapassagem dos anos (idos) acumulando didaticamente e/ou empiricamente o aprendizado em prol da sobrevivência e, VELHO ser o carcomer das células e muita das vezes, do aprendizado adquirido.

Sou um IDOSO com 72 anos (hoje) e, em agosto próximo, neste mesmo dia, farei 73 anos, isso, em razão de contar os noves meses em que estive no útero da minha saudosa genitora.

Só tive professores até os meus 10 anos de idade, depois, passei a aprender com Eles fora dos estabelecimentos e normas escolares, entretanto, também, aprendi e apreendi com os meus companheiros de jornada nos caminhos da vida, inclusive, com os malfeitores e bandidos no intuito de não seguir-lhes os exemplos, evitando cometer os seus erros.

Com o passar dos tempos, me formei no primeiro e segundo graus pelo supletivo e, pela maturidade observativa e seqüenciais dos eventos, exemplos e situações ilibadas, culminando em ser o que sou e o maior admirador de mim mesmo. Sem ser escritor, escrevi 19 volumosos livros de Poesias, ficção, suspense policial e textos diversificados, todos inéditos, além de ser Pesquisador Mentor da PUC/SP (Portal do envelhecimento, para mim, do Rejuvenescimento!).

Hoje, apesar de ainda ser aprendiz na internet (aprendo sozinho), localizei o site do INPEA e deparei com um texto que procura orientar e defender o VELHO das agressões físicas generalizadas E, ÀS VEZES, ACOBERTADAS POR QUEM TÊM A OBRIGAÇÃO DE EVITÁ-LAS. Por isso, resolvi dar a minha opinião, simplesmente empírica e matura, de um modo de sanar tão grave problema social, trata-se do seguinte:

A VIOLÊNCIA:

O ato de violação só é prejudicial se for praticado contra alguém ou algo, ficando latente ou improdutivo se não houver o contencioso ao seu acontecer, ou seja: A violência, pela ordem natural das coisas, tem que ter uma vítima.
Ela cresce com a observação sistemática e se torna incontrolável pela não dissecação dos seus meandros, por exemplo: Se, na roça, formos mordidos por uma lagartixa e, ao olharmos para o sítio de onde nos veio à picada depararmos com uma cobra cascavel, na certa, o nosso temor será acrescido a quase o máximo. Se ocorrer o contrário, ao vermos uma lagartixa, o nosso medo acaba e nem nos preocuparemos por demais com o fato, muito embora estejamos envenenados por um ofídio.
Todo o cuidado é necessário contra a violência, todavia, Ele tem que ser comedido e o estritamente necessário a nossa defesa, sob pena de, agindo desmedidamente, venhamos a nos igualar ao evento insano e cruel.
A violência não tem linha de visada ao escolher as idades, tipos físicos, sexo ou quem quer que seja, simplesmente, em razão dela ser apenas uma resultante da ação do seu mentor, no entanto, sendo inconseqüente e desajustado, o agente Dela sempre escolherá o mais fraco, onde se enquadra as mulheres, crianças e velhos.

PELO QUE ATÉ AQUI FOI DITO, O PERIGO MAIOR NÃO É A VIOLÊNCIA E, SIM, O MANIPULADOR DELA!

O VELHO!

Como disse no início, o VELHO sempre será uma presa fácil para a rede da violência, exatamente pela sua passagem pela vida sem aprender as defesas naturais e os exemplos lhes mostrados pelos demais eficientes e manipuladores do seu destino (deles), quando, então, se desviara para as margens deletérias e pelas vicinais do descaso de quem vê sem ver, escuta sem ouvir e age como se o que transcorria com os outros não fosse do seu interesse, inclusive, de apreender com Eles as defesas dos ataques da violência: Na certa, serão vítimas inerentes da sua fraca capacidade de defesa! Não pelo estado degenerativo de suas células e, sim, pela sua seqüente incapacidade de apreensão dos exemplos que via sem se imiscuir ou interessar como se o que ocorria com o seu irmão não o atingisse.

O IDOSO!

Não tenho maturidade total nem o saber didático para me apresentar como um professor a dar aulas para os demais, entretanto, arbitrariamente, e na convicção de que possa estar prestando um serviço, apresentarei, a seguir, a minha forma de vencer a violência venha de onde ela vier, trata-se do seguinte:

- Evitar as más companhias onde não tenha nada a ensinar e, muito menos, aprender! Respeitando, assim, o ditado “Diga-me com quem andas que eu direi quem tu és”!

- Não discriminar a ninguém, nem aos marginais, os quais precisam da nossa “luz” para não se perderem totalmente nas trevas das margens infames.

- Procurar sempre estar bem informado de tudo o que ocorre ao nosso redor e no nosso país, porém, prestando atenção a todos os detalhes da informação recebida, para evitar mal entendidos desgastantes e até perigosos para nós e para os demais em defesa do atropelo da violência. Uma das falhas das nossas leis é não mostrar a fisionomia dos delinqüentes presos, podendo ocorrer deles serem soltos e, no dia seguinte, bater às nossas portas pedindo água ou comida e... Levando os nossos bens materiais e até a nossa vida!

- Nunca brigar ou discordar dos estranhos, só fazendo isso, se precisar, após estudá-lo e o conhecer, pelo menos, razoavelmente.

- Ao ser provocado por uma pessoa agressiva, procure dialogar e até agradá-lo o elogiando sem merecimento até ficar sabendo o volume e a intenção de que ele está possuído contra você, muitas das vezes, um mal entendido pode resultar numa ação violenta e, todos os que assim atuam, são abrandados com um elogio intercalado a agressão e atuando como um dissolvente verbal.

- Evite freqüentar locais onde há ofensa ao decoro e a moral ilibada, pois, em tais covis, você não terá nada a aprender e nem a oferecer.

