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O primeiro boato de que Paul McCartney morreu (em um acidente de carro) circulou em Londres em janeiro de 1967. Esse boato, porém, foi reconhecido e refutado na edição de fevereiro do fanzine The Beatles Book (fig. 1),
Mas não se sabe se o segundo boato, de 1969, que circulou após o lançamento do álbum Abbey Road, guardou alguma relação com o primeiro. Durante a gravação do disco, Paul teria sido secretamente substituído por um tal "William Campbell", que vencera um concurso de sósias de McCartney, para poupar o público do luto.
No outono de 1969, os Beatles estavam de fato em processo de dissolução. E, como os compromissos públicos de McCartney eram poucos, ele tinha ido passar uma temporada na Escócia, com sua nova esposa Linda, a fim de pensar na próxima carreira solo.
Supostas pistas sobre a morte de McCartney eram encontradas por seus fãs, principalmente em Abbey Road. Elas incluíam mensagens percebidas quando certas músicas eram tocadas ao contrário e interpretações simbólicas de algumas das letras do disco.
Um exemplo sempre citado é o da capa de Abbey Road (fig. 2), que representaria um cortejo fúnebre, onde:
Lennon, vestido de branco, seria o clérigo (ou uma figura celeste), Ringo Starr, vestido de preto, o agente funerário, George Harrison, em jeans e camisa, o coveiro, e McCartney, descalço e fora de sintonia com os outros membros da banda, o cadáver de si próprio.
Paul não morreu, viva Paul. Foi Faul (falso Paul) que morreu.
Saberemos que Paul morreu de verdade quando o satírico The Onion sair com a seguinte manchete:


PAUL McCARTNEY MORRE UMA SEGUNDA VEZ

BOATOS (leiam mas não passem adiante).

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