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Pesquisa revela resultados importantes sobre Governo Eletrônico

Extraído do site http://www.nextgenerationcenter.com/v3/web/noticia.php?noticia_id=38

Um em cada quatro brasileiros acessa o e-Gov

Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2007, realizada pelo NIC.br, do total de25% de usuários que acessam os serviços do Governo pela internet, 5% são da classe A; 36% de classe B; 48% da classe C e 11% de classes D e E.

Aproximadamente 25% da população brasileira com mais de 16 anos usou a Internet para interagir com órgãos públicos em 2007. Esse é um dos resultados apresentados pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) na 3ª edição da Pesquisa Sobre Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil.

O número mencionado aponta um crescimento de 11 pontos percentuais em relação às taxas observadas na pesquisa realizada em 2005 (14%). Se considerados somente os usuários de Internet, esse percentual foi de 72%, sendo a quinta atividade mais desenvolvida na rede, atrás de comunicação (89%), lazer (88%), busca de informações online (87%) e treinamento e educação (73%).

Com relação a 2005, a pesquisa indica que houve um crescimento significativo no uso de serviços de governo eletrônico em todos os segmentos da população, seja por renda, classe social, escolaridade ou situação de emprego. "O destaque foi o forte aumento na utilização desse canal de comunicação entre internautas com renda familiar entre três e cinco salários mínimos, que passaram de 14% em 2005 para 40% em 2007", reforça Mariana Balboni, gerente do CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).

Crescimento entre jovens

A pesquisa mostra que o uso de serviços de governo eletrônico entre os brasileiros acima de 16 anos cresce consideravelmente, quanto maior o grau de instrução, a renda familiar e a classe social. Em 2007, 71% dos indivíduos com educação superior, 58% daqueles com renda familiar superior a cinco salários mínimos e 81% dos brasileiros de classe A informaram interagir com órgãos públicos por meio da rede.

"Entretanto, não são apenas os indivíduos de classe social mais elevada que se beneficiam das facilidades trazidas pelo uso da Web no contato com o Governo", explica Mariana Balboni. "É fato que a maioria dos brasileiros de classe A possui um computador e utiliza a Internet para se relacionar com o Governo, mas esse grupo representa apenas 5% do total de usuários", completa.

Usuários de e-gov

O perfil econômico do usuário de serviços de governo eletrônico é composto por 36% de indivíduos da classe B, 48% da classe C, 11% de indivíduos das classes D e E e 5% da classe A. Mas os resultados também mostram que educação é fundamental para que o brasileiro possa se beneficiar desse tipo de serviços: apenas 12% daqueles que estudaram até o Ensino Fundamental compõem o total de usuários, enquanto 49% informam ter finalizado o Ensino Médio, e 39% o Superior. E os números reforçam que o cidadão que se utiliza desse canal de comunicação é jovem: do total de usuários, 70% têm entre 16 e 34 anos, e somente 12% têm mais de 45 anos.

O serviço de e-gov mais popular entre os brasileiros ainda é a consulta ao CPF, atividade realizada por 59% das pessoas que usam a rede para se comunicar com órgãos públicos. Em segundo lugar aparece a busca por informações e serviços públicos de educação, com 44% das menções. Em terceiro o uso da rede para fazer a declaração de Imposto de Renda, com 42% das citações, seguido pela realização de inscrição em concursos públicos, com 40%. Em seguida foram mencionadas três atividades ligadas à busca de informações sobre a emissão de documentos (31%), os serviços públicos de saúde (27%) e os direitos do trabalhador (26%).

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Comentário de Victor Luiz Barone Junior em 30 novembro 2008 às 20:19
Muito interessante. Escrevi recentemente um artigo apontando as possibilidades do uso da internet como uma àgora virtual para o incremento da democracia direta. Se tiver interesse em checar, o link está aqui: http://escrevinhamentos.blogspot.com/2008/11/o-ciberespao-e-as-possibilidades-de.html
Comentário de Edmar Roberto Prandini em 2 dezembro 2008 às 0:55
Olá, Victor, li seu artigo. Gostei muito. Está muito bem escrito, ainda que eu tenha algumas considerações a fazer. Uma primeira, refere-se à limitação imposta pela chamada "exclusão digital", de que você com certeza já ouviu falar, e que o Sérgio Amadeu discute com muita propriedade. Penso que uma proposta de "voto contínuo" não pode desconsiderar o fato de que ainda é baixo o acesso ao ciberespaço, o que não invalida que avancemos no sentido de ampliar as fórmulas e os meios que possam viabilizar a participação cidadã.
Outra dificuldade que observo refere-se à dificuldade de expressão escrita da maioria das pessoas e, por outro lado, da dificuldade com a leitura, de tal modo que um processo permanente de consultas de teor "deliberativo" precisa ser pensado com cuidado, para não representar a impossibilidade da manifestação. Por fim, tenho uma consideração de teor "antropológico" que se refere à dimensão de "corporeidade" das agregações públicas. Quando Antonio Negri discute a emergência da "multidão" como novo sujeito político, o faz pensando em algo que ele e Giuseppe Cocco denominam de "biopolítica". Se já Ortega y Gasset falava da presença das massas, enquanto passividade, Negri, e depois, com ele Cocco, apontam a "multidão" como sujeito em pleno sentido. As manifestações de Seattle e Gênova, por exemplo, trouxeram às ruas novas expressões e novas conformações do exercício democrático da expressão, agregando pluralmente ideologias diversas, mas dando-lhe efetivamente o sentido do corpo. Em certo sentido, pode-se afirmar que é a presença física das pessoas, em condições de plenamente expor-se que torna a democracia democrática. A democracia é, concretamente, o exercício do direito humano. Se a virtualidade contribui para romper limites de espaço e tempo, a manifestação direta e pública dá materialidade e concretude ao exercício do direito.

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