- Tendo uma capacidade de convicção e uma boa dialética, use-os sempre em sua defesa ou de outrem em dificuldades em face da violência latente, pois, não os usando, pode ocorrer de, mais adiante, você não ter a ajuda condizente, quando em situação análoga ao que não ajudou.

- Nunca chame à atenção de alunos em conjunto, casais, pais e filhos reunidos, embriagados e loucos, pois, a reação de defesa deles será imediata e violenta, mercê dos companheiros, parceiros e mentes desconexas ao seu redor, os obrigando a reagirem ao chamamento á ordem feito por você.

- Quando em desvantagem, numérica ou física, em face de violência, procure manter a calma e utilizar subterfúgios inteligentes para desorientar o agressor iminente. Certa feita, numa rua de um bairro, um rapaz parou perto de mim numa bicicleta e me pediu cigarros e, quando levei a mão ao bolso, ele também exigiu, aos gritos, todo o meu dinheiro. Com a mão ainda no bolso, forcei a cartela de cigarro contra o pano da calça e disse a ele: “Dinheiro eu não tenho! O que tenho é uma Beretta, você quer?” O Estranho afastou-se pedalando velozmente e, nunca mais o vi, nem dei queixa, pois, ele nada me roubou.

- Quando, fortuitamente, adentrar em um ambiente desconhecido, procure fazer igual aos soldados do meu tempo, dê uma mirada em cada cintura à procura de uma arma, não para o desarmento e, sim, para se precaver de uma agressão futura e imerecida à sua pessoa.

- Não queira ser mestre de ninguém, nem dos analfabetos, cuidem para que os seus conselhos não ofendam ao ouvinte e, não julgue a ninguém sem todas as provas em mãos e insofismáveis, desde que precise delas, apenas, para se defender!

- Ao receber dinheiro em bancos, empresas e análogos, nunca saia com ele nas mãos, pois, na espreita, estão os ladrões armando o bote para saqueá-los. Certa feita sai de um banco com certa quantia de dinheiro no bolso fronteiriço da camisa, tão logo cheguei à calçada, um rapaz sorridente me pediu cigarros colocando a mão no meu ombro e, a cada passo que dávamos juntos, a mão dele descia para o meu bolso, a certa altura, lhe disse: Se continuar descendo a mão vai encontrar a minha carteira de policial! De imediato, ele deu um pulo para frente e saiu em disparada.

- Procuro sempre ser o último a deitar-me para verificar se a minha casa está bem fechada além de colocar objetos variáveis para reforçar as portas, janelas e terraço, pois, quando estamos em repouso ou dormindo, é a melhor hora para sermos atacado pelos marginais.

- Não sou contra a posse de armas de fogo ou branca para a nossa defesa, desde que saibamos usa-las, pois, as armas, não têm nenhuma ação sem a nossa atuação, portanto, sem o nosso manuseio, não são nada mais do que um martelo ou chave de fenda, a diferença está em usá-las apenas em situações prementes e, somente, para a legítima defesa nossa ou de terceiros sem o abuso desnecessário.

Resumindo, apresento, a seguir, um texto meu que se adapta como uma luva ao que até agora venho informando para vocês:

Deus nos fez de forma roliça para resvalarmos nas arestas das pressões.

Deu-nos órgãos principais em duplicatas para termos reservas, entretanto, só nos deu um coração e um cérebro pra termos apenas duas fontes de amor e sabedoria!

Deu-nos um só membro sexual para o acasalamento com um só sexo oposto. Fez-nos nus pra não termos bolsos amealhantes das riquezas terrenas.

Deu-nos braços e pernas para formarmos um "X" nas equações dos problemas, porém, aos braços, permitiu-nos refletir a CRUZ onde Jesus fora imolado.

Ao nosso rosto, deu a forma de um irregular pentágono, tendo, ao centro, o zênite nasal; acima do nariz, os olhos que vigiam; nas laterais, os ouvidos sempre perscrutadores; abaixo, a boca falante ou fluente, enquanto, no centro, o nasal vai cheirando o ambiente: se o perfume é favorável o nariz se contorce favorecendo os seus acompanhantes atentos, sendo um odor mavioso, ele abaixa-se para o deleite dos olhos, se é asqueroso, torce pra um lado para os ouvidos detectarem, no entanto, se é gostoso, arrebita-se para o abocanhamento total.

Todos os sentidos que se prezam ficam no ovalar da face e no ápice do corpo, apenas... O tato medra no prolongamento do antebraço, é um sentido mais grosseiro fruto da matéria que precisa de contato para realizar-se, é o saltimbanco de nossas aspirações, é volúvel e sugestionável, além de cafajeste, às vezes, nefando quando burila ao bel prazer da carne que o sustenta.
Enquanto a visão, o olfato, o paladar e a audição recebem, espontaneamente e ao natural, os impulsos, o tato vai buscá-los impulsionando-se para tatear a matéria desejada, circunstância essa que o torna um joguete ao comando do “ser” que o retém, ao passo que, os demais sentidos, são os alimentadores desse mesmo vivente nos “caminhos da vida” à procura de um píer o mais perfeito possível, muito embora, nessa caminhada, somos acotovelados pelos indesejáveis e pela violência que está se tornando insustentável, por todos os motivos que já me referi e pelas leis retrógradas às quais temos que cumprir fielmente e, os violentos, não! É preciso modificar quase todas as nossas leis, a maioria arcaicas, se não for possível, que, pelo menos, cada um de nós, inclusive os ateus, tentem seguir os dez mandamentos nos dado por Deus, pois, neles, estão contidos todos os ditames para uma convivência pacífica.

Um abraço virtual, porém, sincero!

Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br

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