Perspectivas tecnológicas e emissões de CO2

Por Jacqueline Batista Silva, do Blog Infopetro

Em junho foi lançada a edição 2012 do Energy Technology Perspectives (ETP), da Agência Intenacional de Energia (AIE). A publicação é apresentada como sendo a mais ambiciosa e abrangente no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias em energia. Nela, é demonstrado como tecnologias – de veículos elétricos a parques eólicos – podem contribuir significativamente para o objetivo internacionalmente acordado de limitar o aumento global da temperatura em, no máximo, 2°C sobre os níveis pré-industriais. O relatório é norteado, portanto, pelo cenário de 2°C ou 2DS (2 Degrees Scenario).

O Energy Technology Perspectives 2012 ganhou repercussão no New York Times e no The Guardian, numa época em que, a despeito dos resultados, vimos diversos países envolvidos em torno de questões ambientais na Rio+20.

O estudo disponibiliza no site a visualização do padrão de emissões e projeções de diferentes países (incluindo o Brasil) para os diferentes cenários de emissão. O gráfico que apresenta a condição do Brasil para o nível de emissões de CO2 em Gt, numa projeção para 2050, é reproduzido a aqui:

O documento é estruturado por cinco considerações fundamentais às iniciativas em prol da mitigação dos danos ambientais. Os tópicos estruturados no relatório, e de aplicabilidade global, merecem atenção.

Um sistema de energia sustentável ainda é possível de ser alcançado e pode trazer amplos benefícios.

O estudo afirma que o uso integrado das tecnologias já existentes tornaria possível diminuir a dependência em combustíveis fósseis, baixar os níveis de emissão da geração de eletricidade, aumentar a eficiência energética e reduzir as emissões na indústria, no transporte e nos setores de construção.

Economicamente, é apontado que o investimento em energia limpa faz sentido: para cada dólar adicional investido, três dólares seriam gerados em termos de economia futura de combustível até 2050. São apresentados dados concisos no documento: quanto poderia ser economizado, qual o adicional de custo por pessoa para atingir a meta e quanto isso traria de economia: a economia de combustível projetada chegaria a USD 150 trilhões.

Outro ponto destacado dentro dessa seção analisada é o de que segurança energética e mitigação da mudança climática são aliadas. Eficiência energética e utilização mais efetiva de tecnologias de baixo carbono reduziriam os custos do governo bem como a dependência da importação de energia.

Apesar do potencial tecnológico, o progresso em energia limpa é muito vagaroso.

Nove em dez tecnologias que poderiam ser efetivamente melhor empregadas na redução do uso de energia e das emissões de CO2 não são devidamente implantadas, de forma a atingir a meta de transição para um futuro de baixo carbono. Um exemplo disso seria a utilização de veículos elétricos: a meta governamental de 20 milhões de veículos nas estradas em 2020 (Estados Unidos) é mais que o dobro da capacidade planejada da indústria.

Outro ponto preocupante é a queda do investimento em pesquisa, desenvolvimento e demonstração. Desde a década de 1980 foi observada uma queda de dois terços no investimento. Tais políticas devem ser alinhadas a medidas de implementação no mercado, já que as expectativas de novos mercados desencadeariam mais investimento privado em pesquisa e inovação tecnológica. (...) O texto continua no Blog Infopetro.

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