Perspectivas de médio e longo prazos dos investimentos no sistema produtivo Energia no Brasil

Por Ronaldo Bicalho, do Blog Infopetro

Neste texto são apresentados dois cenários sobre as perspectivas para o investimento no sistema produtivo Energia no Brasil (*). Um cenário denominado de “possível”, que contempla o médio prazo (2012), e outro denominado “desejável”, que contempla o longo prazo (2022). O primeiro considera a continuidade dos ambientes regulatório, econômico e institucional. O segundo leva em conta uma situação ótima em termos das mudanças que seriam desejáveis nesses ambientes. Se o primeiro é um prolongamento da situação atual, o segundo representa a superação dos desafios e o aproveitamento das oportunidades existentes.

As perspectivas de médio prazo para o investimento no sistema produtivo energia (2012)

No setor de petróleo, a expansão se dará basicamente a partir dos investimentos da Petrobras, que apresentam uma tendência de aumento significativo de patamar. Enquanto o histórico de investimentos, desde 1954 até 2007, totaliza, em termos reais, US$ 222,9 bilhões, as previsões de inversões para o período 2009-2013 alcançam US$ 174,4 bilhões; destacando-se o segmento de E&P com um aumento de mais de 100% em comparação aos valores de 2007.

A questão relevante, em função da atual crise, é a forma de financiamento da Petrobras para viabilizar esses investimentos.(...) continua no Blog Infopetro



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Comentário de RatusNatus em 8 março 2010 às 20:25
Professor, pelo visto ninguém acredita que as 20 novas usinas nucleares saiam do papel. :)

Fiquei interessado sobre a política de preços do GNL e a política gasífera. Suas premissas acertaram na mosca. A longo prazo, você acredita que exista alguma chance de surgir um projeto para a expansão da oferta doméstica(como a do Rio e se não me engano Ribeirão Preto) para o resto do Brasil?

Quando escuto falar sobre GNL, o papo sempre é associado a geração térmica e indústrias mas o que eu quero mesmo é gás na minha casa e bem baratinho.

A respeito do comentário acerca da incapacidade de financiamento do BNDEs para a expansão do setor e a inoperância do setor bancário... a Petrobrás está aí para isso, não? Além disso, bancos privados não participam desta modalidade de financiamento devido a política de juros atual do país, ou seja, não tem nada a ver com o setor em si.
Ou alguém acha que um banco vai deixar de emprestar $ a alguém com receita garantida por 20 anos pelo governo. Só não o faz porque tem que financiar a dívida do governo...

Abraço,
Athos
Comentário de Ronaldo Bicalho em 8 março 2010 às 21:30
Prezado Athos,

Eu gostaria de lhe pedir um favor. Que você fizesse este comentário lá no blog Infopetro na postagem que corresponde a este post.

Dessa maneira, eu poderia pedir ao Edmar que é o nosso especialista em gás que respodesse à você.

O seu comentário sobre o BNDES diz respeito ao comentário que o Paulo colocou lá sobre o papel do financiamento privado na expansão da energia.

Também dá uma boa discussão.

Na verdade, o blog infopetro é uma intervenção mais institucional do Grupo de Economia da Energia, eu, provavelmente, vou estar mais envolvido com esse tipo de intervenção.

No entanto, gostaria de manter os laços que hoje eu tenho com a rapaziada aqui da comunidade do Portal.

Por isso, resolvi manter este blog como um link permanente com o blog infopetro, de forma a trazer a contribuição dos meus colegas para a discussão que se dá aqui no portal.

Acho que essa contribuição enriquece o debate.

Enfim, por isso eu estou lhe pedindo para fazer os comentários também lá para gerar um debate distinto em um espaço distinto do daqui.

Um abraço,

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