Perdôo-te Perdôo-te Perdôo-te- (DIRCEU LEME BRISOLA)

De um raio de luz cintilante no horizonte, à suavidade mansa das águas que beijam a areia num rendilhado de espumas; no vai e vem delicado das
brisas quentes de verão, soprando a verdejante fronte das arvores
silenciosas, escoa por todo o universo o infinito amor do supremo
arquiteto, como se de sua boca divina rolassem beijos em profusão.

A natureza se irmana em todos os pontos que a vista alcança... na terra, no céu, no mar; um longo e voluptuoso abraço, une no alto
duas nuvenzinhas róseas, que passeiam silenciosamente no azul
opalino dos céus.

Flores se abrem olorosas e policrônicas, como filhas prediletas do criador, azuis, amarelas, vermelhas, roxas, pontilham o verde da folhagem como
uma benção do céu. E o aroma conjugado de todas elas, dão ao todo
um quê de mística, como se mães amorosas erguessem nos braços
seus filhinhos muito amados, para receberem a grande benção do
senhor.

É a paz, a harmonia de Deus no seio cálido da criação, e dominando essa beleza magnífica, surge o homem a quem foi outorgado o título
de rei da criação, senhor dos esplendores polifórmicos da
consciência e da super consciência, que deram a noção da
responsabilidade e do dever do paraíso e do amor.

E o homem levantou-se contra o homem, criou muralhas espirituais ao seu redor, armou-se com as armas do despeito e do ódio para melhor
vencer aquele que lhe for dado por irmão, para que não galgasse
sozinho o estreito caminho da expiação:

Alguns perceberam a senda errada que trilhavam, e em anos avançaram séculos; outros prenderam-se à matéria, limitaram seus ideais, e
egoístas e falsos, farrapos de homens ante a grandeza dos irmãos
que pontificaram das alturas, prenderam-se ao ritmo da roda da vida,
desviando-se dos múltiplos caminhos da evolução. Homens que
destroem a paz universal, acionam o gatilho das metralhas, semeiam
por todo o universo a desolação e a morte.

Mas Cristo o supremo mestre, nos apregoa há quase dois mil anos: ”Ama a teu próximo como a ti mesmo”, ama-o com todas as suas virtudes e
com todos os seus defeitos, porque como tu, ele galga lentamente a
ladeira da perfeição.

Quando teu irmão pecar contra ti, quando desencadear as forças do mal e a orientarem para prejudicar-te, erga os olhos para a imensidão azul
do céu, evoca minha figura de filho do altíssimo e num murmúrio de
prece, ore suavemente: Perdôo-te.

-Por que o perdão é o supremo poder de que gozam os eleitos do senhor.

O perdão só pode ser concedido por quem foi espezinhado, maltratado.

Cristo do alto da cruz perdoou.

E nós, almas humildes ansiando por subir os degraus da perfeição, devemos imitá-lo derramando nossas bênçãos e nosso amor sobre
todos os que nos auxiliaram a subir, que de qualquer forma serviram
de instrumento para lapidar nossa pedra bruta, acelerando o ritmo de
nossa evolução espiritual.

Habituemo-nos a perdoar e a amar, pois só o amor conduz o espírito à perfeição, mas é o perdão a prova suprema desse amor. Glorifiquemos e
iluminemos nosso espírito, e ao embate aos caracteres em contradição
elevemos o lábaro sagrado da fé, no qual está escrito em letras de
ouro a palavra, que é uma epopéia de amor: PERDÔO-TE.


(autor: DIRCEU LEME BRIZOLA)

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