No início desta semana passada, o Presidente Lula assinou um decreto de regulamentação da Lei do Saneamento (11.445/07) que, segundo organizações do setor, terá efeitos negativos para toda a sociedade.

O decreto altera de 2010 para 2013 o prazo para início da aplicação de medidas coercitivas aos municípios que não cumprirem a lei.

Em outras palavras, pela Lei 11.445, todos os municípios brasileiros tinham o dever de criar planos de saneamento até o final de 2010, ficando sujeitos a punições, caso não atendessem o prazo.

Com o decreto, os municípios inadimplentes terão mais três anos para começar a se mexer.

`As cidades vão acabar postergando seus planos para o segundo semestre de 2013`, diz André Castro, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil.

Apesar da importância, pouca gente deu atenção ao decreto, cuja sanção ficou escondida no meio das notícias sobre a Copa do Mundo.

A universalização do acesso aos sistemas de tratamento de água e esgoto no país ainda está longe de acontecer.

Até hoje, pouco mais da metade dos brasileiros têm acesso à rede e, ainda que a Lei do Saneamento já tenha mais de dois anos, pouca coisa avançou nesse período.

De acordo com levantamento do Trata Brasil, menos de 10% das 81 maiores cidades brasileiras têm planos para aumentar o acesso à rede de tratamento.

Segundo Castro, ao invés de adiar o prazo para começar a cobrar das cidades medidas concretas sobre o assunto, o governo federal poderia ter adotado uma postura mais inteligente, criando medidas de estímulo para as cidades que já cumpriram a lei.

`Os municípios que já tem planos poderiam ser privilegiados na hora da destinação de recursos financeiros do PAC, por exemplo`, diz.

A Lei do Saneamento foi aprovada há dois anos e meio.

Desde então, a necessidade de um decreto regulatório era discutida por representantes do setor.

Muitos concordavam que ele não era necessário para confirmar a validade da Lei.

De outro lado, o diagnóstico era que a falta de planejamento é o grande entrave para o seu desenvolvimento.

Segundo a Agência Brasil, até o presidente Lula ficou surpreso ao saber da necessidade de um decreto para validação da norma.

Fonte: Trata Brasil

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