Há os que defendem a independência do Banco Central sob o argumento de que a postura (que se quer fazer crer) técnica sobreponha-se à política. Para eles, a nação pode afastar um presidente da república, mas não o presidente do Banco Central, afinal um técnico.

No caso brasileiro, o técnico é ex-deputado com carteirinha de partido de oposição. Conta com a simpatia dos neoliberais, defensores da regulação de mercado. Entenda-se regulação de mercado a postura avessa à gestão estatal, mas não necessariamente ao bolso estatal.

De qualquer maneira, se o político dirige o banco privilegiando rentistas e suas taxas de juros, para seus defensores ele é técnico.

Já a nomeação para o Banco do Brasil de um não-alinhado aos neoliberais é tida como política. Aliás, assim também foi na Caixa Econômica Federal, quando da última troca feita pelo governo Lula.

Em um caso ou outro, o governo escolheu gente de dentro do próprio banco, com décadas de vinculação profissional. Mas aos neoliberais o pecado é a suspeita da outra carteirinha.

Como cidadão, prefiro a nomeação política.

Essas instituições são públicas e devem honrar a política pública do governo eleito. Não voto em ministro, nem em presidente de banco. Voto em Presidente da República.

Para os que dispõem de ações e não confiam na direção da instituição, sugiro que as negociem no mercado apropriado.

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